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Apartheid

Posted on: 18/08/2012

      Num dia como o de hoje mas do ano de 1964 (há 48 anos), o Comité Olímpico Internacional bania a África do Sul dos Jogos Olímpicos, por não renunciar ao regime de segregação racial conhecido por “apartheid”.

      O regime de segregação racial determinava, por lei, que os brancos detinham o poder total e os demais cidadãos não brancos deveriam viver separados dos brancos com regras próprias que lhes impunham, não lhes permitindo qualquer direito de cidadania.

      A segregação ia ao pormenor de distinguir os transportes públicos, havendo transportes próprios para brancos e outros, piores, para negros, com as suas respetivas e distintas paragens. Segregava-se tudo: lojas, praias, piscinas, bibliotecas, até os bancos nos jardins tinham indicações de “só para brancos” ou “só para europeus” e “para não europeus”.

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      De acordo com os dados divulgados ontem pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), Portugal aceitou 50 pedidos de asilo político em 2011, isto é, menos de metade dos 120 formulados.

      Estes dados são divulgados no âmbito do Dia Mundial dos Refugiados, que se assinala hoje (quarta-feira, dia 20 de junho). Estes dados mostram ainda um aumento dos asilos concedidos relativamente ao ano anterior (2010), uma vez que neste ano o Estado português concedeu apenas 20 estatutos de refugiado.

      Dos refugiados acolhidos, a maioria são oriundos da República Democrática do Congo, da Colômbia e da Somália.

      No conjunto da União Europeia, foram acolhidos 84100 requerentes de asilo em 2011, mais 75800 do que em 2010, sendo os afegãos o principal grupo populacional (13300 pessoas, 16% do total), seguindo-se os iraquianos (9000, 11%) e os somalis (8900, 11%).


      Num dia como o de hoje (13 de fevereiro) mas do já antigo e longínquo ano de 1633 (há 379 anos) Galileu era detido pela Inquisição (espécie de polícia e tribunal da Igreja Católica) devido aos seus estudos e conclusões científicas, designadamente sobre o heliocentrismo.

      Galileu Galilei (Galileo Galilei em italiano) (1564-1642) foi um físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada Revolução Científica.

      Desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito do referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana.

      Melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e as estrelas da Via Láctea.

      Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo.

      Galileu desenvolveu ainda vários instrumentos e propôs uma nova metodologia científica, introduzindo um método científico que constituiu um corte com o método aristotélico e é, por este motivo, considerado como o “pai da ciência moderna”.

      As publicações dos seus estudos e conclusões teóricas cedo lhe valeram reconhecimento mas também muita polémica.

      A Inquisição pronunciara-se já em 1919 sobre a sua Teoria Heliocêntrica, declarando que a afirmação de que o Sol é o centro imóvel do Universo, movendo-se a Terra em seu torno, estava “teologicamente” errada, proibindo assim que se falasse da teoria contrária que até então se considerava, o Geocentrismo, isto é, que a Terra estava parada no centro do Universo e que todos os outros corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor.

      Mantendo Galileu a sua ideia, foi julgado e condenado, proibindo-se os seus livros. A condenação obrigava-o a retratar-se publicamente sobre as suas teorias, afirmando que se enganara, e condenava-o ainda a prisão por tempo indefinido.

      No decorrer dos séculos, a Igreja Católica foi revendo a sua posição relativamente a Galileu, tendo iniciando em 1992, isto é, mais de 3 séculos após a sua condenação, um processo de revisão dessa condenação.

      O processo de revisão foi demorado e durou 7 anos!!!

      Em 1999 a Igreja Católica decidiu absolver Galileu da heresia cometida há mais de 3 séculos.

      Não, não te rias, porque isto é mesmo muito sério.

      Morreu mais um filho da puta. Chamava-se Kim Jong-il e fazia da Coreia do Norte a sua quinta na qual o povo trabalhava, escravizados ao ponto de passarem fome e privações de todo o tipo, submetidos a um regime atroz de propaganda que lhes dá uma visão distorcida do Mundo e de si próprios e isto há mais de 50 anos.

      Na Coreia do Norte, o falecido Kim Jong-il era conhecido como o “Querido Líder” ou o “Líder Supremo” ou “Comandante Supremo” ou mesmo o “Nosso Pai” e, dada a forte propaganda e ostracismo em que o povo vive, há de facto muita gente a chorar a morte do ditador, principalmente aqueles que do regime têm proveito.

      O regime totalitário nortecoreano é internacionalmente tido como o maior regime ditatorial totalitarista do Mundo.

      «Não posso acreditar nisto. Como é que uma pessoa como ele morreu assim, sem mais nem menos? O que vamos fazer agora?», assim se lamentava Kang Tae-Ho, um dos membros do partido comunista norte-coreano.

      Para além destes membros do partido, que é único, há as pessoas que de facto sentem a perda como uma verdadeira perda, por ignorarem a vantagem que agora têm: «Como podem os céus ser tão cruéis? Volta, por favor, general. Não conseguimos acreditar que partiste», dizia Hong Son Ok a tremer, numa entrevista à televisão estatal.

