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      A mulher mais rica do Mundo, a australiana Gina Rinehart, disse que todos aqueles que têm “inveja de gente com dinheiro” deviam parar de se queixar e trabalhar mais.

      Já não é a primeira vez que a australiana faz comentários que geram polémica mas, desta vez, o Governo australiano considerou as declarações “insultuosas”.

      «Se tens inveja da gente que tem dinheiro, não fiques aí sentado a queixar-te. Faz alguma coisa para ganhar dinheiro: passa menos tempo a fumar e a fazer amigos e mais tempo a trabalhar» Foram estas as palavras de Gina Rinehart.

      A mulher não conteve as palavras e ainda aconselhou pobres e “invejosos” a “beberem menos”. Numa crítica aos governantes, protestou contra a subida de impostos e aconselhou a que se dê as “boas-vindas aos investimentos se querem ajudar os pobres”. Caso contrário, ironiza, até existe uma alternativa: “Chama-se Grécia”, concluiu.

      Gina Rinehart, possui uma fortuna de cerca de 14515 milhões de euros e enriqueceu depois de herdar o dinheiro e de se ter tornado a principal acionista da empresa mineira australiana Hancok.

      Esta não foi a primeira polémica em que Gina Rinehart esteve envolvida. A herdeira já levou a tribunal vários membros da família, inclusive três dos quatro filhos, devido a desavenças quanto ao controlo dos milhões da família.

      Trava também uma ação judicial, da qual deverá sair vencedora, com o Governo australiano para que se batize uma cadeia montanhosa com o seu apelido da sua família, Montes Hancock.


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      Garimpeiros brasileiros massacraram cerca de 80 índios da tribo Yanomami. Este massacre poderá ter dizimado uma aldeia inteira da tribo que ocupa um vasto território na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

       Os garimpeiros terão morto a população com tiros e dinamite.

      Apesar de muito feridos alguns índios sobreviventes (três) conseguiram chegar à aldeia Onkiola, na região de Auraris, no estado brasileiro de Roraima, contando que os garimpeiros (pesquisadores de ouro ilegais) invadiram a aldeia Irotatheri, já em território da Venezuela, e começaram a abusar sexualmente de índias, escolhendo as mais bonitas e jovens da tribo.

      Tentando proteger as famílias, os homens da aldeia reagiram mas, desarmados, foram presas fáceis para os garimpeiros, armados com revólveres, espingardas e explosivos.

      Segundo os relatos desses sobreviventes aos membros da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Amazónia (COIAM) e do Instituto Sócio-Ambiental, os invasores, enfurecidos por não conseguirem continuar a abusar das mulheres, dispararam em todas as direcções e balearam todos os habitantes, independentemente de serem adultos ou crianças.

      Depois, não satisfeitos com a barbárie cometida, serviram-se da dinamite, usada normalmente para destruir rochas, matando os poucos que ainda tinham um sopro de vida e derrubando as frágeis construções da aldeia, feitas de barro e palha.

      Segundo os sobreviventes do massacre, a matança ocorreu no dia 5 de julho, mas só agora foi conhecida. A aldeia Irotatheri fica no coração da selva amazónica, numa região extremamente isolada, e os índios, depois de ficarem algum tempo escondidos para se recuperarem e fugirem dos garimpeiros, ainda demoraram vários dias até chegarem à aldeia mais próxima, que tem comunicação via rádio com a Fundação Nacional do Índio do Brasil (Funai).

      Do ponto mais próximo onde há técnicos da Funai até ao local da tragédia são cerca de dez dias a pé pelo meio da selva, não havendo outra forma de chegar.

      As organizações indígenas do estado do Amazonas (Coiam) lamentaram a situação e afirmaram, em comunicado, que já desde 2009 que vêm denunciando agressões de garimpeiros contra as comunidades Yanomami, vítimas de violência física, ameaças, sequestro de mulheres e ainda de contaminação, designadamente da água com o mercúrio (usado para encontrar ouro).

      Há diversos grupos de garimpeiros explorando inúmeras minas artesanais de ouro e diamantes, localizadas em regiões recônditas do sul da Venezuela. Calcula-se que sejam mais de mil os garimpeiros que, para além de poluírem os rios e as florestas, especialmente com o mercúrio, cujo grau de toxicidade é enorme e tem consequências fatais e irreversíveis, ainda transmitem aos índios diversas doenças que lhes são fatais.

