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Posts Tagged ‘Religião

      Num dia como o de hoje (25 de agosto) do ano de 1900, isto é, há 112 anos, morria Friedrich Nietzsche, um dos maiores e controversos filósofos do século XIX.

      Crítico da cultura ocidental, das suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã, Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna.

      Nietzsche considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo”.

      Até cerca de onze anos antes da sua morte, Nietzsche não cessa de escrever a um ritmo sempre crescente, terminando de forma abrupta em Janeiro de 1889 com uma “crise de loucura” com a qual passou, inicialmente, a considerar-se, alternativamente, figuras míticas: Dionísio e Cristo, expressando-se em bizarras cartas, afundando-se depois num silêncio quase total até à sua morte.

      Após a sua morte, a sua irmã Elizabeth falseou alguns escritos com o propósito de apoiar a causa anti-semita e o nacional socialismo (Nazismo) de Hitler, aproveitando-se este de alguns aspetos e interpretações para a sua ideologia e propaganda nazi, colagem esta que fez com que o cidadão comum viesse a considerar Nietzsche como mais um nazi, rejeitando os seus escritos sem sequer os ponderar. A irmã veio a ser bem tratada pelo regime fascista, morrendo confortavelmente.

      Friedrich Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do género humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceites; por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos, designadamente, a moral tradicional, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar.

      Nietzsche golpeou violentamente essa moral que impede a revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência. Essa traição ao “mundo da vida” é a moral que reduz a uma ilusão a realidade humana e tende asceticamente a uma fictícia racionalidade pura.

      Com efeito, Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras.

      A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência, vontade essa que não conhece pausas, e por isso está sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida; pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém as máscaras, segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.

      Não existe via média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu merismático júbilo.

      Na sua obra “O Anticristo” afirmava:

      «O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição aos instintos de conservação da vida saudável; e até corrompeu a faculdade daquelas naturezas intelectualmente poderosas, ensinando que os valores superiores do intelecto não passam de pecados, desvios ‘tentações’. O mais lamentável exemplo: a concepção de Pascal, que julgava estar a sua razão corrompida pelo pecado original; estava corrompida sim, mas apenas pelo seu cristianismo!»

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      Kailash Singh tem 66 anos e já não se lava há 38 anos.

      Este indiano tem quase dois metros de cabelo e barba, que não corta nem lava e mora num local que pode atingir até 47° Centígrados.

      Com tanto calor, suor e cabelo este homem já é considerado o homem mais mal cheiroso do Mundo.

      A decisão radical de não tomar banho foi tomada pelo indiano na década de 70, logo após o seu casamento. Na época, um sacerdote da religião seguida por Singh afirmou que ele não deveria nem lavar nem cortar o cabelo para que pudesse ter um filho.

      Singh levou muito a sério o conselho e, já lá vão mais de três décadas sem lavar o cabelo e sem tomar um único banho mas, apesar desta tão grande determinação ainda não conseguiu ter o tão desejado filho, sendo pai de sete filhas. Singh afirma que só tomará banho quando lhe nascer um filho.

      A mulher de Singh, Kalavati Devi, diz que lhe custou muito habituar-se ao cheiro do marido mas que agora já o tolera. Conta ainda que toda a família já o tentou lavar, num rio próximo de onde moram mas que Singh conseguiu fugir, afirmando que preferia morrer a tomar banho.


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      No Egito acaba de ser lançado (coincidindo com o início do mês do Ramadão) um canal de televisão, o Maria TV, com estúdios no Cairo, gerido exclusivamente por mulheres cobertas por véu preto (niqab) que lhes cobre a totalidade da cara deixando apenas ver os seus olhos.

      No Egito há, no entanto, um grande debate sobre o uso do véu (niqab). Algumas universidades públicas chegaram mesmo a banir os véus durante os exames e nos dormitórios, levando a inúmeras batalhas judiciais.

      Há mulheres que se queixam de um mercado de trabalho hostil ao uso do véu, enquanto os críticos mostram a sua preocupação em relação à ascensão do islamismo político no Egito, temendo que este venha radicalizar a sociedade.

      A criação de um canal de televisão que emprega apenas mulheres com as caras cobertas é uma “reviravolta” no caminho percorrido na “Primavera Árabe”.

      Nota que até as mãos são cobertas por luvas mas, no entanto, as personagens de ficção, têm a cara descoberta, como o boneco-máscara da fotografia abaixo, que é a única, em toda a estação de televisão, que não usa véu.

      A televisão pertence ao projeto de Abdallah, mais conhecido pela alcunha de Abu Islam, que diz que o objetivo do canal é mostrar às mulheres que não necessitam mostrar a sua beleza ao Mundo enquanto são vistas; «é uma nova era para as mulheres que vestem niqab».

      Os islamistas foram durante muito tempo (décadas) reprimidos pelo Estado que se pretendia ocidentalizar. Agora, após o fim da era Hosni Mubarak e a vitória eleitoral dos conservadores islâmicos, estes sentem chegado o momento para a sua expansão.

      Abu Islam detém a Ummah TV, estação de televisão que agora opera livremente mas que foi severamente censurada, destruída e proibida por Mubarak. O próprio Abu Islam foi preso diversas vezes, sempre por difundir as suas ideias conservadoras.

