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11SET

Posted on: 11/09/2012

      No ataque às Torres Gémeas em 2001 morreram 2863 pessoas e em todo o Mundo é motivo de abertura dos noticiários, dias antes e ano após ano.

      Com HIV-SIDA já morreram 40 milhões (milhões!) de pessoas.

      Com fome já morreram 824 milhões (milhões!) de pessoas.

      Sem casa há 630 milhões (milhões!) de pessoas.

      A exploração laboral mundial mata 700 vezes mais (setecentas vezes mais!) pessoas que o 11S.

      Muitos milhões ignorados; diariamente ignorados, contra uns poucos quase 3 mil.

      Haverá mais mundo para além dos E.U.A. ?

      “O dia 11 de setembro ficou na nossa memória coletiva como o dia em que se pensou que o capitalismo poderia efetivamente ruir. Afinal enganamo-nos e parece que vai ser preciso muito mais do que um avião em chamas em cima de toda e qualquer instituição financeira e/ou militar e talvez até não seja esse o melhor caminho para o derrubar, mas seja, sim, um bom plano para o manter. Há factos que apontam este acontecimento como um plano ou um aproveitamento por parte dos estadunidenses. Depois disto acontecer, foi facilmente aceite e apoiado qualquer plano de guerra contra “terroristas” ou países que alegadamente os alberguem. Continua a acontecer 10 anos depois.

      Algumas teorias questionam até a versão oficial dos atentados, as motivações por trás deles e as partes envolvidas, envolvendo-se em investigações independentes. Algumas das teorias da conspiração vêem os ataques como um casus belli através de uma falsa bandeira para trazer o aumento da militarização e do poder de polícia. Os defensores das teorias do 11SET têm sugerido que indivíduos dentro dos Estados Unidos possuem informações detalhadas sobre os ataques e deliberadamente optaram por não evitá-los, ou que indivíduos de fora da al-Qaeda planearam, realizaram ou auxiliaram os ataques. Alguns outros teóricos reivindicam que o World Trade Center não entrou em colapso por causa da colisão dos aviões, mas que foi demolido com explosivos.”

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      «Para livrar-se dos governos não é necessário lutar contra eles pelas formas exteriores, é preciso unicamente não participar em nada, basta não sustentá-los e então cairão aniquilados.»

      Liev Tolstoi, também conhecido como Léon Tolstói, Leão Tolstoi ou Leo Tolstoy, e de seu nome Lev Nikoláievich Tolstói (1828-1910), de nacionalidade russa, é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.

      Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias embatiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.

      Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples na Natureza.

      E no dia de hoje (9 de setembro) recordamos Tolstói porque foi precisamente num dia assim do ano de 1828 que ele nascia na localidade russa de Yasnaya Polyana.

      A fotografia abaixo é a única a cores que existe do escritor.

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      Num dia como o de hoje (6 de setembro), do ano de 1901, em Buffalo (estado de Nova Iorque; EUA) o anarquista individualista polaco Léon Czolgosz, dispara dois tiros de revólver ao presidente dos Estados Unidos William McKinley.

      O presidente viria a morrer uma semana depois, a 14 de setembro.

      Czolgosz foi condenado à pena de morte e executado nesse mesmo ano, em 29 de Outubro, na cadeira elétrica, tendo a sua execução sido na altura registada em filme pelo inventor Thomas Edison.

      Em 31 de agosto de 1901, Czolgosz deslocou-se a Buffalo, Nova Iorque, e alugou um quarto próximo da Exposição Pan-Americana que aí decorria, no teatro conhecido como Templo da Música e que ele sabia iria ser visitado pelo presidente dos EUA.

      No dia 6 de setembro foi à exposição com o revólver “Iver-Johnson” calibre 32 semi-automático (número de série #463344) que havia comprado no dia 2 de setembro por 4 dólares e 50 centavos. Com a arma encoberta por um lenço de bolso, Czolgosz aproximou-se da comitiva do presidente McKinley que cumprimentava o público. Czolgosz avançou e McKinley estendeu a sua mão para o cumprimentar. Czolgosz desviou-lhe a mão, empurrando-a para o lado e disparou duas vezes no peito do presidente, à queima-roupa.

      Os membros da comitiva e o público presente imediatamente subjugaram Czolgosz, antes da intervenção da Guarda Nacional. Czolgosz foi depois espancado tão duramente que muitos pensaram que não aguentaria tempo suficiente para ser julgado.

