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Archive for Abril 2010

      «A palavra é tempo, o silêncio é eternidade.»

      Maurice Maeterlinck (1862-1949)

      Dramaturgo e ensaísta belga. Recebeu o prémio Nobel de Literatura em 1911.

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      O Movimento para a criação do Partido Pirata Português (PPP) encontra-se em fase de angariação das 7.500 assinaturas necessárias para poder tornar-se um partido político.

      Este Movimento (futuro partido) pretende encabeçar em Portugal a luta pela livre partilha de ficheiros “online”.

      Os membros do movimento explicam que estão a ultimar o seu manifesto e os seus estatutos, afirmando estar para “muito breve” a conclusão dos mesmos.

      Atualmente o movimento conta com 230 membros registados no seu fórum de discussão.

      Os membros acreditam que “apesar de não registados, ou não “piratas”, os apoiantes da causa do PPP são certamente a maior parte dos portugueses e, principalmente, as vítimas diárias (…) do sistema de patentes e da legislação sobre os direitos de autor”.

      Na luta pela defesa do “download”, organizam-se em vários grupos de trabalho procurando dar apoio àqueles que já se encontram mais sensibilizados para “os ataques” aos assuntos que defendem.

      A ação passará depois, quando estiver finalizado o manifesto do partido, por uma campanha massiva para recolha de assinaturas e a procura de um “impacto maior na sociedade em geral”.

      O movimento surgiu numa tentativa de “importar” para território nacional da ideia original do Partido Pirata Sueco, que já conta com assento parlamentar, e começou com a criação de um fórum em 2007.

      Atualmente a colaboração com as organizações internacionais “é feita em grande parte com recurso a fóruns online de discussão de ideias e troca de experiências”, explica o PPP, acrescentando que o “primeiro passo para estabelecer uma base comunicativa mais sólida foi dado nos dias 16 a 18 de abril últimos, com a conferência do Partido Pirata Internacional” – onde foram discutidos e aprovados os estatutos desta organização e eleitos os membros do conselho diretivo.

      Mais info em: http://partidopiratapt.eu/

      Na próxima sexta-feira, dia 30 de Abril, pelas 20H30 (hora de Portugal continental) realizar-se-á a apresentação da Federação de Estudantes Libertários.

      A apresentação decorrerá no Centro de Cultura Libertária, situado na Rua Cândido dos Reis, nº. 121, 1º Dto, em Cacilhas, Almada (Portugal).

      A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. Deste modo, asseguram-se que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todos os envolvidos.

      Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

      Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier.

      Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de atividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

      Para mais info vê http://www.fel-web.org

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      «Um homem só deve falar, com impecável segurança e pureza, a língua da sua terra, todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro.

      Na língua verdadeiramente reside a nacionalidade e quem for possuindo com crescente perfeição os idiomas da Europa, vai gradualmente sofrendo uma desnacionalização. Não há já para ele o especial e exclusivo encanto da fala materna, com as suas influências afectivas, que o envolvem, o isolam das outras raças; e o cosmopolitismo do Verbo irremediavelmente lhe dá o cosmopolitismo do carácter. Com cada idioma alheio que assimila, introduzem-se-lhe no organismo moral modos alheios de pensar, modos alheios de sentir.»

      Extracto/Citação de Eça de Queirós, Escritor português (1845-1900), in ‘A Correspondência de Fradique Mendes’

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      «É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão.»

      Agostinho da Silva  – in “Considerações”

      Filósofo/Poeta/Ensaísta (1906-1996)

      Português (porque cá nasceu e morreu) e também Brasileiro (porque lá viveu e deixou obra)

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      A última revolução ocorrida em Portugal, foi a Revolução do 25 de Abril de 1974, também conhecida como a Revolução dos Cravos, sendo uma original e calma revolução levada a cabo por um grupo de militares que, num só dia, sem resistência de relevo, derrubaram 50 anos de ditadura, trazendo a liberdade para o povo português e para os povos dos países africanos e asiáticos que na altura eram colónias portuguesas.

      O 25 de Abril é também chamado de Dia da Liberdade, por ter libertado o povo do peso do regime autoritário fascista.

      A revolução tem início com a passagem de duas canções em duas emissoras de rádio, canções essas que constituíam o sinal para o início das operações.

      Rapidamente os militares revoltosos obtiveram a adesão do povo que espontaneamente saiu à rua apoiando o golpe de estado comemorando até a libertação, antes mesmo dela estar concluída, chegando mesmo a estorvar aos militares que pontualmente tiveram que pedir à população entusiasta que se afastasse para os deixar concluir a revolução.

      Apesar das várias versões para a origem dos cravos na revolução, certo é que espontaneamente surgiram cravos na população e nos militares, que os colocaram nos canos das espingardas e nas lapelas dos casacos, assim colorindo de vermelho a revolução sem sangue.

      Vê Vídeo de reportagem televisiva da revolução em directo nas ruas de Lisboa. O cerco ao Quartel do Carmo.

      O vídeo abaixo tem a canção hino da Revolução, a Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.

      O vídeo abaixo tem o próprio Zeca Afonso cantando “A Morte Saiu à Rua”.

      O vídeo abaixo tem o próprio Zeca Afonso cantando “Os Vampiros”.

      No vídeo abaixo Zeca Afonso canta “Venham mais Cinco”.

      No vídeo abaixo visualizamos curtas entrevistas a Zeca Afonso, Maria de Medeiros, galegos diversos, Otelo Saraiva de Carvlaho e, por fim, canta Vitorino a canção do Zeca “Traz Outro Amigo Também”, canção que esteve para ser a escolhida como sinal de arranque das tropas em vez da “Grândola”

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      «Os cordeiros que vão ao matadouro nada dizem e nada esperam. Mas ao menos eles não votam no açougueiro que os matará, e no burguês que os comerá. Mais besta que as bestas, mais ovino que os ovinos, o eleitor elege seu açougueiro e escolhe seu burguês. Revoluções foram feitas pela conquista desse direito.»

      Octave Mirbeau (1848-1917)

      Greve de Eleitores (1888)

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