      Os Yanomami são uma das maiores tribos relativamente isoladas na América do Sul. Vivem nas florestas e montanhas do norte do Brasil e do sul da Venezuela. Como a maioria dos povos indígenas do continente, os Yanomami, provavelmente migraram pelo Estreito de Bering, entre a Ásia e a América, há cerca de 40.000 anos atrás, seguindo lentamente para a América do Sul. Hoje, a sua população total é de cerca de 32.000 índios.

      Com mais de 9,6 milhões de hectares, o território Yanomami no Brasil corresponde ao dobro do tamanho da Suíça. Na Venezuela, os Yanomami vivem na Reserva da Biosfera Alto Orinoco-Casiquiare, de 8,2 milhões de hectares. Juntas essas duas regiões formam o maior território indígena coberto por floresta em todo o Mundo.

      A imagem corresponde à vista aérea da “Cabana Grande”, dinamitada e queimada, onde residia a comunidade de 80 pessoas.


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      O Ministério do Ambiente do Japão acaba de declarar extinta a sua lontra de água doce (lutra lutra whiteleyi), vista pela última vez em 1979, na cidade de Susaki (Shikokou).

      Esta subespécie única desapareceu devido à caça e perda de habitat pelo desenvolvimento das cidades.

      A extinção desta lontra ribeirinha é mais uma dura perda para os mamíferos endémicos do Japão, que tinha já perdido dois lobos, dois morcegos, uma raposa e um leão-marinho: os lobos de Honshu e Hokaido, o morcego anão de Sturdee, a raposa voadora de Okinawa e o leão-do-mar japonês.

      A lontra de água doce japonesa era muito comum no país até ao início do século XX, alimentando-se de peixes e camarões. Desde 1990 foram feitas várias expedições para encontrar o animal e ainda que alguns investigadores acreditem que ela ainda sobreviva, o Governo declarou-a agora extinta, uma vez que não se consegue demonstrar a sua existência desde 1979, isto é, há 33 anos, tempo que parece ser agora suficiente para que o Governo daquele país perceba de uma vez por todas que os animais se extinguem, não como os fósforos que ardem, que se extinguem por si próprios, mas que os animais se extinguem porque os humanos acabam com eles ou com as suas condições de vida, o que resulta no mesmo, isto é, se não o deixas viver, estás a matá-lo.


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      Há quem veja nas touradas arte, tradição e cultura.

      E tu que vês?

      “As corridas de touros foram uma atividade lúdica comum a vários países europeus durante a idade média. A maioria desses países aboliu este tipo de espectáculos sangrentos por volta do século XVI, por se tratarem de eventos cruéis e impróprios de nações civilizadas. Atualmente as touradas são proibidas em diversas nações europeias como a Dinamarca, Alemanha, Itália ou Inglaterra.

      Infelizmente, estas práticas mantiveram-se em Espanha, sendo daí exportadas para Portugal, onde foram alvo de várias restrições e até proibidas em 1836. Por constituírem uma importante fonte de receita para a Casa Pia de Lisboa e para as Misericórdias, as touradas foram novamente autorizadas apenas para fins benéficos, mas acabaram por se transformar num evento comercial lucrativo para um pequeno grupo de empresários tauromáquicos, nunca perdendo a ligação às suas verdadeiras origens, evidenciada nos trajes, nas lides, no vocabulário e até na música que se ouve nas praças.

      As corridas de touros constituem nos dias de hoje um espectáculo anacrónico, violento e um mau exemplo, em particular para as crianças e jovens, em relação à compaixão e respeito que todos devemos evidenciar pelos animais.

      Não é aceitável que a nossa sociedade em 2012 continue a aplaudir o derramamento de sangue e o desprezo pela vida evidenciado pelos “artistas” nas arenas, assim como não é admissível que no panorama atual, vários milhões de euros das nossas finanças públicas, sejam canalizados para a criação de animais para entretenimento, construção de praças de touros, aquisição de bilhetes para touradas, subsídios, etc.”

