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Posts Tagged ‘Ecologia

      A organização “Greenpeace” faz hoje 41 anos da sua criação.

      Desde a sua fundação por um pequeno grupo de ativistas, nestas quatro décadas, a organização tem realizado incontáveis ações por todo o planeta, transformando-se numa grande organização com ativistas e filiais em todo o Mundo.

      «Um dia a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra, então todas as raças se irão unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.»

      Esta foi uma profecia, com mais de 200 anos, realizada por “Olhos de Fogo”, uma dirigente de tribo índia, profecia esta que embalou as longas noites dos fundadores da Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas, no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. Esta profecia não só iria dar nome ao primeiro navio da organização, o “Rainbow Warrior” (Rainbow = Arco-Iris + Warrior = Guerreiro), como acabou por batizar os ativistas do Greenpeace, conhecidos em todo o mundo como “Os Guerreiros do Arco-Íris”.

      Mais info em: http://www.greenpeace.org/international/en/

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      No próximo fim-de-semana (dias 14, 15 e 16 de setembro) decorrerá em Lisboa uma feira alternativa denominada Festival da Terra, com o propósito de mudar o Mundo e mudar de Vida.

      Encontrar soluções alternativas para o estilo de vida atual e mudar mentalidades, em prol de uma vivência mais verde e feliz é o objetivo da iniciativa. Para isso haverá muitos debates e “workshops” para os três dias, mas também haverá concertos, dança, medicina não convencional, propostas de turismo de natureza, alimentação natural e desenvolvimento pessoal, entre diversas outras propostas que dão corpo a esta iniciativa.

      Ao todo serão 160 expositores, 178 eventos, 50 oradores, seis restaurantes, espaço criança, mercado de segunda mão e sete espaços vivenciais, todos compondo o programa da Feira Alternativa e Festival da Terra.

      Esta iniciativa que se assume como a maior feira do país a mostrar os caminhos sustentáveis para um futuro possível, tem em primeiro plano as novas respostas de sustentabilidade que vão surgindo: Zeitgeist, Prout, Tamera, entre outras propostas e organizações que mostram novos percursos e tendências.

      Outra inspiração que terá lugar de destaque neste Festival da Terra são as vidas que mudaram outras vidas.

      Sabe mais no sítio da Terra Alternativa em:
       http://terraalternativa.com/
       (também com ligação permanente na coluna dos Sítios a Visitar)


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      Garimpeiros brasileiros massacraram cerca de 80 índios da tribo Yanomami. Este massacre poderá ter dizimado uma aldeia inteira da tribo que ocupa um vasto território na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

       Os garimpeiros terão morto a população com tiros e dinamite.

      Apesar de muito feridos alguns índios sobreviventes (três) conseguiram chegar à aldeia Onkiola, na região de Auraris, no estado brasileiro de Roraima, contando que os garimpeiros (pesquisadores de ouro ilegais) invadiram a aldeia Irotatheri, já em território da Venezuela, e começaram a abusar sexualmente de índias, escolhendo as mais bonitas e jovens da tribo.

      Tentando proteger as famílias, os homens da aldeia reagiram mas, desarmados, foram presas fáceis para os garimpeiros, armados com revólveres, espingardas e explosivos.

      Segundo os relatos desses sobreviventes aos membros da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Amazónia (COIAM) e do Instituto Sócio-Ambiental, os invasores, enfurecidos por não conseguirem continuar a abusar das mulheres, dispararam em todas as direcções e balearam todos os habitantes, independentemente de serem adultos ou crianças.

      Depois, não satisfeitos com a barbárie cometida, serviram-se da dinamite, usada normalmente para destruir rochas, matando os poucos que ainda tinham um sopro de vida e derrubando as frágeis construções da aldeia, feitas de barro e palha.

      Segundo os sobreviventes do massacre, a matança ocorreu no dia 5 de julho, mas só agora foi conhecida. A aldeia Irotatheri fica no coração da selva amazónica, numa região extremamente isolada, e os índios, depois de ficarem algum tempo escondidos para se recuperarem e fugirem dos garimpeiros, ainda demoraram vários dias até chegarem à aldeia mais próxima, que tem comunicação via rádio com a Fundação Nacional do Índio do Brasil (Funai).

