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Posts Tagged ‘Ciência

      Até hoje, os cientistas passavam imenso tempo, anos até, nos locais concretos a estudar as espécies animais e, raríssimas vezes tinham o privilégio de encontrar uma espécie nova.

      Até hoje, claro, pois acaba de se saber que a última espécie animal a ser descoberta é um inseto que vive num parque florestal no norte de Kuala Lumpur (capital da Malásia) e foi descoberta a semana passada, quando descrita num artigo científico (publicado na revista Zookeys) após visionamento “on-line” por um entomólogo, de fotografias de um fotógrafo amador que as colocou no “Flickr”.

      Esta nova espécie de inseto denomina-se Semachrysa jade e possui umas asas com caraterísticas muito especiais o que levou o cientista a perceber rapidamente que se tratava de uma espécie ainda não descrita cientificamente. Com efeito, esta inseto possui um padrão peculiar de veias nas asas com marcas pretas e duas manchas brancas.

      O artigo científico está integralmente disponível (em pdf) na seguinte ligação:
http://www.pensoft.net/J_FILES/1/articles/3220/3220-G-3-layout.pdf

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      Cientistas da Universidade de Iowa (EUA) conduziram um estudo dirigido à paciência das pessoas, observando o que acontece no cérebro quando as pessoas ficam sem paciência.

      De acordo com as conclusões apontadas, os cientistas afirmam que o nosso cérebro tem uma capacidade limitada para o autocontrolo e que esta vai diminuindo conforme a sua utilização.

      A equipa de investigadores usou imagens de ressonâncias magnéticas, que dispunham a atividade cerebral de voluntários durante a realização de tarefas que exigiam autocontrolo. As imagens mostraram que a atividade no córtex cingulado anterior – uma área responsável por reconhecer situações que exijam o domínio dos impulsos – permaneceu estável, e na zona do córtex pré-frontal dorsolateral, responsável por manusear o autocontrolo e pela escolha das melhores respostas para as situações problemáticas, não permanecia igual.

      Esta área é ativada com menor intensidade depois de cada esforço, dando sinal que “a paciência vai se esgotando”. Os cientistas interpretaram esses resultados como uma prova de que as pessoas não têm problemas em reconhecer situações que provoquem ansiedade e exijam autocontrolo. No entanto, é mais difícil manter a calma e tomar as melhores decisões se o stresse for contínuo ou recorrente, isto é, e como já se sabia e diz-se, a paciência acaba-se por muito ser usada, e acaba-se por já não haver mais paciência. Assim se certifica cientificamente aquilo que anda na boca de todos nós por tradição oralmente recebida e empiricamente constatada.


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      Nikodem Poplawsky é um físico teórico da Universidade de Indiana (EUA) que afirma que o nosso Universo está dentro de um Buraco Negro, ou melhor, é o interior de um Buraco Negro, fora do qual se encontra outro Universo.

      Para Poplawsky, cada buraco negro (regiões no espaço onde nada, nem mesmo objetos que se movam à velocidade da luz, consegue escapar) produziria um universo diferente.

      A sua teoria pode explicar-se se se conceber o espaço-tempo como uma varinha unidimensional que se torce. Este mecanismo de torção é capaz de decompor a matéria em eletrões e em quarks (partículas subatómicas ínfimas) e a antimatéria em matéria escura. Dito de outro modo, esta torção seria a fonte de energia que se estende pelo espaço e que aumenta a taxa de expansão do universo.

      E como já é minimamente assente, entre a comunidade astrofísica, que o universo está em expansão, esta é a prova que Poplawsky achou suficiente para o fenómeno de torção.

      No campo da especulação científica, Poplawsky tem sido contestado, mas revistas importantes da área, como a Physics Letters B, têm publicado os seus trabalhos.


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      Num dia como o de hoje, 05 de julho, mas do ano de 1686 (há 326 anos), Isaac Newton publica a obra revolucionária: “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica” (Princípios Matemáticos da filosofia Natural).

      O poeta Alexander Pope fez gravar no túmulo de Newton a seguinte inscrição: «A Natureza e as Leis da Natureza estavam escondidas na noite. Então Deus disse: “Faça-se Newton!” E tudo ficou iluminado.»

      Esta inscrição mortuária sintetiza a importância das descobertas do cientista, condensadas na obra que, em três volumes, estabelece a teoria da gravitação universal, as leis da dinâmica, o desenvolvimento da ótica e da teoria corpuscular.

      Tudo numa só obra, Newton lança as bases da física moderna, por isso o trabalho deste cientista inglês é ainda hoje reconhecido por todos os seus pares, ao longo dos tempos, só comparável ao acontecimento que, 200 anos depois, Albert Einstein protagonizaria.

