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      O maior degelo da Gronelândia (Dinamarca) de que há registo acaba de acontecer e foi verificado por satélite.

      A calote de gelo da Gronelândia derreteu quase por completo em apenas quatro dias. As imagens de satélite mostram que, entre 8 e 12 de julho, desapareceu 97% do gelo que cobria a superfície do território.

      Os cientistas da NASA (EUA) julgaram inicialmente existir algum erro, confrontados com o degelo mais vasto de que há registo nos 30 anos de observações de satélite da ilha, mas depois confirmaram os dados.

      Durante o Verão é habitual derreter cerca de metade do gelo da Gronelândia, mas a situação detetada agora é considerada bastante invulgar.

      Os cientistas alertam para as previsíveis consequências à escala planetária, desde logo no aumento do nível da água do mar, que costuma ser de três milímetros por ano. Lora Koenig, especialista em glaciares no centro Goddard da NASA, diz que os degelos assim rápidos acontecem todos os 150 anos e avisa que o deste ano pode ter vastas implicações. Já o climatólogo Thomas Mote, da Universidade da Geórgia, admite que este degelo extremo pode dever-se a uma cúpula de calor que cobriu a Gronelândia entre 8 e 16 de julho ou a uma vaga de ar quente particularmente forte.


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      Está decorrer na cidade sul-africana de Durban até ao próximo dia 09DEZ, a Conferência Internacional do Clima (COP17) das Nações Unidas (ONU).

      Pela Agência Internacional de Energia foi comunicada uma nova análise global do consumo de energia, afirmando, em síntese, que se continuarmos a consumir energia da forma como estamos a fazer agora, com uma predominância dos combustíveis fósseis, o mundo poderá tornar-se um local bastante perigoso no futuro.

      Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia referiu, com especial veemência, que o consumo mundial atual de energia colocou a Terra numa trajetória de aumento da temperatura, aumento este que, em 2100, teremos um aumento de temperatura de, pelo menos 6ºC relativamente à temperatura da era pré-industrial. Disse ainda que: “toda a gente, incluindo crianças da escola, sabem que isto é uma catástrofe para todos.”

      As emissões de gases contaminantes aumentaram de tal forma que, no ano passado (2010) atingiram níveis recordes, uma situação que, de acordo com a mesma Agência Internacional de Energia, começa dissipar as esperanças de se conseguir controlar o aquecimento global da Terra, sito é, podemos estar a chegar a um ponto de não retorno.

      Apesar de tanta conferência Internacional (estamos na 17ª Cúpula da ONU), certo é que em 2010 foram emitidos para a atmosfera 30,6 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono, sendo o carvão responsável por 44% das emissões de CO2, o petróleo por 36% e o gás natural por 20%.

      Na anterior conferência (COP-16 realizada em Cancún no México), desenvolveu-se a esperança de conseguir um acordo internacional para a luta contra a mudança climática depois do grande fracasso da edição de Copenhaga (COP-15). Apesar de não ter apresentado solução à questão mais complexa, a renovação de um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, a reunião mexicana conseguiu despertar a vontade dos países emergentes de se comprometerem com a redução das emissões, uma das principais exigências das economias ocidentais.

      Os grandes debates em Durban, centram-se à volta da renovação do Protocolo de Kyoto, que foi assinado em 1997 e entrou em vigor em 2005, estabelecendo compromissos legalmente vinculativos de redução de emissões de gases do efeito estufa para 37 países desenvolvidos e a União Europeia. O acordo não foi ratificado pelos Estados Unidos e não obriga a China, a Índia nem o Brasil, a cumpri-lo por serem economias emergentes. O protocolo expira no final de 2012 e os negociadores estudam um segundo período de compromisso que sirva de transição para um novo acordo internacional juridicamente vinculativo. Os países em desenvolvimento consideram imprescindível que as economias ocidentais ratifiquem esse segundo período de compromisso do protocolo, enquanto Rússia, Japão e Canadá anunciaram que não renovarão o tratado enquanto os seus concorrentes comerciais: China, Índia e Estados Unidos não assumirem compromissos similares.

      Debate-se também a capitalização do Fundo Verde para o Clima, de forma a liberar as contribuições económicas necessárias e estimular as economias em desenvolvimento a adotar compromissos, bem como a redução de emissões para limitar o aquecimento global a 2º C, dois graus estes relativamente à temperatura anterior à era industrial como o ponto de não retorno antes que as consequências da mudança climática se tornem fatais. Para conseguir este objetivo, os países devem analisar como reduzir ainda mais a emissão de gases causadores do aquecimento global.

      Os países voltarão a reunir-se no Qatar (COP-18) no final de 2012.

      As ervas marinhas estão a desaparecer um pouco por todo o mundo. De acordo com uma pesquisa mundial, as espécies mais comuns estão em declínio e 14% em risco de extinção.

      As ervas marinhas são as únicas plantas que estão adaptadas ao meio marinho. Formam grandes pradarias que florescem e libertam as suas sementes debaixo de água.

      Estas plantas fornecem alimento e habitat para uma grande variedade de espécies incluindo tartarugas, cavalos-marinhos, dugongos e manatins. Também contribuem para a manutenção da robustez dos recifes de corais e mangueais.

      Frederick Short, da Universidade de Hampshire nos Estados Unidos, é o diretor da SeagrassNet, um programa de monitorização internacional de ervas marinhas que acompanha 114 locais distribuídos pelo Mundo. Segundo este professor, estas plantas já desapareceram de quase todas as linhas de costa junto a aglomerados urbanos devido à poluição, dragagem de areias, sedimentação excessiva provocada pela desflorestação e excesso de nutrientes provenientes das águas residuais urbanas e da agricultura.

