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Archive for Junho 2012

      Num dia como o de hoje mas do ano 1840 (há 172 anos), era publicada a obra: “Qu’est ce que la propriéte? (O que é a Propriedade?) de Pierre-Joseph Proudhon.

      Proudhon torna-se, com esta obra, o primeiro anarquista auto-intitulado da história, tendo assim início a filosofia política do Anarquismo na modernidade.

      Filósofo político e economista francês, foi o primeiro indivíduo a se autoproclamar anarquista, sendo hoje considerado o pai do anarquismo e um dos mais influentes escritores e organizadores anarquistas.

      Esta que foi a sua primeira obra é também considerada a sua maior publicação. Tinha por subtítulo: “Pesquisa sobre o Princípio do Direito e do Governo”.

      A publicação deste livro atraiu a atenção das autoridades francesas, atraindo também o interesse de Karl Marx que com ele se começou a corresponder, iniciando uma amizade e troca de ideias que veio a terminar quando Marx escreveu o texto “A Miséria da Filosofia”, como resposta provocatória ao escrito anteriormente publicado por Proudhon intitulado: “Sistema das Contradições Económicas ou a Filosofia da Miséria”.

      Mais tarde, na obra “Confissões de um Revolucionário”, Proudhon afirmou que “anarquia é ordem”, afirmação que veio a dar origem ao símbolo anarquista que consiste na letra “A” (de Anarquia) rodeada pela letra “O” (de Ordem).


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      Investigadores canadianos descobriram no Uruguai indícios que vêm provar que os animais viviam na Terra há 585 milhões de anos.

      Antes desta descoberta, confirmada através de análises espetrométricas, os mais antigos vestígios de vida animal tinham sido datados, na Rússia, em 555 milhões de anos.

      Os autores da investigação, publicada na revista científica “Science”, encontraram num sedimento lamacento traços fossilizados de um animal primitivo, o bilatério, caraterizado pela simetria bilateral do seu corpo (que está na origem do seu nome) e pela presença de um tubo digestivo e de órgãos diferenciados.

      Os bilatérios deixavam igualmente uma marca única quando se moviam.

      Segundo os cientistas, os traços fossilizados deixados por um dos animais desta espécie indicam que a sua musculatura permitia que se movessem nos sedimentos do fundo do mar. Por outro lado, a forma dos seus movimentos revela também uma adaptação resultante da procura de comida, constituída por elementos orgânicos dos sedimentos.


      Faz hoje precisamente 76 anos que Alexander Berkman deu um tiro na cabeça, suicidando-se, aos 66 anos de idade, de forma a terminar com o padecimento da doença que o consumia e entrevava.

      Alexander Berkman (21-11-1870 – 28-06-1936) foi um escritor e ativista anarquista nascido na Rússia e, emigrado nos E.U.A., foi figura de destaque do movimento anarquista daquele Estado no início do século XX.

      Viveu na cidade de Nova Iorque, onde se envolveu com o movimento anarquista. Foi amante e companheiro de longa data da conhecida anarquista Emma Goldman.

      Em 1892, Berkman tentou assassinar Henry Clay Frick, num ato de mera propaganda pela ação, uma vez que este Frick era um conhecido industrial então denominado como o “homem mais odiado da América”. A extinta revista Portfolio chegou mesmo a nomear Frick como “um dos piores CEO estadunidenses de todos os tempos”.

      Frick sobreviveu ao atentado contra a sua vida e Berkman passou 14 anos na prisão. Esta longa estadia na prisão foi a base do seu primeiro livro: “Memórias de um Anarquista Aprisionado”.

      Após a prisão, Berkman assumiu a função de editor do periódico libertário “Mother Earth” que fora fundado por Emma Goldman e viria a estabelecer o seu próprio jornal: “The Blast”.

      Em 1917, Berkman e Goldman foram condenados a dois anos de cadeia por conspiração contra a então recente lei de obrigatoriedade de alistamento nas forças armadas dos Estados Unidos. Depois das suas libertações, foram de novo condenados, junto com centenas de outros progressistas, e deportados para a Rússia.

      Na Rússia, inicialmente apoiou a revolução bolchevique naquele país, mas rapidamente fez conhecer a sua oposição ao uso soviético da violência e a repressão das vozes dos autonomistas. Em 1925 publicou um livro sobre as suas experiências na Rússia: “O Mito Bolchevique”.

      Foi viver para a França, onde morreu, aí dando continuidade ao seu trabalho de apoio ao movimento anarquista, produzindo a clássica exposição dos princípios anarquistas: “Agora e Depois: O ABC do Anarquismo Comunista”.

      Dizia, por exemplo:

      «Anarquismo significa que deverias ser livre; que ninguém deveria escravizar-te, chefiar-te, roubar-te, ou se impor sobre ti. Significa que deverias ser livre para fazer as coisas que desejas fazer e que não deverias ser forçado a fazer o que não desejas.

      Assim, não mais haveria guerra, nem violência empregada por alguns homens contra outros, não haveria monopólio nem pobreza, não haveria opressão e ninguém tentaria tirar vantagem de seus semelhantes.

