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Posts Tagged ‘Saúde

      Cientistas da Universidade de Iowa (EUA) conduziram um estudo dirigido à paciência das pessoas, observando o que acontece no cérebro quando as pessoas ficam sem paciência.

      De acordo com as conclusões apontadas, os cientistas afirmam que o nosso cérebro tem uma capacidade limitada para o autocontrolo e que esta vai diminuindo conforme a sua utilização.

      A equipa de investigadores usou imagens de ressonâncias magnéticas, que dispunham a atividade cerebral de voluntários durante a realização de tarefas que exigiam autocontrolo. As imagens mostraram que a atividade no córtex cingulado anterior – uma área responsável por reconhecer situações que exijam o domínio dos impulsos – permaneceu estável, e na zona do córtex pré-frontal dorsolateral, responsável por manusear o autocontrolo e pela escolha das melhores respostas para as situações problemáticas, não permanecia igual.

      Esta área é ativada com menor intensidade depois de cada esforço, dando sinal que “a paciência vai se esgotando”. Os cientistas interpretaram esses resultados como uma prova de que as pessoas não têm problemas em reconhecer situações que provoquem ansiedade e exijam autocontrolo. No entanto, é mais difícil manter a calma e tomar as melhores decisões se o stresse for contínuo ou recorrente, isto é, e como já se sabia e diz-se, a paciência acaba-se por muito ser usada, e acaba-se por já não haver mais paciência. Assim se certifica cientificamente aquilo que anda na boca de todos nós por tradição oralmente recebida e empiricamente constatada.


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Mais Café

Posted on: 02/07/2012

      Um estudo hoje publicado no jornal “Cancer Research” da Associação norte-americana de pesquisa da doença, afirma que o aumento do consumo de café reduz o risco de desenvolver a forma mais comum de cancro de pele, o carcinoma basocelular.

      «A nossa investigação indica que quantas mais chávenas de café com cafeína se consumir, menor é o risco de desenvolver cancro na pele», referiu o professor da Escola de Medicina e da Escola de Saúde Pública de Harvard, Jiali Han.

      «Não recomendo o aumento da ingestão de café apenas com base nestes dados», ressalvou o investigador, acrescentando, no entanto, que «os resultados colocam o carcinoma basal numa lista de doenças cujo risco é diminuído quando o consumo de café é aumentado». A lista inclui doenças como o diabetes tipo 2 e o Parkinson.

      O carcinoma basocelular é a forma mais comum de cancro de pele e, embora se desenvolva lentamente, tem uma taxa de mortalidade elevada.

      «Tendo em conta o grande número de novos casos diagnosticados, algumas mudanças diárias na dieta podem ter um impacto na saúde», defendeu Jiali Han.


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      William McElligott é um norteamerciano com 66 anos de idade e foi durante a sua vida motorista, tendo apanhado mais Sol de um dos lados da face, pelo que hoje tem de um lado uma cara mais envelhecida do que do outro lado, que não apanhou tanto Sol.

      Que o Sol fazia mal à pele já toda a gente sabia, mas William é uma boa prova disso.

      Este camionista conduziu durante quase 30 anos e apanhou mais sol no lado da janela do camião, verificando-se claramente as consequências dessa insistente exposição solar e as diferenças entre um e o outro lado do rosto.

      A imagem abaixo foi publicada no «New England Journal of Medicine» e mostra o lado muito mais envelhecido com uma pele mais espessa e enrugada. A condição, chamada de dermatoheliosis unilateral ou fotoenvelhecimento (causada por raios solares ultravioletas [UVA]), foi estudada pelos cientistas Jennifer R.S. Gordon e Joaquin C. Brieva, da Universidade norte-americana de Northwestern, em Chicago.

      Os raios UVA são a forma mais comum de raios de luz e, mesmo com a janela fechada, podem penetrar o vidro da janela, se não estiver suficientemente matizado para proteger o passageiro. Embora se acredite que os UVA sejam menos nocivos do que os raios UVB, estes também podem ser responsáveis por cancro de pele e estão presentes até mesmo em dias nublados.

      Passaram 15 anos até que o camionista notasse alguma diferença entre os dois lados da sua cara, mas McElligott ficou mais atento quando os netos começaram a questioná-lo sobre as alterações sofridas na pele.

      Os investigadores sublinharam que o camionista precisa de um acompanhamento regular para prevenção do cancro de pele. “Bloquear a infiltração é a melhor resposta, 365 dias por ano, esteja nublado ou sol, na rua, no carro ou na praia”, alertou a equipa.