      Do ponto mais próximo onde há técnicos da Funai até ao local da tragédia são cerca de dez dias a pé pelo meio da selva, não havendo outra forma de chegar.

      As organizações indígenas do estado do Amazonas (Coiam) lamentaram a situação e afirmaram, em comunicado, que já desde 2009 que vêm denunciando agressões de garimpeiros contra as comunidades Yanomami, vítimas de violência física, ameaças, sequestro de mulheres e ainda de contaminação, designadamente da água com o mercúrio (usado para encontrar ouro).

      Há diversos grupos de garimpeiros explorando inúmeras minas artesanais de ouro e diamantes, localizadas em regiões recônditas do sul da Venezuela. Calcula-se que sejam mais de mil os garimpeiros que, para além de poluírem os rios e as florestas, especialmente com o mercúrio, cujo grau de toxicidade é enorme e tem consequências fatais e irreversíveis, ainda transmitem aos índios diversas doenças que lhes são fatais.

      Os Yanomami são uma das maiores tribos relativamente isoladas na América do Sul. Vivem nas florestas e montanhas do norte do Brasil e do sul da Venezuela. Como a maioria dos povos indígenas do continente, os Yanomami, provavelmente migraram pelo Estreito de Bering, entre a Ásia e a América, há cerca de 40.000 anos atrás, seguindo lentamente para a América do Sul. Hoje, a sua população total é de cerca de 32.000 índios.

      Com mais de 9,6 milhões de hectares, o território Yanomami no Brasil corresponde ao dobro do tamanho da Suíça. Na Venezuela, os Yanomami vivem na Reserva da Biosfera Alto Orinoco-Casiquiare, de 8,2 milhões de hectares. Juntas essas duas regiões formam o maior território indígena coberto por floresta em todo o Mundo.

      A imagem corresponde à vista aérea da “Cabana Grande”, dinamitada e queimada, onde residia a comunidade de 80 pessoas.


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      O Ministério do Ambiente do Japão acaba de declarar extinta a sua lontra de água doce (lutra lutra whiteleyi), vista pela última vez em 1979, na cidade de Susaki (Shikokou).

      Esta subespécie única desapareceu devido à caça e perda de habitat pelo desenvolvimento das cidades.

      A extinção desta lontra ribeirinha é mais uma dura perda para os mamíferos endémicos do Japão, que tinha já perdido dois lobos, dois morcegos, uma raposa e um leão-marinho: os lobos de Honshu e Hokaido, o morcego anão de Sturdee, a raposa voadora de Okinawa e o leão-do-mar japonês.

      A lontra de água doce japonesa era muito comum no país até ao início do século XX, alimentando-se de peixes e camarões. Desde 1990 foram feitas várias expedições para encontrar o animal e ainda que alguns investigadores acreditem que ela ainda sobreviva, o Governo declarou-a agora extinta, uma vez que não se consegue demonstrar a sua existência desde 1979, isto é, há 33 anos, tempo que parece ser agora suficiente para que o Governo daquele país perceba de uma vez por todas que os animais se extinguem, não como os fósforos que ardem, que se extinguem por si próprios, mas que os animais se extinguem porque os humanos acabam com eles ou com as suas condições de vida, o que resulta no mesmo, isto é, se não o deixas viver, estás a matá-lo.


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      A seguir está uma síntese traduzida e adaptada de um artigo publicado no sítio “A Las Barricadas”, sob o título “El Fuego es Político”, cujo texto original e integral podes ver em: http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/21654.

      «Desde os meios de comunicação de massas e as notas oficiais, é costume considerar-se que as catástrofes naturais são o resultado de um fenómeno de sorte e azar. Atribui-se ao acaso e ao azar o facto de uma zona se desmoronar perante um terramoto, sofrer um incêndio ou se inundar.

