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      Está decorrer na cidade sul-africana de Durban até ao próximo dia 09DEZ, a Conferência Internacional do Clima (COP17) das Nações Unidas (ONU).

      Pela Agência Internacional de Energia foi comunicada uma nova análise global do consumo de energia, afirmando, em síntese, que se continuarmos a consumir energia da forma como estamos a fazer agora, com uma predominância dos combustíveis fósseis, o mundo poderá tornar-se um local bastante perigoso no futuro.

      Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia referiu, com especial veemência, que o consumo mundial atual de energia colocou a Terra numa trajetória de aumento da temperatura, aumento este que, em 2100, teremos um aumento de temperatura de, pelo menos 6ºC relativamente à temperatura da era pré-industrial. Disse ainda que: “toda a gente, incluindo crianças da escola, sabem que isto é uma catástrofe para todos.”

      As emissões de gases contaminantes aumentaram de tal forma que, no ano passado (2010) atingiram níveis recordes, uma situação que, de acordo com a mesma Agência Internacional de Energia, começa dissipar as esperanças de se conseguir controlar o aquecimento global da Terra, sito é, podemos estar a chegar a um ponto de não retorno.

      Apesar de tanta conferência Internacional (estamos na 17ª Cúpula da ONU), certo é que em 2010 foram emitidos para a atmosfera 30,6 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono, sendo o carvão responsável por 44% das emissões de CO2, o petróleo por 36% e o gás natural por 20%.

      Na anterior conferência (COP-16 realizada em Cancún no México), desenvolveu-se a esperança de conseguir um acordo internacional para a luta contra a mudança climática depois do grande fracasso da edição de Copenhaga (COP-15). Apesar de não ter apresentado solução à questão mais complexa, a renovação de um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto, a reunião mexicana conseguiu despertar a vontade dos países emergentes de se comprometerem com a redução das emissões, uma das principais exigências das economias ocidentais.

      Os grandes debates em Durban, centram-se à volta da renovação do Protocolo de Kyoto, que foi assinado em 1997 e entrou em vigor em 2005, estabelecendo compromissos legalmente vinculativos de redução de emissões de gases do efeito estufa para 37 países desenvolvidos e a União Europeia. O acordo não foi ratificado pelos Estados Unidos e não obriga a China, a Índia nem o Brasil, a cumpri-lo por serem economias emergentes. O protocolo expira no final de 2012 e os negociadores estudam um segundo período de compromisso que sirva de transição para um novo acordo internacional juridicamente vinculativo. Os países em desenvolvimento consideram imprescindível que as economias ocidentais ratifiquem esse segundo período de compromisso do protocolo, enquanto Rússia, Japão e Canadá anunciaram que não renovarão o tratado enquanto os seus concorrentes comerciais: China, Índia e Estados Unidos não assumirem compromissos similares.

      Debate-se também a capitalização do Fundo Verde para o Clima, de forma a liberar as contribuições económicas necessárias e estimular as economias em desenvolvimento a adotar compromissos, bem como a redução de emissões para limitar o aquecimento global a 2º C, dois graus estes relativamente à temperatura anterior à era industrial como o ponto de não retorno antes que as consequências da mudança climática se tornem fatais. Para conseguir este objetivo, os países devem analisar como reduzir ainda mais a emissão de gases causadores do aquecimento global.

      Os países voltarão a reunir-se no Qatar (COP-18) no final de 2012.

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      Até agora a maior velocidade conhecida era a da luz (definida em 299 792 458 metros por segundo, no vácuo). Tal velocidade sempre nos pareceu ser o limite do nosso conhecimento e constam da Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

      O centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, sigla em francês) acaba de indicar que a velocidade da luz foi ultrapassada, embora ligeiramente, pela velocidade verificada nos neutrinos.

      Os neutrinos são partículas elementares da matéria, consideradas fantasma ou camaleão. O neutrino pode estar um milhão de vezes mais presente no universo do que cada um dos constituintes dos átomos, mas continua a ser incrivelmente difícil de detetar.

      O neutrino, que desde os anos 1960 intriga os físicos, é desprovido de carga elétrica, o que lhe permite atravessar paredes. A cada segundo, 66 mil milhões das suas partículas fantasmagóricas atravessam o equivalente a uma unha humana. No entanto, um neutrino emitido pelo Sol tem apenas uma hipótese em cem milhões de chegar à Terra.

      Emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, os neutrinos podem ser criados pela radioatividade dita beta, como a das centrais nucleares. Assim que um protão se transforma num neutrão (eletricamente neutro) ou um neutrão se transforma num protão, esta mutação sucede acompanhada pela emissão de um eletrão negativo ou positivo e de um neutrino (ou de um anti-neutrino).

      “A existência de um modelo que pudesse explicar porque o neutrino é tão pequeno, sem se dissipar, teria profundas implicações na compreensão do nosso universo: como era, como evoluiu, e como eventualmente, morrerá”, explicou António Ereditato, físico do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália.

