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Archive for Agosto 2010

      Encontra-se em estudo e fase de desenvolvimento um processo de recolha e aproveitamento das cargas elétricas que existem no ar húmido, como uma nova fonte de energia renovável de produção e disponibilização de eletricidade.

      O processo em desenvolvimento envolve a utilização de metais que recolhem as pequenas cargas elétricas do ar, tendo os testes demonstrado haver potencial no aproveitamento e utilização desta fonte de energia alternativa em climas húmidos.

      Verificou-se que as cargas ficam acumuladas nos metais, pelo que esta poderá ser mais uma fonte de energia natural renovável, até agora negligenciada.

      Na semana passada, num laboratório radiológico de Lisboa, uma equipa de técnicos passou a analisar, pela primeira vez, as 3 múmias do Museu Nacional de Arqueologia (Portugal), usando tecnologia moderna para reconstruir digitalmente as imagens dos corpos mumificados.

      O Lisbon Mummy Project tem por objetivo um estudo científico, inédito em Portugal, que consiste na análise radiológica (não-destrutiva por Raios-X, assegurada por equipa do IMI – Imagens Médicas Integradas) – de três múmias egípcias humanas do espólio do museu.

      Os exames de tomografia, feitos com equipamentos de última geração, permitem “fatias” de um quarto de milímetro, que são depois reconstituídas num todo a três dimensões, dando uma ideia concreta dos corpos mumificados, das ligaduras que os envolvem, sem sequer ser preciso tocar-lhes ou mesmo abrir os sarcófagos.

      O egiptólogo Luís Araújo, do Instituto de Estudos Orientais da Faculdade de Letras de Lisboa, disse que uma das maiores curiosidades relativamente ao interior dos sarcófagos é saber se entre as ligaduras estão “amuletos”, cuja qualidade poderá determinar a importância das pessoas embalsamadas na sociedade egípcia. Segundo explicou, era costume colocar um amuleto de um escaravelho, um símbolo sagrado, sobre o coração dos mortos.

      Em relação a dois dos corpos que estão dentro de sarcófagos, sabe-se os seus nomes – Pabasa e Irtieru – inscritos no exterior e o terceiro é de um sacerdote.

      O egiptólogo explica que “a religião egípcia inventou a ideia de imortalidade e através deste processo de embalsamamento fez dos homens deuses. Toda esta gente ia para o além convencida de que ia viver eternamente. Para isso era preciso tratar bem do corpo, robustecê-lo magicamente, profilaticamente com estes amuletos.”

      “Centenas de milhares de imagens” recolhidas por TAC ficarão disponíveis e permitirão “fazer estudo durante anos”, podendo ser trabalhadas por investigadores de várias áreas, afirmou Carlos Prates, indicando que parte do “fascínio” destes exames é o facto de estas serem “das últimas múmias descobertas há muito tempo que nunca foram estudadas”.

      Através da análise detalhada dos resultados poder-se-á calcular a idade, possíveis patologias, doenças profissionais, estilo de vida, etc., podendo até realizar-se uma reconstrução facial.

      E que fazem estas múmias egípcias em Portugal?

      As múmias chegaram a Portugal num navio alemão que atracou em Lisboa durante a Primeira Guerra Mundial e foi arrestado pelas autoridades portuguesas depois de uma denúncia da embaixada inglesa sobre a presença de armas a bordo.

      «A nossa verdadeira nacionalidade é a humanidade. »

      H. G. Wells – Escritor inglês (1866-1946)

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      Fotografias tiradas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), enviada pela Agência Espacial Americana (NASA), ao nosso satélite natural (Lua), para investigar a sua órbita, revelaram que a circunferência da superfície lunar contraiu pelo menos 100 metros nos últimos mil milhões de anos. A descoberta foi relatada pelo cientista Thomas Watters, do Centro de Estudos Planetários, num artigo publicado pela revista especializada «Science».

      As imagens revelaram 14 novas escarpas lobulares; pequenas formações que, até agora, acreditava-se terem sido originadas por falhas tectónicas. São as mais jovens formações do satélite e, de acordo com Watters, provavelmente estão presentes em toda a Lua. A análise sugere que as escarpas se formaram durante um período de contração, quando a Lua congelou e encolheu. A Lua formou-se num ambiente caótico, cheio de asteróides e meteoritos, explica a NASA. As várias colisões fizeram com que a Lua se fosse deformando e os elementos radioactivos tornaram-na mais quente. Contudo, foi arrefecendo com o tempo, e os cientistas atribuem a contração à sua refrigeração. Novos estudos revelam uma actividade tectónica recente ligada ao arrefecimento de longa duração e associada a contracção do interior lunar.

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      No Chile, os 33 mineiros presos numa mina, há quase um mês, poderão ser resgatados só daqui a 3 ou 4 meses, uma vez que é necessário fazer uma perfuração de cerca de 700 metros em rocha sólida.

      A situação torna-se preocupante pela demora do resgate, desconhecendo-se se os mineiros conseguirão sobreviver durante os próximos 3 ou 4 meses.

      As autoridades chilenas pediram a ajuda da NASA (Agência Espacial EUA) para garantir a sobrevivência dos mineiros, pois a situação dos mineiros, retidos a 700 metros de profundidade, “é comparável à situação dos astronautas que permanecem durante meses nas estações espaciais”.

      A colaboração com os peritos norte-americanos irá incidir especialmente na alimentação dos trabalhadores retidos nos escombros, enquanto durem as operações de resgate.