      Se bem que a sorte é um fator do processo, no sentido da aleatoriedade, não é, no entanto, um fator predominante. De facto, são os factores socio-económicos e políticos que marcam a diferença entre um acidente e um desastre, tendo grande influência nestes processos.

      Por um lado, o perigo de sofrer um incêndio nas zonas de clima e ecossistema mediterrânico são mais altas que num clima e ecossistema atlântico. É próprio dos ecossistemas mediterrânicos arderem com certa periodicidade, já que o fogo é a perturbação que equilibra o ecossistema, mas nos incêndios naturais de um ecossistema não alterado, em que o fogo ocorre com uma baixa frequência, em períodos de uns 50 anos, e de baixa intensidade, com uma extensão pequena, permitindo que nessas pequenas parcelas haja regeneração do bosque.

      Os incêndios de grandes extensões e grande intensidade, provocam um grande número de impactos ambientais, como a perda de solo, avanço da desertificação e a alteração do ciclo hidrológico normal, por modificação das condições de infiltração da água no solo.

      Perante isto, poderíamos pensar que é no ecossistema mediterrânico onde ocorrem predominantemente os incêndios na Península Ibérica, no entanto, tanto em Espanha como em Portugal, a maior parte dos incêndios (mais de 70%) ocorre nas áreas atlânticas.

      De uma forma global, o primeiro ponto em que alteramos o equilíbrio entre fogo e bosque é a nossa sistemática destruição e fragmentação de habitats e desequilíbrio de ecossistemas. Ao fazer isto, aumentamos a frequência e a intensidade dos incêndios, quando nos ecossistemas deixam de existir certas cadeias tróficas que eliminam o material combustível. Devido ainda a certas estruturas de transporte, podemos também aumentar a extensão do incêndio, e, em simultâneo, estamos ainda a dificultar a autorregeneração, já que esta fragmentação impede a chegada de novos elementos, animais e vegetais, que colonizem o espaço queimado.

      Finalmente, a introdução de espécies (animais e vegetais) que não são próprias do ecossistema, tornam-se espécies invasoras que, perante estes fenómenos, invadem o habitat prejudicando as espécies autóctones.

      Não só destruímos habitats à custa do tijolo e do alcatrão, tem também havido a prática de queimar terrenos para mais tarde requalificá-los e urbanizá-los, pese embora a diversa legislação entretanto lançada para evitar essa requalificação. Por outro lado, a dinâmica económica tem funcionado no sentido do abandono do campo e do monte. Quando deixamos de aproveitar de forma sustentável o monte, isto é, num saudável equilíbrio de quem se sabe dependente da Natureza para se alimentar e para obter materiais e lenha, o monte deixa de se “limpar” de possíveis combustíveis e estes acumulam-se, ficando o material seco que faz aumentar a probabilidade do fogo, tanto em frequência como em intensidade e extensão. Ou seja, as tendências socio-económicas influem decisivamente nos nossos incêndios.

      Por outro lado, constata-se que a maior parte do monte é propriedade privada, o que acarreta um problema acrescido por inacessibilidade das comunidades aos terrenos privados para aproveitamento florestal e pastoreio.

      É importante ainda ter em conta a relevância que têm as queimadas do monte para a obtenção de pastos para os animais. Uma grande parte dos incêndios parece ter origem nesta forma intencional de obtenção de área para pastagens. Nota-se ainda a falta de implementação prática dos planos de proteção, com aplicação real das limpezas florestais, zonas de contenção, vigilantes, profissionais e meios de intervenção rápida, etc.