      Embora houvesse grande resistência inicial às teorias de Newton, lentamente a comunidade científica do século XVII teve que se render às mesmas. Em 1714, o matemático e físico francês Alexis Clairaut, referia a obra de Newton como uma “enorme revolução”, assim se lhe referindo ainda: “O método seguido pelo seu ilustre autor, Sir Newton, lançou a luz da matemática numa ciência que até então permanecia na escuridão das conjunturas e das hipóteses”.

      Na imagem abaixo vês a capa da obra original.


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      Investigadores canadianos descobriram no Uruguai indícios que vêm provar que os animais viviam na Terra há 585 milhões de anos.

      Antes desta descoberta, confirmada através de análises espetrométricas, os mais antigos vestígios de vida animal tinham sido datados, na Rússia, em 555 milhões de anos.

      Os autores da investigação, publicada na revista científica “Science”, encontraram num sedimento lamacento traços fossilizados de um animal primitivo, o bilatério, caraterizado pela simetria bilateral do seu corpo (que está na origem do seu nome) e pela presença de um tubo digestivo e de órgãos diferenciados.

      Os bilatérios deixavam igualmente uma marca única quando se moviam.

      Segundo os cientistas, os traços fossilizados deixados por um dos animais desta espécie indicam que a sua musculatura permitia que se movessem nos sedimentos do fundo do mar. Por outro lado, a forma dos seus movimentos revela também uma adaptação resultante da procura de comida, constituída por elementos orgânicos dos sedimentos.


      A “Intel International Science and Engineering Fair” (A Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel), é um programa de prémios dirigido, em cada ano, a cerca de 7 milhões de estudantes por todo o Mundo que tenham desenvolvido um projeto original. A final são selecionados para esta feira os melhores 1500 projetos.

      Este ano foram três os estudantes premiados a final:

      Nicholas Schiefer, de 17 anos de idade, do Canadá, venceu na categoria de ciências da computação, por ter criado um algoritmo de buscas (micro-buscas) que, no futuro, pode ser mais preciso que o Google ou agregar ao motor de busca um sistema de pesquisas mais aprimorado. Nicholas explicou que os mecanismos atuais utilizados na Internet, em páginas como o Facebook ou o Twitter, exibem resultados limitados a palavras-chave que, muitas vezes, não estão associadas ao que os utilizadores realmente querem encontrar.

      Jack Andraka, de 15 anos de idade, norteamericano, foi premiado por ter premiado por ter desenvolvido um novo método para detetar o cancro no pâncreas, com um sistema similar às tiras de teste já usadas pelos diabéticos que permite de uma forma simples e rápida obter um resultado. Este novo teste resultou ser 90% mais eficaz do que os existentes, 28 vezes mais rápido, 28 vezes mais barato e 100 vezes mais sensível ao nível dos resultados.

      Ari Dyckovsky, de 18 anos, norteamericano, pela sua investigação científica relacionada com o teletransporte quântico. Ari descobriu que os átomos podem ser teletransportados, através de um processo que denominado “entanglement” e que tal ocorre sem transporte, isto é, a informação de um átomo aparece num outro, enquanto é destruída no primeiro. Com este método as organizações que pretendam um alto grau de segurança, podem enviar mensagens de longa distância sem risco de inteceção, uma vez que a informação não viaja para a nova localização mas simplesmente aparece lá.

      Mais info sobre estes assuntos em:
http://www.intel.com/about/corporateresponsibility/education/isef/winners.htm

      Na fotografia abaixo estão, da esquerda para a direita: Ari, Jack e Nicholas.


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      De acordo com os dados recolhidos em investigação e ora publicados na revista “Psychological Science”, as pessoas mais distraídas, são mais criativas porque acumulam mais informação.

      Os investigadores Daniel Levinson e Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e Jonathan Smallwood, do Instituto Max Planck (Suíça), chegaram à conclusão que existe uma relação entre uma memória mais operacional e a tendência do cérebro em dispersar-se quando realiza tarefas diárias.

      A equipa de investigação reuniu um grupo de voluntários a quem foi pedido realizar tarefas simples, como premir um botão ao ler determinada letra num ecrã ou ao ritmo de cada inspiração. Mediante as atividades em que se dispersavam mais, os investigadores mediam a memória operacional, através da memorização de séries de letras enquanto resolviam problemas matemáticos.

      As conclusões do estudo relacionaram a maior memória operacional com a tendência da mente para se dispensar. Segundo Jonathan Smallwood “os resultados sugerem que as atividades rotineiras, como andar de autocarro ou tomar banho é, provavelmente, são realizadas através da memória operacional”. E Daniel Levinson explica que “funciona como se a atenção estivesse tão absorvida por outros pensamentos que não sobrasse espaço para recordar o que pretendiam fazer”.



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