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      Uma equipa de astrónomos europeus e americanos acaba de anunciar a descoberta de moléculas de açúcar (glicoaldeído) no gás que rodeia uma estrela jovem do tipo solar.

      É a primeira vez que o açúcar é detetado no espaço em torno de uma tal estrela e a descoberta mostra que os blocos constituintes da vida se encontram no local certo e na altura certa, de modo a serem incluídos em planetas que se estejam a formar em torno daquela estrela.

      O glicoaldeído já tinha sido observado anteriormente no espaço interestelar por duas vezes, mas esta é a primeira vez que é descoberto tão perto de uma estrela com massa semelhante ao Sol, a distâncias comparáveis à distância de Urano à nossa estrela.

      O autor principal do artigo científico (que será brevemente publicado na revista Astrophysical Journal Letters) refere que “No disco de gás e poeira que circunda esta estrela recém-formada encontrámos uma forma de açúcar simples não muito diferente do açúcar que pomos no café”, acrescentando que “esta molécula é um dos ingredientes na formação do RNA, que – tal como o ADN (DNA), ao qual está ligado – é um dos blocos constituintes da vida”.

      “A grande questão é: qual a complexidade que estas moléculas podem atingir antes de serem incorporadas em novos planetas? Esta questão pode dizer-nos algo sobre como a vida aparece noutros locais e as observações do ALMA serão vitais para desvendar este mistério.”

      ALMA significa: Atacama Large Millimeter/submillimeter Array e é uma parceria entre instituições da Europa, América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com o Chile. Na Europa o ALMA é financiado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), organização a que Portugal pertence. O telescópio está no deserto de Atacama (Chile).

      A construção do ALMA ainda não está concluída e só estará completa em 2013, quando as suas 66 antenas parabólicas de alta precisão estiverem completamente operacionais. Este telescópio constitui atualmente o maior projeto astronómico que existe no Mundo.

      A estrela denomina-se IRAS 16293-2422 e situa-se a 400 anos-luz de distância da Terra, o que a torna num excelente alvo para os astrónomos que estudam as moléculas e a química em torno de estrelas jovens.

      Daqui a muitos anos, quando já houver seres vivos nesses planetas adorarão alguns deuses que lá os terão colocado? E se algum desses deuses enviar um suposto filho representante ao planeta e este representante vier a ser morto à vassourada, será que a vassoura se pode tornar o símbolo de uma nova religião?


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      Investigadores canadianos descobriram no Uruguai indícios que vêm provar que os animais viviam na Terra há 585 milhões de anos.

      Antes desta descoberta, confirmada através de análises espetrométricas, os mais antigos vestígios de vida animal tinham sido datados, na Rússia, em 555 milhões de anos.

      Os autores da investigação, publicada na revista científica “Science”, encontraram num sedimento lamacento traços fossilizados de um animal primitivo, o bilatério, caraterizado pela simetria bilateral do seu corpo (que está na origem do seu nome) e pela presença de um tubo digestivo e de órgãos diferenciados.

      Os bilatérios deixavam igualmente uma marca única quando se moviam.

      Segundo os cientistas, os traços fossilizados deixados por um dos animais desta espécie indicam que a sua musculatura permitia que se movessem nos sedimentos do fundo do mar. Por outro lado, a forma dos seus movimentos revela também uma adaptação resultante da procura de comida, constituída por elementos orgânicos dos sedimentos.


      Acaba de ser anunciado, pela Universidade de Lisboa, que a sepultura de um cão encontrada no ano passado num concheiro mesolítico junto a Alcácer do Sal (Portugal), tem 7600 anos e constitui a sepultura canina mais antiga do sul da Europa.

       As análises realizadas conseguiram não apenas situar a altura em que o animal foi enterrado, mas também definir que a sua dieta incluía 25% de proteína de origem marinha. Junto ao rio, não é de estranhar que a alimentação dos donos, e consequentemente do cão, incluísse peixe ou crustáceos.

      Os trabalhos de escavação do sítio arqueológico de Poças de São Bento, junto a Alcácer do Sal, continuam, acreditando os arquólogos que ainda haverá mais surpresas.