      Nos últimos anos da sua vida Czolgosz seria profundamente influenciado pelo pensamento de teóricos do anarquismo como Emma Goldman e Alexander Berkman, bem como pela ação direta violenta do alfaiate italiano Gaetano Bresci que um ano antes havia executado Umberto I, o monarca de seu país, com o mesmo modelo de pistola que posteriormente utilizado por Gzolgosz viria a utilizar.

      Czolgosz nunca foi aceite em nenhum grupo anarquista, devido ao seu fanatismo e às suas intenções violentas, que demonstrava, tendo até feito com que alguns grupos suspeitassem das suas reais intenções, pensando que poderia ser um agente infiltrado do governo e lançaram avisos, considerando-o um espião.

      Antes da execução as suas últimas palavras foram:

      «Matei o presidente porque ele era o inimigo da boa gente, dos bons trabalhadores. Não sinto remorso pelo meu crime.»

      Após a execução uma grande quantidade de ácido sulfúrico foi atirada para dentro do seu caixão para que o corpo ficasse completamente desfigurado resultando num processo de decomposição de apenas doze horas. As cartas que escrevera e trazia consigo no momento do atentado, assim como as suas roupas foram queimadas, com o propósito de que jamais ninguém conhecesse os seus argumentos.

      Emma Goldman também chegou a ser presa sob suspeita de estar envolvida no assassinato, sendo libertada por não haver qualquer evidência que confirmasse a suspeita.

      O local do atentado, o Templo da Música, foi imediatamente demolido (em Novembro de 1901) e hoje é apenas visível um marco no meio da rua Fordham, num bairro residencial de Buffalo no ponto aproximado onde o evento ocorreu.

      A arma de Czolgosz faz parte do acervo da Exposição Pan-americana da Sociedade Histórica do Condado de Erie, em Buffalo, Nova York.

      No Chile há um grupo anarquista denominado “Forças Autónomas e Destrutivas León Czolgosz”, o qual reivindicou a autoria de dois atentados com bomba, um contra a sede da Agência Nacional de Inteligência Chilena em 28 de janeiro de 2006, e outro contra a Embaixada do Reino Unido em 15 de julho de 2007, ambos os feitos ocorreram na cidade de Santiago do Chile.

      Em baixo podes ver o vídeo com o filme original realizado por Edison onde se apreciam os últimos momentos da execução de Czolgosz.

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      No vídeo abaixo está resumida toda a história do anarquismo, desde a Grécia Antiga até aos nossos dias, no Mundo em geral e na América Latina em particular, terminando com a biografia e pensamento de Daniel Barret (que também usava o pseudónimo de Rafael Spósito), sociólogo, jornalista, professor universitário e distinto militante anarquista uruguaio (1952-2009), cujo artigo “El mapa del despertar anarquista latinoamericano” serve de ponto de partida para este documentário.
      Daniel Barret dizia: «O anarquismo é minoritário, no entanto, tal facto nunca foi para nós motivo de impedimento. Os anarquistas sabemos aproximadamente o que queremos e quais os caminhos que nos podem levar nessa direção. Não temos a certeza quanto a um hipotético triunfo final, se é que existe um final, e isso nos paralisa? Evidentemente que não. Porquê? Porque a própria prática libertária é um objetivo em si mesma e o próprio facto de traçar um caminho próprio constitui uma meta e uma vitória.»

      Num dia como o de hoje mas de 1898 (há 114 anos) nascia o senhor Alves dos Reis, o maior burlão da história portuguesa e certamente um dos maiores do Mundo.

      A sua grande especialidade era a falsificação e desde cedo falsificou o seu diploma de curso superior, em diversos tipos de engenharia, obtido em Oxford.

      Comprou diversas empresas, utilizando, entre outros métodos, a emissão de cheques sem cobertura que depois até pagaria com o dinheiro da própria empresa adquirida.

      Mas o maior dos seus feitos foi o de falsificar as notas de 500 escudos do Banco de Portugal mas de uma forma completamente inovadora, isto é, Alves dos Reis não fez notas falsas mas sim verdadeiras!

      Verdadeiras?