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      Foi ontem lançado no Brasil o livro intitulado “Pulmão de Aço” da escritora Eliana Zagui que o escreveu com a boca.

      Eliana está internada há 36 anos no Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, em São Paulo, devido a uma paralisia que, desde os 2 anos de idade, a fez perder os movimentos do pescoço para baixo.

      Este seu primeiro livro foi escrito com a boca e relata as suas memórias de toda uma vida internada no maior hospital do Brasil.

      Eliana explicou que a origem do nome “Pulmão de Aço”, se deve a «uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno», onde as pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas com a cabeça de fora e onde ela própria já esteve, devido aos problemas respiratórios de que também sofre.

      Ao longo desta vida acamada, Eliana aprendeu inglês e italiano, tirou um curso de história de arte e tornou-se pintora, sempre deitada na cama desde os dois anos de idade.

      Apesar das dificuldades motoras e também respiratórias, alcançou estas metas utilizando apenas a boca para escrever, pintar e “teclar”’.

      Eliana relata no seu livro que esteve próxima do suicídio. «Avaliava as possibilidades: arrancar o tubo da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço», conta, nas páginas onde também brincou com a situação, ao dizer que «até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém».

      Aos 38 anos, a mulher acrescenta ainda que «volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar as suas angústias nas sessões semanais de análise» que frequenta.

      Eliana disse que espera que o seu livro ajude «aqueles que não querem nada com a vida». «É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a tua nem a tua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida», defendeu.


      O cientista que contrariou a teoria dos sonhos de Freud (Allan Hobson), está em Portugal para abrir o 9.º Simpósio sobre o cérebro da Fundação Bial, a partir do próximo dia 28 de março, constituindo uma oportunidade para ouvi-lo defender que quando sonhamos estamos «a treinar».

      O “Sono e os Sonhos” é o tema do Simpósio “Aquém e além cérebro” e decorrerá no Porto. Hobson afirma que «O sono é algo muito elaborado, a única coisa que se perde é consciência, mas a consciência no máximo ocupa cinco por cento da atividade cerebral».

      O cientista debruçou-se sobre os sonhos para concluir, por exemplo, que quando conservamos a visão durante o sono, conseguindo formar imagens perfeitas, aquilo que o nosso cérebro está a fazer «no fundo é treinar a visão e isso é muito importante que ele faça». «A minha teoria é que não poderíamos ver se não fosse o sono REM (Rapid Eye Movement), sem aquilo que considero ser o sistema a trabalhar “off line” ou a criação de uma realidade virtual para o cérebro. E não é só a visão é também, por exemplo, a locomoção, todos os sonhos são animados, nós nunca ficamos quietos, sonhamos sobre correr, andar, mesmo voar, é como um programa de ensaio para o cérebro, é muito sobre integrar visão e movimento o que não coisa fácil, é um grande trabalho».

      O cientista que formulou esta teoria da «protoconsciência» que serve para o desenvolvimento e manutenção da «consciência desperta», lembrou que «nós vemos a consciência como algo que só existe depois de acordarmos», mas aquilo que tentou explicar «é que sonhar é uma outra forma de consciência, que precede no tempo o estado consciente».

      Para Allan Hobbes, essa atividade «começa a acontecer no útero, na terceira semana de desenvolvimento do feto, num momento em que certamente não regista significativos efeitos do meio que o rodeia, ou seja, o cérebro já se está a preparar para estar consciente e está a “correr programas” como um computador que se prepara para o trabalho do dia seguinte».

      O neurocientista publicou em 1977 com Robert McCarley, um estudo em que concluiu que os sonhos são mudanças bioquímicas e impulsos elétricos aleatórios que agitam o cérebro enquanto dormimos, sem qualquer significado no sentido que Freud lhes deu. Só que quando acordamos a nossa consciência, habituada a que tudo faça sentido, força uma «narrativa» para dar alguma lógica a esses impulsos.

      Apesar de ser apontado como o «maior provocador no campo dos estudos dos sonhos» Hobbes afirmou que faz «o que Freud queria fazer, mas que em 1895 não podia, porque não sabia nada sobre o cérebro, por isso estava obrigado a elaborar a sua teoria dos sonhos a partir de especulação». Para ele, “A interpretação dos sonhos” (de Freud) «é um grande livro, mas não há ali nada de científico sobre os sonhos».