      O cão foi removido do local por uma equipa do Museu Nacional de Arqueologia, de Lisboa, onde poderá ser exposto brevemente.


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      De acordo com os dados recolhidos em investigação e ora publicados na revista “Psychological Science”, as pessoas mais distraídas, são mais criativas porque acumulam mais informação.

      Os investigadores Daniel Levinson e Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e Jonathan Smallwood, do Instituto Max Planck (Suíça), chegaram à conclusão que existe uma relação entre uma memória mais operacional e a tendência do cérebro em dispersar-se quando realiza tarefas diárias.

      A equipa de investigação reuniu um grupo de voluntários a quem foi pedido realizar tarefas simples, como premir um botão ao ler determinada letra num ecrã ou ao ritmo de cada inspiração. Mediante as atividades em que se dispersavam mais, os investigadores mediam a memória operacional, através da memorização de séries de letras enquanto resolviam problemas matemáticos.

      As conclusões do estudo relacionaram a maior memória operacional com a tendência da mente para se dispensar. Segundo Jonathan Smallwood “os resultados sugerem que as atividades rotineiras, como andar de autocarro ou tomar banho é, provavelmente, são realizadas através da memória operacional”. E Daniel Levinson explica que “funciona como se a atenção estivesse tão absorvida por outros pensamentos que não sobrasse espaço para recordar o que pretendiam fazer”.


      Um jovem indiano de 16 anos acaba de resolver o enigma que Newton lançou há 350 anos, tendo sucesso onde muitos matemáticos falharam.

      Shouryya Ray colocou um ponto final ao mistério que Isaac Newton levantou ao criar duas teorias sobre a dinâmica das partículas, relativamente às quais apenas se tinha conseguido uma aproximação nos últimos anos mas nunca a solução.

      O jovem conseguiu calcular corretamente a trajetória precisa de um projétil submetido à força da gravidade e à resistência do ar, estimando com exatidão o tipo de impacto e ressalto que sucedem quando um corpo bate contra uma parede.

      E disse assim: «Quando os meus professores me disseram que estas questões não tinham solução, pensei: Bem, não custa tentar… Talvez esta ingenuidade de estudante me tenha ajudado».

      O jovem viu-se confrontado com o problema durante uma visita à Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, onde forneceram aos alunos dados em bruto para calcularem a trajetória de uma bola.

      Sabe-se que este jovem, no entanto, já conseguia resolver equações de elevada dificuldade quando tinha apenas 6 anos.

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      Acaba de ser descoberta a mais antiga aldeia de agricultores das ilhas do Mediterrâneo, descoberta no Chipre, reforçando a convicção de que as primeiras comunidades agrícolas migraram do Médio Oriente para a Europa, conforme revela a investigação publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Science”.

      As pesquisas, realizadas por arqueólogos franceses no sítio arqueológico de Klimonas, demonstraram que as comunidades agrícolas se estabeleceram no Chipre entre 9.100 e 8.600 anos a.C, ou seja, apenas alguns séculos depois de os primeiros sedentários do Neolítico terem começado a cultivar cereais no Médio Oriente, por volta de 9.500 anos a.C.

      O “Centro Nacional de Investigação Científica” francês refere que os arqueólogos encontraram vestígios de uma construção coletiva em terracota, com 10 metros de diâmetro e semi-enterrada, que deveria servir para armazenar as colheitas, e em redor da qual se reagrupavam as construções de uso doméstico. No seu interior, foram descobertas algumas oferendas, como flechas em sílex.

      Os arqueólogos também encontraram restos de grãos carbonizados de plantas locais e cereais.


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      Nos últimos meses, as descobertas e os acontecimentos à volta de Leonardo da Vinci têm sido nada menos que épicos. E, curiosamente, vindo de pontos distintos do continente europeu: da National Gallery de Londres, do Palazzo Vecchio, em Florença, do Museu do Prado, em Madrid, e, mais recentemente, do Louvre (Paris).