      Os 33 mineiros estão soterrados no fundo de uma mina de cobre e ouro no norte do Chile na sequência de um desmoronamento.

      Os trabalhadores começaram por receber, através de uma sonda, água, soro glicosado e alguns medicamentos para diminuir a acidez estomacal. Após uma fase de realimentação e rehidratação, que poderá demorar entre quatro a cinco dias, os mineiros vão começar a receber alimentos ricos em proteínas e em calorias.

      Outra das preocupações é a saúde mental dos confinados, encontrando-se uma equipa de psicólogos a monitorizar as condições mentais dos trabalhadores, principalmente durante o longo período de espera, até 4 meses, que terão que permanecer, tantos e em tão pouco espaço, a 700 metros de profundidade.

      Uma equipa de astrónomos europeus, na qual se incluem dois portugueses (Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro), descobriu um sistema planetário que é muito semelhante ao nosso, com 7 planetas em redor de uma estrela, denominada HD10180, e localizada à distância de 127 anos-luz, na constelação de Hydrus (hemisfério sul).

      Para os mais distraídos informa-se que o nosso sistema planetário (sistema solar) contém 8 planetas em redor de uma estrela (o Sol).

      Esta descoberta vem atualizar o nosso conhecimento de sistemas planetários relativamente a conterem um número de planetas próximo do nosso, pois o mais parecido com o nosso (conhecido) era um sistema com 5 planetas.

      Esta descoberta é o culminar de seis anos de observações da estrela, usando o espectógrafo HARPS, instalado no telescópio de 3,6 metros do observatório do European Southern Observatory (ESO) de La Silla.

      Os dados recolhidos permitiram concluir que a estrela HD10180 possui cinco planetas semelhantes a Neptuno, com massas compreendidas entre 13 e 25 vezes a massa da Terra e orbitando a estrela com períodos entre seis e 600 dias e foi ainda encontrada evidência para a presença de mais dois, sendo o primeiro semelhante a Saturno (tem uma massa 65 vezes maior do que a da Terra e período de 2200 dias) e um outro que será o planeta com menor massa descoberto até hoje, com apenas 1,4 vezes a do nosso planeta e orbitando a estrela HD 10180 em apenas 28,3 horas.

      A descoberta deste novo sistema de planetas aporta alguns novos aspetos: primeiro, conta com pelo menos cinco planetas como Neptuno dentro de uma distância equivalente à órbita de Marte, pelo que este sistema é mais povoado do que o Sistema Solar interior; segundo, todos os planetas parecem ter órbitas quase circulares, tal como acontece no nosso Sistema Solar. Outro resultado interessante foi a verificação que a distribuição destes planetas obedece a uma lei semelhante à que encontramos no nosso sistema solar – a lei de Titius-Bode. Ou seja, cada um dos planetas exteriores encontra-se, aproximadamente, ao dobro da distância do anterior, isto é, há um padrão regular.

      Até agora foram encontrados mais de 500 planetas extra-solares e são conhecidos 15 sistemas planetários com pelo menos três planetas.

      A equipa vai continuar a trabalhar no sentido de encontrar sistemas mais complexos e planetas ainda mais pequenos. O seu grande objetivo é compreender os mecanismos de formação dos planetas e a origem do nosso sistema solar, e caminhar no sentido de encontrar planetas do tipo da Terra, capazes de albergar vida.

     Num dia como o de hoje (25 de agosto) do ano de 1900, isto é, há 110 anos, morria Friedrich Nietzsche, um dos maiores e controversos filósofos do século XIX.

      Crítico da cultura ocidental, das suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã, Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna.

      Nietzsche considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo”.

      Até cerca de onze anos antes da sua morte, Nietzsche não cessa de escrever a um ritmo sempre crescente, terminando de forma abrupta em Janeiro de 1889 com uma “crise de loucura” com a qual passou, inicialmente, a considerar-se, alternativamente, figuras míticas: Dionísio e Cristo, expressando-se em bizarras cartas, afundando-se depois num silêncio quase total até à sua morte.

      Após a sua morte, a sua irmã Elizabeth falseou alguns escritos com o propósito de apoiar a causa anti-semita e o nacional socialismo (Nazismo) de Hitler, aproveitando-se este de alguns aspetos e interpretações para a sua ideologia e propaganda nazi, colagem esta que fez com que o cidadão comum viesse a considerar Nietzsche como mais um nazi, rejeitando os seus escritos sem sequer os ponderar. A irmã veio a ser bem tratada pelo regime fascista, morrendo confortavelmente.

      Friedrich Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do género humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceites; por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos, designadamente, a moral tradicional, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar.

      Nietzsche golpeou violentamente essa moral que impede a revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência. Essa traição ao “mundo da vida” é a moral que reduz a uma ilusão a realidade humana e tende asceticamente a uma fictícia racionalidade pura.

      Com efeito, Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras.

      A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência, vontade essa que não conhece pausas, e por isso está sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida; pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém as máscaras, segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.

      Não existe via média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu merismático júbilo.

      Na sua obra “O Anticristo” afirmava:

      «O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição aos instintos de conservação da vida saudável; e até corrompeu a faculdade daquelas naturezas intelectualmente poderosas, ensinando que os valores superiores do intelecto não passam de pecados, desvios ‘tentações’. O mais lamentável exemplo: a concepção de Pascal, que julgava estar a sua razão corrompida pelo pecado original; estava corrompida sim, mas apenas pelo seu cristianismo!»


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