      Caso seja confirmada esta medição por outras experiências, este “resultado surpreendente” e “totalmente inesperado” face às teorias formuladas por Albert Einstein poderá abrir “perspetivas teóricas completamente novas”, sublinha o CNRS.

      As medições efetuadas pelos especialistas desta investigação, a que se chamou Opera, concluíram que um feixe de neutrinos percorreu os 730 quilómetros que separam as instalações do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300 006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quilómetros por segundo à velocidade da luz.

      Pese embora a teoria de Albert Einstein estivesse tão bem confirmada, este exemplo vem uma vez mais chamar-nos a atenção para o facto da Ciência não ser nenhuma religião, pelo que as verdades que possui são-no apenas na época em que existem com os conhecimentos detidos mas sempre prontas a serem derrubadas por novas verdades, igualmente provisórias até que uma nova verdade se venha a comprovar. Einstein já deitara por terra as teorias de Newton, que também foram verdades inabaláveis, e agora, uma vez mais – e como sempre deve ser –, tudo parece indicar que as teorias de Einstein também cairão por terra.

      Acaba de ser inaugurado o primeiro troço ferroviário europeu alimentado a energia solar. Este troço fica na linha que une Amesterdão a Paris e trata-se de um túnel perto da cidade belga de Antuérpia com 3,6 km de comprimento e 16 mil painéis solares.

      A energia solar recolhida pelos painéis, que cobrem uma área total de 50 mil metros quadrados, é suficiente para alimentar não só os comboios de alta velocidade, como comboios inter-cidades e ainda uma estação de comboios.

      Os painéis produzem cerca de 3300 megawatts de potência por hora, isto é, o equivalente ao consumo anual de cerca de 1000 famílias.

      Calcula-se que esta instalação venha a evitar a emissão de cerca de 2 toneladas e meia de CO2 para a atmosfera por ano. O custo do investimento rondou os 15,6 milhões de euros. O responsável pelo projeto disse que «a medida é a forma perfeita de cortar a pegada do dióxido de carbono».

      Uma cidade holandesa (Tilburg) vai instalar, experimentar e avaliar um sistema de iluminação concebido pela empresa “Philips” que associa lâmpadas de Leds a sensores de movimento e que permitirá poupar eletricidade quando não há peões na rua.

      Os sistemas de iluminação “inteligentes” já são utilizados a nível privado, nas residências e em alguns espaços de utilização pública mas ainda não nas ruas, estas sempre iluminadas, desde o pôr do sol até ao nascer do sol, independentemente de haver ou passar alguém nas ruas; em todas as ruas e durante todas as noites.

      Com este sistema, a iluminação pública acender-se-á progressivamente com a aproximação do peão e desligar-se-á, também progressivamente, com o afastamento, mantendo a área pedonal utilizada e a área envolvente (local ou até a rua toda) iluminada durante o tempo necessário estabelecido.

      O sistema, que afinal é simples, terá várias modalidades e serão todas testadas na referida cidade, prevendo-se uma redução do consumo elétrico em cerca de 50%.

      Encontra-se em estudo e fase de desenvolvimento um processo de recolha e aproveitamento das cargas elétricas que existem no ar húmido, como uma nova fonte de energia renovável de produção e disponibilização de eletricidade.

      O processo em desenvolvimento envolve a utilização de metais que recolhem as pequenas cargas elétricas do ar, tendo os testes demonstrado haver potencial no aproveitamento e utilização desta fonte de energia alternativa em climas húmidos.

      Verificou-se que as cargas ficam acumuladas nos metais, pelo que esta poderá ser mais uma fonte de energia natural renovável, até agora negligenciada.

    O ex-engenheiro de fórmula 1 Guy Nègre, é o inventor de um automóvel com um motor que funciona apenas com ar comprimido, em utilizar qualquer outro tipo de energia ou combustível.

O veículo atinge uma velocidade até 150 Km/h e tem uma autonomia de 300 Km.

    Para abastecer, enche-se de ar, tão simplesmente como se enche a roda de uma bicicleta, usando-se qualquer tipo de bomba de ar.

Carro-Ar

    A comercialização está já em curso e o preço do veículo rondará os 3500 euros ao consumidor final, já deduzida a comparticipação do Estado por ser veículo ecológico.

Vê o vídeo com mais pormenores e explicações.

Extracto do relatório da Agência Internacional de Energia, a publicar no próximo mês de Novembro, indica ter havido uma diminuição das emissões de gases com efeito estufa, designadamente, as emissões de CO2, sendo a descida verificada em 2008 a mais importante dos últimos 40 anos.

    A descida dever-se-á à recessão económica que modificou a procura energética, com um menor consumo, bem como obrigou ao adiamento de investimentos energéticos baseados nas energias fósseis e não por ter havido uma significativa melhor prática ambiental.

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