      Para resumir, Anarquismo significa uma condição ou sociedade onde todos os homens e mulheres são livres, e onde todos aproveitam igualmente os benefícios de uma vida sensível e ordenada.»

      Citação retirada de “A anarquia é possível?”, em ABC do Anarquismo (1927).


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      Morreram ontem na Tanzânia 43 indivíduos etíopes e somalis, sufocados até à morte dentro de um camião que os levava para a África do Sul.

      Uma semana antes, 47 migrantes tinham morrido afogados no Lago Malawi.

      Ao largo da Austrália, as autoridades conseguiram salvar 130 das cerca de 150 pessoas que seguiam a bordo de uma embarcação apinhada que naufragou na quarta-feira.

      Uma semana antes, 90 refugiados originários de países como o Afeganistão, o Sri Lanka e o Irão não conheceram a mesma sorte nas águas do Índico.

      Estes são apenas os quatro mais recentes incidentes graves a envolver emigrantes e refugiados transportados ilegalmente, mas as notícias repetem-se quase diariamente, desenhando os contornos de uma tragédia global, porém quase invisível, senão mesmo invisível para os media das massas.

      A Europa continua a estar na linha da frente do flagelo. Segundo dados compilados pela rede europeia da ONG United, mais de 14000 pessoas morreram ao tentar chegar a este continente desde 1998. O ano de 2011 foi fatídico, com a Primavera Árabe tanto a empurrar milhares de refugiados para Norte como a levar ao colapso das estruturas de dissuasão até ali existentes em países como a Tunísia e a Líbia. Pelo menos 2000 pessoas morreram naquele período no Mediterrâneo.

      Longe das manchetes, há também registo de dezenas de mortes nos campos minados da fronteira greco-turca ao longo da última década, bem como de centenas de vítimas de acidentes, fome, frio ou homicídio nos confins da União Europeia. Como ao largo do território ultramarino de Mayotte onde, segundo o Senado francês, outras 4500 pessoas morreram desde 2001.


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      Num dia como o de hoje (26 de junho) mas do ano de 1886, isto é, há 126 anos, em Paris (França), Charles Gallo é expulso do seu julgamento devido ao ataque que fizera em 5 de Março anterior, com ácido, dentro da Bolsa de Valores, gritando: “Viva a Dinamite! Viva a anarquia! Viva a Revolução Social! Morte aos juízes burgueses! Bando de idiotas!”

      O ataque ocorreu assim: Charles Gallo lança da galeria superior da bolsa de valores de Paris uma garrafa com ácido. No entanto o vidro da garrafa não chega a partir e apenas sai da garrafa um odor nauseante que provoca o pânico entre os compradores, vendedores e acionistas. No meio da confusão Gallo sacou o seu revólver e disparou três tiros à sorte, não conseguindo acertar em ninguém.

      O julgamento foi adiado várias vezes devido à permanente atitude de Gallo de confrontar o poder judicial. Declarou sempre não se arrepender de nada a não ser de não ter conseguido acertar em ninguém.

      Foi condenado a 20 anos de prisão mas devido à sua atitude na prisão com agressões aos guardas, tendo mesmo cravado um copo de vidro quebrado na barriga de um guarda, a pena é transformada em pena de morte e mais tarde comutada para pena perpétua de trabalhos forçados.

      A imagem abaixo é a reconstituição que saiu nos jornais da época ilustrando o pânico na Bolsa de Valores de Paris aquando do atentado.


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      Num dia como o de hoje, do ano de 1975 (há 37 anos), era proclamada a independência de Moçambique.

      Passou a presidir o país Samora Machel, terminando assim com 500 anos de colonialismo português neste país e pondo fim à guerra de libertação que aquele povo encetara contra Portugal e que já durava há 10 anos.

      Moçambique torna-se independente na sequência da Revolução dos Cravos portuguesa, revolução esta que pôs fim à ditadura que grassava não só em Portugal como em todas as então colónias portuguesas, territórios que foram de seguida libertados, tornando-se países independentes.

      Após a independência, Moçambique adoptou a denominação de República Popular de Moçambique, sendo instituído no país um regime socialista de partido único, cuja base de sustentação política e económica se viria a degradar progressivamente até à abertura, feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial e FMI.

      A abertura do regime foi ditada pela crise económica em que o país se encontrava, pelo desencanto popular com as políticas de cunho socialista e pelas consequências insuportáveis da guerra civil que o país atravessou entre 1976 e 1992.

      Na sequência do Acordo Geral de Paz, assinado entre os presidentes de Moçambique e da Renamo, o país assumiu o pluripartidarismo, tendo tido as primeiras eleições com a participação de vários partidos em 1994.

      Abaixo podes ver a bandeira de Moçambique enquanto colónia portuguesa e a bandeira atual do país. Podes ver ainda a imagem de época do folheto informativo dirigido ao povo moçambicano relativo aos termos do acordo de independência firmado em Lusaka entre Portugal e Moçambique.

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      «Hoje em dia, a maior parte das pessoas prefere a vida do consumo e procura o prazer, a riqueza ou a fama.»

      Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

      Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental.


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