      Extrato retirado de: http://nunoanjospereira.wordpress.com/


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      Já há mais de um mês que Milton Hall, um sem-abrigo e doente mental, foi fuzilado na via pública por 6 polícias.

      Ocorreu no dia 1 de julho, três dias antes das comemorações nos EUA do Dia da independência.

      Este acontecimento passou um pouco desapercebido até que agora surgiu um vídeo amador de alguém que assistiu e decidiu colocá-lo na Internet, tornando assim mundial o problema local.

      Os seis agentes responsáveis terão disparado cerca de 40 (não um nem dois, nem três… mas quarenta) tiros.

      Milton Hall recebia uma pensão de invalidez e tinha 49 anos de idade.

      A sua mãe, Jewel Hall, afirmou em entrevista a um canal de televisão norteamericano que «havia outra saída». «Não tinham de o matar. Ele não tinha feito nada, não era violento. Não era um assassino, não era um criminoso», acrescentando que os agentes da autoridade pareciam «um pelotão de fuzilamento».

      Há mais de 30 anos que Milton residia na localidade de Sanginaw e, segundo a mãe, «Toda a gente o conhecia, até a polícia».

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      A empresa mineira “Lonmin” (https://www.lonmin.com/), com sede em Londres e exploração em Marikana (a cerca de 100 Km de Joanesburgo), na África do Sul, anunciou hoje que, afinal, não vai despedir os trabalhadores em greve, apesar de os ter ameaçado que se hoje não votassem ao trabalho perderiam o emprego.

      Cerca de 30% dos trabalhadores voltaram ao trabalho enquanto os restantes, reunidos no exterior das instalações mineiras, decidiam continuar a greve, pelo menos por mais uma semana, também de luto pelos 34 mineiros mortos pela polícia, insistindo, no entanto, que preferem morrer a voltar à escravatura da mina.

      Há quatro dias atrás, e após uma semana de greve, a polícia disparou indiscriminadamente sobre os manifestantes tendo morto 34 e ferido 78 mineiros. A polícia referiu que o fez como autodefesa, uma vez que os grevistas para eles se dirigiam com a intenção de os atacar.

      Um mineiro afirmava a um jornal sul-africano: «Já morreram pessoas, por isso não temos mais nada a perder… Vamos continuar a lutar por aquilo que acreditamos ser uma luta legítima por ordenados que permitam viver. Preferimos morrer como os nossos companheiros a desistir. A única coisa que pode acabar com esta greve é uma resposta positiva da administração. Ainda me pergunto por que é que a administração se recusa a negociar connosco.»

      Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e um aumento de salário para o triplo do que ganham actualmente: cerca de 300 euros.

      Antes da morte dos 34 mineiros já tinham morrido 10 pessoas em confrontos entre dois sindicatos e entre os trabalhadores e a polícia.

      O chefe da polícia sul-africana, Riah Phiyega, disse que os polícias que dispararam sobre os grevistas não devem arrepender-se do que aconteceu: «A segurança pública não é negociável. Não lamentem o que aconteceu.»

      O massacre foi já amplamente classificado como o pior derramamento de sangue em confrontos entre polícia e trabalhadores desde o fim do apartheid, em 1994.

      O presidente do país (Jacob Zuma) decretou uma semana de luto e criou uma comissão interministerial para lidar com a crise, reiterando que é necessário um inquérito judicial e afirmando que: «Temos de evitar apontar o dedo e recriminar. Temos de nos unir contra a violência.»

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Apartheid

Posted on: 18/08/2012

      Num dia como o de hoje mas do ano de 1964 (há 48 anos), o Comité Olímpico Internacional bania a África do Sul dos Jogos Olímpicos, por não renunciar ao regime de segregação racial conhecido por “apartheid”.

      O regime de segregação racial determinava, por lei, que os brancos detinham o poder total e os demais cidadãos não brancos deveriam viver separados dos brancos com regras próprias que lhes impunham, não lhes permitindo qualquer direito de cidadania.

      A segregação ia ao pormenor de distinguir os transportes públicos, havendo transportes próprios para brancos e outros, piores, para negros, com as suas respetivas e distintas paragens. Segregava-se tudo: lojas, praias, piscinas, bibliotecas, até os bancos nos jardins tinham indicações de “só para brancos” ou “só para europeus” e “para não europeus”.


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