      Faltam ainda sete anos para se cumprirem cinco séculos sobre a morte do inigualável génio do Renascimento (1452-1519), mas um conjunto de acasos e circunstâncias está a fazer destes últimos meses, sem nenhuma estratégia concertada, nem nenhuma efeméride, um tempo de redescoberta da pintura do mestre do “sfumatto”.

      Há de tudo: uma exposição que será irrepetível, a da National Gallery (de novembro de 2011 a fevereiro de 2012), Leonardo pintor na corte de Milão, que reuniu o número assombroso de nove pinturas de Leonardo, num esforço diplomático sem paralelo; a descoberta, no Prado, de uma “nova” Mona Lisa, pintada ao seu lado por um discípulo; uma petição internacional, que reclamou que um fresco de Giorgio Vasari no Palazzo Vecchio de Florença não fosse danificado com estudos para se determinar se por baixo estaria a famosa Batalha de Anghiari, de Leonardo, e, finalmente, acusações de que o Louvre estragou sem remédio a última obra-prima de da Vinci.

      Santa Ana, a última obra-prima de Leonardo da Vinci, está em exposição no Hall Napoleão do Louvre, de 29 de março a 25 de junho, sendo o culminar desta sequência de cartadas triunfais e, de certa maneira, um ponto final justo.

      Foi em França que Leonardo morreu, praticamente no colo do Rei Francisco I, e é no Louvre que se encontra a maioria das suas telas conhecidas (admite-se que tenha pintado 20, das quais só 16 têm sem dúvidas a sua impressão digital). No Louvre estão oito, incluindo aquela que é a quintessência da sua técnica e do seu enigma, Mona Lisa.

      A exposição do Louvre, que está a atrair as esperadas multidões (só no primeiro fim-de-semana teve 30 mil visitantes), começou com a decisão da direção do museu de restaurar o quadro Santa Ana, a Virgem e o Menino. Em 9 de setembro de 2008, foi dado o primeiro passo deste megaprojeto que, no entanto, de acordo com Vincent Pomarède, o diretor do Departamento de Conservação do Louvre, em declarações à revista Beaux Arts, estava em banho-maria desde 2004. «Tomei consciência que um reexame completo das obras de da Vinci se impunha». Porém, só em 2008, o Centro de Pesquisa e de Restauro dos Museus de França (C2RMF), após uma bateria de exames, decide que o verniz que cobre a pintura foi danificado, a obra está em risco e o restauro é urgente.

      No filme disponível em DVD Léonard de Vinci, la restauration du siècle, que é um making of que acompanha os momentos cruciais de três anos de trabalho, conta-se como durante as primeiras duas semanas, através das técnicas mais avançadas, a obra foi escrutinada milímetro a milímetro. Deste trabalho, diz-se no vídeo, «resultou a descoberta de uma pintura fantasma coberta por séculos de vernizes». E na parte de trás do quadro os especialistas encontraram três desenhos inacabados de Leonardo: uma cabeça de cavalo, uma criança e meio crânio.

      A partir daqui, o restauro foi entregue a Cinzia Pasquali, uma romana com a competência técnica (já trabalhou em mais de 270 estaleiros de restauro, incluindo na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes) e também, diz-se, com a força de caráter para aguentar a pressão de pôr as mãos numa obra de Leonardo, uma tarefa técnica e psicologicamente árdua.

      O projeto do Louvre foi, desde o início, acompanhado por um comité de uma vintena de especialistas internacionais em Leonardo, chamados a reunir em momentos-chave, com o objetivo de diluir a pressão de decisões importantes que haveriam de ser tomadas ao longo do caminho.

      A certo ponto, uma maioria defendia uma remoção extensa dos velhos vernizes que foram dando a toda a pintura um tom castanho amarelado e que encheram de nódoas o vestido da Virgem Maria e os rostos de uma espécie de impinges. Pasquali, manifestamente deslumbrada com as descobertas que ia fazendo, de uma pintura cada vez mais leve e luminosa, próxima de uma aguarela, onde as manchas das vestes da Virgem davam lugar a um intenso azul, lutava corajosamente por “limpar” o mais possível, ou seja, recuperar o esplendor inicial da pintura.