      Num comunicado divulgado pela agência central de notícias da Coreia do Norte, pode ler-se: «Morreu demasiado cedo para nosso profundo desgosto» e também «O coração de Kim Jong-il parou de bater mas o seu nobre e augusto nome vai sempre ser lembrado pelo nosso povo e exército».

      E, pasme-se, dizem ainda que a morte do querido líder se deveu a uma grande fadiga, pois muito trabalhava para o povo. «O nosso querido líder Kim Jong-il morreu no sábado, dia 17, às 8h30, quando viajava para cumprir as suas funções de liderança», comunicou uma apresentadora da televisão estatal de Pyongyang KCTV, num claro esforço para conter as lágrimas e já trajada de luto.

      E, pasme-se mais uma vez, só vão enterrar o tipo no próximo dia 28, isto é, 10 dias depois. Não bastou tê-lo a cheirar mal todos estes anos que ainda o querem a feder mais 10 dias.

      E agora que será da Coreia do Norte? Libertar-se-ão do regime fascista?

      Já têm um novo líder que não é “querido” como o outro, a este chamam-lhe “O Grande Sucessor”. É Kim Jong-Un, o filho mais novo no “querido líder” que já há muito se perfilava como sucessor. Este filho é filho da mulher preferida de Jong-il e teve uma educação que decorreu na Suíça e terá uma idade que ronda os 29 anos (apesar de não se conhecer a data exata do seu nascimento).

      Pouco se sabe do Grande Sucessor da Coreia do Norte, mas a imprensa nacional já adiantou que o povo está pronto para se unir em torno de Jong-Un.

      Toma nota que o falecido filho da puta não era o presidente do país, ele era apenas o presidente da Comissão de Defesa Nacional e chefe das Forças Armadas, cargos que, constitucionalmente lhe conferem a categoria de Líder Supremo do país. O presidente do país é o também falecido pai deste, que se chamava Kim Il-sung, e este passou a ser o “Presidente Eterno” do país, isto é, não pode haver outro presidente. Na constituição diz o seguinte: “Sob a liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia, a República Popular Democrática da Coreia e o povo coreano terão o grande líder Camarada Kim Il-sung em alta estima como Presidente Eterno da República (…)”. Assim, é um cargo que será unicamente ocupado por Kim Il-sung».

      Múltiplas organizações internacionais de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, acusam a Coreia do Norte de ter um dos piores registos de direitos humanos em relação a qualquer outra nação. Os nortecoreanos têm sido referidos como “algumas das pessoas mais brutalizadas do mundo” pela Human Rights Watch, devido às severas restrições às suas liberdades políticas e económicas. Desertores nortecoreanos testemunharam a existência de campos de concentração com uma estimativa de 150 a 200 mil presos e reportaram torturas, fome, estupros, assassinatos, experimentos médicos desumanos, trabalhos, e abortos forçados. Os prisioneiros políticos condenados, bem como as suas famílias, são enviados para os campos de concentração, aí vivendo sem laços familiares e sem qualquer comunicação para o exterior.

      Trevor Eckhart, é um administrador de sistemas norteamericano que acaba de denunciar que um programa espião, denominado “Carrier IQ” está pré-implantado em mais de 140 milhões de telemóveis (telefones celulares) no Mundo, espiando cada utilizador.

      Aquele programa pode reconhecer o conteúdo das mensagens, rastrear o uso do teclado, localizar o equipamento, logo, o utilizador, e conhecer os sítios da Internet onde o utilizador navega, enviando toda esta informação recolhida de forma imediata para o “Carrier IQ”. No caso das mensagens recebidas pelo utilizador, a aplicação regista/lê a mensagem mesmo antes dela ir para a caixa de receção, isto é, mesmo antes de o utilizador saber da sua existência. A isto chama-se espionagem.

      A empresa responsável pelo programa afirma, pelo contrário, que o programa apenas serve para os operadores de telecomunicações melhorarem a qualidade dos seus serviços, obtendo os dados dos clientes que são devidamente cifrados.

      O programa é pré-instalado pelos fabricantes/operadores, sem o conhecimento dos utilizadores e não pode ser removido, pois caso seja removido, o telefone deixa de funcionar de forma correta.

      Mais info em http://www.carrieriq.com/

      «Hoje, o cidadão europeu vive refém (mas não está sozinho nessa condição) de uma quase-Idade Média: pairam sobre ele as trevas densas de um futuro incerto ao mesmo tempo que aceita passivo a imposição de uma escolástica arquitetada por governantes medíocres e coadjuvada por um séquito de académicos e de “opinion makers” adestrados, unidos no esforço conjunto de legitimação de um novo paradigma de governação: a Governação Reativa.

      A escolástica desta governação reativa é perigosa, na exata medida em que consegue conciliar a tacanhez das respostas governativas com a magnitude do futuro que nos espera, através do argumento falacioso de que é esse tipo de governação que pode antecipar e prevenir os males do futuro. Desta perversa dialéctica, resulta o estranho feito daquilo que é tacanho e reativo surgir afinal como arauto de visão.