      Existem casos de catástrofes naturais onde o trabalho dos voluntários pode ser muito útil e efetivo. No caso do fogo, deveria produzir-se na fase de prevenção, limpando de combustível o monte e já não tão eficaz será a utilização de voluntários para o combate ao fogo, aqui se requerendo a eficácia de profissionais bem treinados e conhecedores da propagação do fogo no terreno, nesse terreno concreto que bem devem conhecer, com contratos laborais estáveis que os vinculem a determinada área que fica sob sua responsabilidade, em detrimento de contratos pontuais de pessoas que nem conhecem os locais, nem têm grande interesse no assunto por serem contratados apenas para alguns dias ou para um ou dois meses. O profissional contratado a tempo inteiro, tem estabilidade financeira e laboral, quer haja ou não incêndios, não tendo interesse sequer em que haja incêndios para ser contratado, o que se suspeita já não ocorra com o pessoal pontualmente contratado, o qual tem interesse nos incêndios, havendo até um grande interesse económico, quando se utilizam empresas privadas de helicópteros ou hidroaviões, por exemplo, os quais só ganham dinheiro se houverem incêndios.

      No passado dia 22 de julho, a Greenpeace, recorrendo a dados oficiais governamentais, anunciou que a superfície queimada era de 137 mil hectares, ou, na habitual conversão: 137 campos de futebol. Tendo em conta que o ano de 1994 foi o ano mais catastrófico de incêndios, com 138,5 campos de futebol, este ano parece que se atingirá um novo recorde. Nota que estes campos de futebol não são terrenos de relva da Monsanto mas antes terrenos de uma riqueza ecológica infinita.

      Não perdemos 137 ou mais campos de futebol, mas sim grandiosos ecossistemas dos quais dependemos intrinsecamente. Nenhum progresso poderá salvar-nos de uma hecatombe de desertificação e cimento, pelo que temos que ter consciência de que as políticas governamentais estão a atirar para o fogo, para além da lenha, a nós próprios; a nossa própria vida e sobrevivência.»

      Até hoje, os cientistas passavam imenso tempo, anos até, nos locais concretos a estudar as espécies animais e, raríssimas vezes tinham o privilégio de encontrar uma espécie nova.

      Até hoje, claro, pois acaba de se saber que a última espécie animal a ser descoberta é um inseto que vive num parque florestal no norte de Kuala Lumpur (capital da Malásia) e foi descoberta a semana passada, quando descrita num artigo científico (publicado na revista Zookeys) após visionamento “on-line” por um entomólogo, de fotografias de um fotógrafo amador que as colocou no “Flickr”.

      Esta nova espécie de inseto denomina-se Semachrysa jade e possui umas asas com caraterísticas muito especiais o que levou o cientista a perceber rapidamente que se tratava de uma espécie ainda não descrita cientificamente. Com efeito, esta inseto possui um padrão peculiar de veias nas asas com marcas pretas e duas manchas brancas.

      O artigo científico está integralmente disponível (em pdf) na seguinte ligação:
http://www.pensoft.net/J_FILES/1/articles/3220/3220-G-3-layout.pdf

      Depois da primeira imagem de Marte enviada pela sonda Curiosity, acaba de chegar à Terra uma outra primeira imagem. Desta vez é uma imagem que já conhecemos, é a do nosso planeta mas captada por aquele que é o mais moderno satélite meteorológico europeu, lançado há cerca de um mês.

      A imagem, captada a cerca de 36.000 Km de altitude, “demonstra que o satélite está a funcionar bem”, refere a Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (Eumetsat), proprietária do equipamento.

      O MSG-3 é o terceiro da série Meteosat de segunda geração e foi lançado a 5 de julho, do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa. O satélite é geostacionário (a sua velocidade coincide com a da rotação da Terra) e é o terceiro satélite de quatro que começaram a ser introduzidos em 2002, com o objetivo de estudar as condições meteorológicas do planeta e recolher registos. O último satélite da série, o MSG-4, tem lançamento agendado para 2015. O objetivo é aumentar a qualidade das previsões, em especial para as tempestades de rápido desenvolvimento.

      A Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos referiu que: “É uma conquista conjunta da ESA, EUMETSAT e da indústria espacial europeia. Este modelo de cooperação fez da Europa um líder mundial nos satélites meteorológicos, tirando o melhor partido das competências de ambas as agências”.

      A tal primeira fotografia é a que abaixo se reproduz.

      Mais info em: http://www.eumetsat.int


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