      A direção do Louvre, no meio da polémica que entretanto chegaria à imprensa internacional – com a demissão de Ségolène Bergeon Langle, uma reputadíssima conservadora francesa, e de Jean-François Cuzin, que fizeram acusações graves de o Louvre ter levianamente estragado a obra –, manteve uma posição cautelosa: limpar apenas quase tudo.

      Diz Pasquali que «a polémica não prejudicou nem o meu trabalho nem a minha concentração. É muito fácil dizer: atenção, estão a estragar um Leonardo, sem apresentar provas palpáveis. O Louvre demonstrou com análises químicas que o quadro não corria nenhum risco. Que interesse teria em estragar uma das suas obras-primas? Tenho a certeza de que toda a gente se vai apaixonar por este quadro.»

      A obra retrata, de forma revolucionária para a época, e numa composição imitada vezes sem conta, a Virgem Maria com o seu filho e a sua mãe, uma personagem secundarizada nos relatos bíblicos.

      A exposição do Louvre exibe agora uma Santa Ana, a Virgem e o menino que é uma nova pintura: «Foi uma descoberta. Não sabia que havia tantas cascatas. Há mesmo um riacho e pequenas personagens ao fundo. Foi um momento maravilhoso», confessa Vincent Pomarède.

      Martin Kemp, professor de História de Arte do Trinity College de Oxford diz que o trabalho terá sido feito com «tato e sensibilidade». E, embora reconheça exagero «na novidade das descobertas», surgidas no estaleiro, encontra alguns novos pontos de debate: «Damo-nos conta de que Leonardo fez uma surpreendente quantidade de mudanças enquanto concebia a pintura. O restauro também tornou visível que parte da pintura é tão delicada como uma aguarela».

      A última obra-prima de Leonardo da Vinci, terá sido iniciada ao mesmo tempo que a Mona Lisa, no entanto Leonardo a ela voltaria durante 15 anos, tendo morrido sem lhe dar as últimas pinceladas. Por isso, o Louvre pediu ao Prado de Madrid, o empréstimo de uma réplica tardia da Mona Lisa, já que seria impensável retirar a verdadeira Gioconda da Grande Galeria. Mas num golpe de sorte, quando iniciaram uma limpeza preparatória, o que os técnicos do Prado encontraram, sob uma camada de tinta escura, que fazia de fundo, à maneira dos pintores flamengos, foi uma paisagem semelhante à da tela do Louvre.

      O achado, que fez manchetes ao longo do mês de fevereiro, aponta para a grande probabilidade (dada a semelhança das hesitações e mudanças de traçado nos dois quadros irmãos) de a chamada Mona Lisa do Prado ter sido feita ao mesmo tempo que Leonardo executava a sua obra-prima e provavelmente, dizem os peritos, terminada ainda antes.

      Um facto muito perturbador na longa discussão entre a autenticidade e a cópia. O aluno a quem os especialistas estão a atribuir a “réplica” é Salai, dito como um dos preferidos de da Vinci entre os seus alunos. Para Martin Kemp, no entanto, a recente descoberta do Prado está a ser sobreavaliada e supermediatizada: «Não é surpresa nenhuma que uma cópia fosse feita no ateliê». Aliás, quem for à exposição do Louvre verá que uma das temáticas centrais é a do experimentalismo obsessivo de Leonardo e a maneira como os seus discípulos executavam sucessivos ensaios exploratórios da obra do mestre.

      De qualquer maneira, esta descoberta reverbera uma nova luz sobre a Mona Lisa – uma obra tão sacrossanta que será preciso certamente algo parecido com uma bula papal para ser libertada dos seus velhos vernizes. A irmã gémea, com um rosto ligeiramente diferente da de Leonardo, com um sorriso mais terreno, limpa da velha maquilhagem, mostra uma Lisa Gherardini mais jovem e palpável do que o rosto envelhecido e oxidado que está no Louvre.


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