      Atualmente, a estação emite livremente todos os conteúdos que pretende, pois quem governa o Egito são os fundamentalistas da irmandade islâmica e os ultraconservadores Salafitas, as duas forças político-religiosas com mais poder no Egito.

      Há uma década atrás, era raro ver-se uma mulher vestindo niqab no Egito, o vestido niqab estava restrito a uma pequena minoria. A maioria das mulhgeres usava um lenço que lhes cobria o cabelo, mas não a face. Atualmente, no entanto, tornou-se vulgar ver mulheres trajando o niqab, seja na rua, seja nas universidades, nos mais diversos empregos e mesmo montadas, atrás, mas motas dos maridos.

      Maria TV está no ar seis horas por dia na Ummah TV. A programação consiste essencialmente em dar conselhos práticos às mulheres para o seu dia-a-dia em relação à cega obediência aos seus maridos. As mulheres falam sobre os assuntos e defendem os seus pontos de vista, sem qualquer crítica.

      O diretor da estação, o filho do Abu Islam, referiu que sabe que “existem críticas e reações negativas, mas que também existem críticas e reações positivas, como em tudo, portanto, não interessa, nós seguiremos o nosso caminho”.

      A produtora executiva do canal, também filha do Abu Islam, diz que “Eu quero dar às crianças a possibilidade de verem estas mulheres e dizerem: Eu quero ser assim. Ou seja, criar uma nova geração que deseja isto e deseja ser como o que vê.”

      O sítio do canal na Internet está em: http://www.ummahchannel.tv/

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      Foi num dia como o de hoje, mas de há 46 anos, corria o ano de 1966, que o Vaticano anunciou a abolição do “Index Librorum Prohibitorum”, isto é, o Índice dos Livros Proibidos.

       Esta lista dos livros proibidos pela Igreja Católica foi instituída em 1557, isto é, há mais e durante quatro séculos, sendo apenas abolido há menos de 50 anos.


      Uma campanha publicitária anti-homossexualidade estava prestes a ser colocada nos autocarros londrinos com as provocadoras palavras de ordem: “Não sou gay! Sou ex-gay, pós-gay e orgulho-me disso. Ultrapassem isso!”.

      Os autores são dois grupos conservadores anglicanos (cujos endereços na Internet estão na imagem abaixo) que pretendiam promover a ideia de que os homossexuais podem ser convertidos à heterossexualidade.

      Poucos dias antes de os posters começarem a ser afixados nos autocarros da capital britânica, o presidente da câmara londrina proibiu a sua divulgação depois de políticos e ativistas da comunidade “gay” terem chamado à atenção para a temática.

      Os grupos religiosos anglicanos são o “Anglican Mainstream” e a fundação “Core Issues Trust”, cujo líder, Mike Davidson, acredita que o “comportamento homoerótico é pecado”, sendo os fundos de caridade da fundação usados em «terapias de reparação» para cristãos homossexuais, para que possam «desenvolver o seu potencial heterossexual».

      O presidente do município de Londres explicou, por fim, que «Londres é uma das cidades mais tolerantes do mundo e a que menos tolera a intolerância», razão pela qual considera ofensiva a sugestão de que «ser gay é uma doença da qual uma pessoa pode recuperar». Esta postura do presidente só foi tomada após a polémica, não só dos ativistas mas, essencialmente, do concorrente político nas eleições locais, o qual afirmou que o presidente nunca deveria ter autorizado tal campanha, desde o momento inicial em que a apresentaram no gabinete dos Transportes de Londres, que é presidido pelo próprio presidente do município e não, tão-só, agora, após a polémica e o medo eleitoral.

      A campanha renderia cerca de 10 mil libras (mais de 12 mil euros) pela circulação dos referidos anúncios em cerca de 20 autocarros da capital britânica.


      A polícia da Coreia do Sul acaba de deter um religioso, um padre cristão e a sua mulher, pela morte dos seus três filhos, sendo acusados de os chicotearem e os deixarem passar fome com o propósito de lhes retirarem demónios.

      Este casal muito religioso tinha uma filha de 10 anos e dois filhos de 8 e 5 anos, os três encontrados mortos em casa, na localidade de Boseong, no sul do país.

      O casal disse aos investigadores que pararam de alimentar as crianças e começaram a bater-lhes com um cinto e com um mata-moscas para as exorcizarem de espíritos demoníacos.

      O homem era pastor da congregação protestante da Igreja Hyungjae e citou um provérbio bíblico: «Não negues disciplina a uma criança».

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      Em duas entrevistas na sexta-feira passada reproduzidas em dois jornais de grande distribuição em Portugal: o Correio da Manhã e o Jornal de Notícias, o principal representante da igreja Católica em Portugal (o cardeal Manuel Monteiro de Castro), que a partir de sábado último é candidato a papa, disse coisas como as que seguem:

      1- “O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país.”

      2- “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.”

      3- “Se a mãe tem de trabalhar pela manhã e pela noite e depois chega a casa e o marido quer falar com ela e não tem com quem falar… Isto é, uma família bem organizada é uma base fundamental para um país.”

      4- “A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar.”

      5- “A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois são elas que formam os filhos. Não há melhor educadora que a mãe.”

      Este cardeal católico é um dos 22 novos cardeais aos quais o papa Bento XVI entregou no sábado passado os anéis e os barretes cardinalícios, empossando-os nas suas categorias elegíveis.

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