      Do mesmo modo, quem ousa contestar, surge agora como egoísta (anti-patriótico, incapaz de solidariedade geracional; anti-europeu, anti-comunidade, enfim), inculto (desconhecedor da nova linguagem aristotélica de descodificação do universo: a economia) e, pasme-se, retrógrado (agarrado a ideários do passado de uma esquerda social ruinosa).

      A greve, por exemplo, direito político tradutor da democratização da própria democracia pela sua abertura à voz dos trabalhadores, emerge hoje aos olhos do cidadão incauto mas que se esforça por parecer sério, já não como símbolo de progresso democrático, mas como a última arma de velhos do Restelo agarrados ao seu “status” de conforto. De repente, fazer greve é uma vergonha, é coisa de pseudo-indignados com contas pagas pelos pais, de gente instrumentalizada por sindicatos e partidos de esquerda radical.

      O que outrora era ativo, tornou-se reativo neste discurso político de inversões e perversões da linguagem democrática. Na mesma linha, também a legitimidade da ação pública já não deriva do político mas do económico, ou seja, já não emana da vontade expressa dos cidadãos, mas de opiniões especulativas e subjectivas dos agentes de mercado. Veja-se o caso de Espanha: a legitimidade do governo de Mariano Rajoy está como que em suspenso, esperando a chancela, o aval final, dos mercados. A vontade popular está assim reduzida ao estatuto da menoridade.

      Igualmente, o debate, exercício nobre da vivência democrática, surge transfigurado, ora confundindo-se com o simples somatório de múltiplas opiniões individuais de “opinion-makers” que se replicam e repetem até à náusea nos media, ora confundindo-se com a ideia da discussão destrutiva, geradora apenas de impasses bloqueadores do suposto caminho certo a ser ordeiramente percorrido.

      Também os direitos sociais acusam o peso desta inversão da linguagem democrática. De árduas conquistas de gerações e gerações de cidadãos, aparecem como que a alcova de todas as preguiças, de todas as mordomias impunes de um funcionalismo público que, para todos os efeitos, passa a ser sinónimo apenas de ineficiência, incompetência e inutilidade.

      Eis-nos assim chegados ao estádio supremo do triunfo do poder suave do capitalismo. De facto, António Gramsci poderia hoje ver como estamos coletivamente empenhados na salvação do capitalismo por não sabermos já viver sem o conforto e bem-estar que este também nos proporciona. Lutamos assim pela manutenção do seu lado encantador, nem que isso implique acomodar-nos a uma nova linguagem do Político que em última instância põe em causa a própria democracia, e mesmo que em resultado apenas tenhamos, irónica e ingloriamente, o esvaziamento irremediável dos direitos que o capitalismo possibilitou por via das políticas sociais do Estado.

      Esta reflexão não se aplica a quem faz hoje greve no nosso País, mas precisamente a todos quantos em Portugal e na Europa insistem neste discurso deslegitimador das formas de luta tradicionais, e que do alto da sua suposta maturidade cívica e até intelectual, exasperam perante facto de as suas certezas sobre o nosso caminho não serem afinal unânimes evidências.»

      Acabas de ler a transcrição integral do artigo de opinião publicado ontem, dia 24-11-2011, dia de Greve Geral em Portugal, no jornal português com sede na cidade de Braga “O Correio do Minho”, com o título de “Inversões e perversões na nova linguagem do Político”, subscrito por Isabel Estrada Carvalhais, Professora de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade do Minho, da mesma citada cidade.

      Otelo Saraiva de Carvalho, um dos capitães do golpe militar que derrubou a ditadura em Abril de 1974, afirma, a propósito da manifestação que os militares pretendem levar a cabo, que “Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo. Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações coletivas que devem pedir e exigir coisas.”

      Disse ainda que hoje, Portugal está “a atingir o limite” e que acredita que há condições para os militares tomarem o poder, afirmando que “bastam 800 homens”.

      Em comparação com o golpe de 1974, do qual se afirma ser um “orgulhoso protagonista”, Otelo considera que um próximo golpe militar seria até mais fácil, pois hoje “há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos” da revolução.

      Questionado sobre a real possibilidade dos militares tomarem o poder, como há 37 anos, Otelo responde perentório: “Não tenho dúvida nenhuma que sim. Os militares têm sempre essa capacidade, porque têm armas. É o último bastião do poder instituído.”

      O estratega do golpe do 25 de Abril fez ainda uma análise crítica dos últimos 37 anos: “Se eu adivinhasse que o país ia gerar uma classe política igual à que está no poder, e que está a passar a certidão de óbito ao 25 de Abril, eu não teria assumido a responsabilidade de dar essa alvorada de esperança ao povo”.

      “Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura. Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar”, afirmou, considerando mesmo que, à medida que o tempo corre, tem-se registado “um retrocesso enorme”.

      “Gozamos da liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, mas começa a haver um caminho para trás”, acrescentou.

      “A classe política, sobretudo o que podemos abstratamente chamar de direita, está a retomar subtilmente tudo aquilo que eram as suas prerrogativas antes do 25 de Abril e a passar a certidão de óbito à revolução”.


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