      Sim, ou verdadeiramente falsas…

      Alves dos Reis falsificou documentos e correspondência, do e entre o Banco de Portugal e a empresa inglesa onde as notas eram fabricadas para o Banco de Portugal, conseguindo que a empresa fabricasse notas que julgava serem para o Banco de Portugal e eram afinal para ele. As notas eram verdadeiras mas encomendadas por ele.

      Enriqueceu, comprou mais empresas e até um banco, tendo o deslize de começar a emprestar dinheiro, sem grandes exigências, como faziam outros bancos, e sempre em notas de 500 escudos.

      Estas particularidades levaram a que os jornalistas do jornal diário (o maior da época) “O Século” investigasse, vindo-se a descobrir a fraude.

      Tinha 28 anos e foi condenado a uma pena de 20 anos.

      Durante a prisão falsificou ainda documentos e até conseguiu convencer um juiz que a própria administração do Banco de Portugal estava envolvida na fraude.

      Diria: «Os senhores estão aqui para julgar homens e não para julgar almas”.

      Morreu em 1955 na pobreza.

      Em 2005 uma das suas notas (de 2,5 euros de valor facial) foi a leilão pelo preço base de licitação de 6500 euros.

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      Num dia como o de hoje (28 de agosto) mas de 1963 (há 49 anos), terminava em Washington (EUA) a grande marcha pela igualdade dos direitos cívicos, com cerca de 200 mil pessoas, onde Martin Luther King profere o seu famoso discurso intitulado: “I Have a Dream” (Eu tenho um sonho).

      «A liberdade nunca é voluntariamente cedida pelo opressor; deve ser exigida pelo oprimido.»

      Martin Luther King (1929-1968)

      Foi um dos mais importantes e incontornáveis líderes mundiais do movimento dos direitos civis, especialmente dos negros nos Estados Unidos, com uma campanha de não-violência e de amor ao próximo. King era seguidor da ideia lançada por Gandhi da desobediência civil não violenta.

      Acertadamente previu que as manifestações organizadas e não violentas contra o sistema de segregação predominante no sul dos Estados Unidos, apesar de atacadas de modo violento pelas autoridades racistas, detinham uma ampla cobertura dos meios de comunicação de massas, o que permitia criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis e assim orientou a sua luta, acendendo o debate acerca dos direitos civis e tornando-o até o principal assunto político nos Estados Unidos a partir do começo da década de 1960.

      Organizou e liderou marchas pelo direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos. A maior parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à lei geral dos EUA com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).

      O protesto não violento irritava as autoridades racistas dos locais onde se davam os protestos e, invariavelmente, tais autoridades, retaliavam sempre de forma violenta.

      Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou no seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis.

      Dezoito anos depois da sua morte, em 1986, foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King (sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King). Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

      Luther King foi a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz, em 1964, pouco antes de seu assassinato.

F.O.R.A.

Posted on: 26/08/2012

      Num dia como o de hoje (26 de agosto) do ano de 1905, em Buenos Aires (Argentina) ocorria o quinto congresso da F.O.R.A. (Federación Obrera Regional Argentina), num difícil clima de repressão governamental e policial contra a classe trabalhadora, com a declaração de estado de sítio, prisões, greves e manifestações duramente reprimidas.

      Este congresso aprovou e recomendou a todos os participantes que divulgassem os seus conhecimentos adquiridos, dos princípios económicos e filosóficos do comunismo anarquistas, e os ensinassem aos trabalhadores.

      A F.O.R.A. nasce cerca de 4 anos antes com a designação inicial de F.O.A. (Federación Obrera Argentina) com a participação de 50 delegados trabalhadores, socialistas e anarquistas, representando cerca de trinta associações de trabalhadores da capital argentina e do interior do país. No entanto, no congresso do ano seguinte as divergências de pontos de vista entre socialistas e anarquistas revelaram-se inconciliáveis separando-se, vindo então a corrente anarquista a constituir a F.O.R.A. no seu quinto congresso de 1905, num dia como o de hoje, mantendo a sua visão comunista-anarquista.

      A F.O.R.A. chegou a ter 250 mil membros. Em 1909 dá-se uma nova cisão de acordo com as duas distintas visões nascidas, passando a existir a FORA do 9º congresso (reformista) e a FORA do 5º Congresso (fiel ao ideal libertário).

      Abaixo podes ver uma imagem do 5º congresso e um carimbo da Federação.

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