      Se dormir e sonhar é para Allan Hobbes tão importante, ele não acha que estejamos obrigados a dormir as aconselhadas sete horas. «Não percebo porque é que o sono deveria ser uniforme quando nada é uniforme na biologia», sustentou. Aconselhou a quem «dorme 11 horas não deve tentar ser uma pessoa que dorme 4 horas porque é como tentar ser basquetebolista sendo muito pequeno». Por outro lado, as escolas de medicina, por exemplo, deviam perguntar se uma pessoa dorme muito ou pouco: «Quem dorme pouco deveria ser favorecido em profissões que limitam o sonho».


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      Já toda a gente sabia (ou devia saber) que as carnes, especialmente as vermelhas, deviam, pelo menos, ser consumidas de forma moderada, mas um amplo estudo da “Harvard School of Public Health” agora divulgado acentua essa ideia, concluindo que mesmo quando comida em quantidades reduzidas, em apenas uma refeição diária, aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro.

      Pequenas quantidades de carne processada como “bacon”, salsichas ou salame aumentam em um quinto as probabilidades de morte precoce; no caso de bifes o risco aumenta em 12%, referem as conclusões do estudo da referida universidade norte-americana divulgado agora nos “Archives of Internal Medicine”, uma publicação bimensal da “American Medical Association”.

      Frank Hu, um dos co-autores do estudo afirma que “tendo em conta as evidências do estudo” comer carnes vermelhas não pode fazer parte de uma dieta saudável regular e só é admissível tal ingestão de forma ocasional.

      As conclusões são baseadas nos dados recolhidos ao longo de 28 anos num grupo de cerca de 38 mil homens e 84 mil mulheres.

      Os investigadores recomendam que as carnes vermelhas sejam substituídas por outras fontes de proteínas como peixes, aves domésticas, nozes e legumes.

      Podes ler todo o artigo na seguinte ligação: http://archinte.ama-assn.org/cgi/content/full/archinternmed.2011.2287

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      Acaba de ser editado um livro escrito por uma enfermeira australiana, Bronnie Ware, que durante vários anos trabalhou numa unidade de cuidados paliativos para doentes terminais.

      Durante esses anos escrevia no seu blogue “Inspiration and Chai”, aí compilando vários aspetos dos últimos momentos de vida das pessoas, tendo sintetizado as últimas vontades, desejos ou arrependimentos nas cinco coisas que as pessoas à beira do fim da vida mais se arrependem de não ter feito, sendo este o título do livro: “The Top Five Regrets of The Dying”.

      Bronnie afirma que as pessoas «crescem imenso quando confrontadas com a sua mortalidade» e que cada indivíduo passa por uma «grande variedade de emoções», «negação, medo, raiva, remorso, e aceitação».

      Quando questionadas sobre o que gostariam de ter feito de forma diferente em vida, os paciente repetiam os temas com frequência. A seguir fica um resumo dos principais arrependimentos das pessoas no leito de morte, tais como foram testemunhadas por Bronnie Ware:

      Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expetativas dos outros.

      «Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas se apercebem que a sua vida esta a chegar ao fim e olham para trás, percebem quantos sonhos ficaram por realizar. A saúde traz consigo uma liberdade de que poucos se apercebem, até a perderem.»

     Quem me dera não ter trabalhado tanto.

      «Este era um arrependimento comum em todos meus pacientes masculinos. Arrependiam-se de terem perdido a infância dos filhos e de não terem desfrutado da companhia das pessoas queridas. Todas as pessoas que tratei se arrependiam de terem passado muita da sua existência no trabalho.»

      Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos.

      «Muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos, para se manterem em paz com as outras pessoas. Como resultado disso, acostumaram-se a uma existência medíocre e nunca se transformaram nas pessoas que podiam ter sido. Muitos desenvolveram doenças cujas causas foram a amargura e o ressentimento que carregavam como resultado dessa forma de viver. Muitas vezes as pessoas só se apercebem dos benefícios de ter velhos amigos quando estão perto da morte e já é impossível voltar a encontrá-los. Muitos ficam profundamente amargurados por não terem dedicado às amizades o tempo e esforço que mereciam. Todos sentiam a falta dos amigos quando estavam às portas da morte.»

      Quem me dera ter-me permitido ser feliz.

      «Muitos só perceberam no fim que a felicidade era uma escolha. Mantiveram-se presos a velhos padrões e hábitos antigos. O medo da mudança fê-los passarem a vida a fingirem aos outros e a si mesmos serem felizes, quando, bem lá no fundo, tinham dificuldade em rir como deve ser.»


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