      Das 72 espécies de ervas-marinhas, 10 enfrentam um risco significativo de extinção. “Fiquei surpreendido (…) por descobrir que a biodiversidade de ervas-marinhas está sobre maior perigo do que pensava”, refere Short. Este cientista alerta que estas plantas não enfrentam apenas uma perda de habitat mas também de diversidade.

      O declínio das ervas marinhas acarreta perigos para todas as outras espécies que dependem direta ou indiretamente delas. “As ervas marinhas são (…) parte de uma rede de alimento vasto que fornece comida a muitos organismos nas zonas costeiras, incluindo muitas espécies importantes a nível comercial.”

      Os resultados do estudo foram publicados na revista Biological Conservation.

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       “Physalia” é o nome de um jardim anfíbio (desenhado por um arquiteto, Vicent Callebut), instalado num barco, com a pretensão de viajar nos rios limpando-os.

       A embarcação navegará nos diversos cursos de água e, graças a uma rede hidráulica no casco filtrará a água do rio, encaminhando-a para a parte superior do navio onde estará o jardim com plantas que procederão à purificação natural da água.

       O navio será energeticamente auto-suficiente. Como fonte de energia terá painéis fotovoltaicos colocados na parte superior da embarcação e turbinas subaquáticas para recolha da energia das correntes dos rios.

       O interior do navio será dividido em quatro jardins temáticos representando os quatro elementos. A entrada principal abrirá para o Jardim de Água onde poderão decorrer exposições. O Jardim da Terra servirá como laboratório para iniciativas de investigação internacionais aquáticas. Abaixo do nível da água estará o Jardim do Fogo para exposições dedicadas e onde os visitantes poderão observar o ambiente do rio através de janelas debaixo de água. Por fim, um anfiteatro no Jardim do Ar poderá acolher conferências e reuniões.

       O arquiteto pretende alertar a população mundial para a urgência de protegermos os rios do planeta e assegurarmos um fornecimento seguro de água doce no futuro.

       As Nações Unidas referem que cerca de 4 mil crianças morrem todos os dias devido à ingestão de água contaminada ou falta de higiene. Em 2050, segundo o Relatório Mundial do Desenvolvimento da Água, pelo menos um quarto da população mundial poderá viver num país afetado pela escassez crónica ou recorrente de água doce.

       O navio Physalia é inspirado no Physalia physalis (um cnidário vulgarmente conhecido como caravela-portuguesa. Os cnidários são animais aquáticos também conhecidos popularmente como celenterados, de que fazem parte as hidras de água doce, medusas, alforrecas ou águas-vivas, que são normalmente oceânicas, os corais, anémonas-do-mar e as caravelas).

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      O Pólo Norte está a ser reivindicado por vários países e agora anuncia a Dinamarca que também o reivindica como seu, designadamente, reivindica a plataforma continental em cinco zonas em redor das ilhas Faroe e da Gronelândia, incluindo o Pólo Norte.

      Esta posição da Dinamarca será formalizada no próximo mês de junho com a apresentação do seu plano, intitulado “Estratégia para o Ártico 2011-2020” provocará tensão nas relações com a Rússia, Estados Unidos, Canadá e Noruega, outros países da região que igualmente pretendem a possessão deste local inóspito sempre ignorado ao longo dos séculos.

      Porquê agora tanto interesse por esta zona?

      Segundo o Instituto de Geofísica Norte-americano, o círculo polar pode conter um quinto das reservas de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) que ainda estão por explorar em todo o Mundo.

      Prevê-se que seja a Organização das Nações Unidas (ONU) a estudar as pretensões dos países.

      A organização do Mundial de Futebol de 2022 no Qatar, revelou que está a ser desenvolvido um sistema para a criação de nuvens artificiais de forma a amenizar as elevadas temperaturas que se registam no Verão do Golfo Pérsico.

      As nuvens artificiais vão proporcionar sombra durante as fases de maior calor, sendo aplicadas nos estádios e nos centros de treino.

      Umas das principais críticas que tem sido apontada à escolha do Qatar como anfitrião de um Mundial são as elevadas temperaturas que se fazem sentir durante o Verão, onde a região pode registar até 50º centígrados, tendo a candidatura apresentado uma proposta de implementação de um grande sistema de refrigeração e ar condicionado nos estádios.

      O departamento de engenharia da Universidade do Qatar, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, revelou que as nuvens serão produzidas por uma estrutura de carbono leve que albergará uma mistura de gás e hélio.

      A ser confirmado o projeto, estima-se que cada nuvem produzida ronde um custo final de 500 mil euros.

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      A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou hoje que os preços dos alimentos a nível mundial atingiram um novo recorde este último mês de janeiro, sendo o sétimo aumento consecutivo, devido à escalada no preço das matérias-primas.

      Os maiores aumentos verificaram-se nas matérias-primas relacionadas com os laticínios, com uma subida de 6,2%.

      Os preços já vinham subindo desde 2010, devido às secas e cheias que se fizeram sentir em vários pontos do planeta, causando danos graves nas plantações.

      Os preços elevados dos alimentos começaram já a repercutir-se um pouco por todo o planeta, designadamente, contribuindo para a escalada das tensões e dos protestos na Tunísia que levaram ao exílio do presidente Abidine Ben Ali no mês passado e às manifestações que ainda se fazem sentir nas ruas do Egito, onde os manifestantes exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak, que já anunciou que não ser irá recandidatar nas eleições de setembro, depois de mais de três décadas no poder.


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