Sabe Mais

Archive for Abril 2011

      Mais do mesmo. Mais ópio para o povo. Depois do casamento, eis que para este fim-de-semana temos a beatificação um indivíduo religioso morto.

      À cidade-estado do Vaticano estão a chegar milhares de pessoas para a beatificação do cadáver do anterior chefe religioso cristão e esperam-se cerca de 3 a 4 milhões de indivíduos.

      Para além dos crentes, o Vaticano espera 87 delegações oficiais de países, incluindo 16 chefes de Estado, como o da Itália, da Polónia e do Zimbabwe (Robert Mugabe). De Portugal vai o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, acompanhado pelo embaixador de Portugal junto do Vaticano. Também marcam presença, em representação da União Europeia, Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu; Jerzy Buzek, presidente do Parlamento Europeu, e o português Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia. Do mundo lusófono chegam ainda os vice-presidentes de Angola e do Brasil, respetivamente Fernando da Piedade Dias dos Santos e Michel Temer, para além do presidente do Parlamento de Timor-Leste, Fernando de Araújo.

      É óbvia a confusão, a mistura e a não separação da governação dos Estados com a governação dos crédulos. Porquê? Porque os governantes dos Estados anseiam conseguir governar de forma tão perfeita os seus povos como os chefes religiosos governam as mentes atrofiadas dos seus crentes.

      Foi ontem anunciado que um grupo composto por 70 pessoas de nacionalidade belga vão processar nos tribunais o Vaticano e a Igreja Belga, por terem sido abusadas sexualmente por padres. A queixa será formalizada dentro de duas semanas.

      O caso de abusos sexuais de membros da Igreja Católica belga foi conhecido no ano passado quando o bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, foi forçado a resignar, após confessar ter abusado do seu jovem sobrinho durante 13 anos. Na sequência desta notícia, centenas de vítimas de abusos sexuais semelhantes vieram a público contar as histórias pessoais, que datam de há décadas.

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      Após dias e dias de bombardeamento opioso pelos meios de comunicação de massas, com os preparativos do casamento na Grã-Bretanha, eis que hoje, por fim, ejacula o ansiado ato de estupidificação massiva.

      Ao ato compareceu ainda, sem convite algum, um grupo de corajosos e livres companheiros anarquistas com o propósito de se manifestarem contra a tal estupidificação e alertar o povo entorpecido para a existência da sua própria vida, autónoma e livre, sem dependências narcóticas como aquela a que assistiam.

      O grupo foi, no entanto, detido, quando, na Praça Soho (Londres), se preparavam para a manifestação, após a interpelação, pela polícia, de um companheiro que cantava a célebre canção dos “Beatles” “Yellow Submarine” mas com a letra adaptada e refrão que dizia: “Vivemos todos num regime fascista…”

      Pelas 12H45, já se encontravam detidos 43 companheiros, cujas detenções foram efetuadas fora do cordão de segurança que rodeava o recinto do ato. Para além destas detenções, já haviam sido efetuadas, pelo menos 21 rusgas “preventivas” às casas okupadas das cidades de Londres e Hove.

      Ontem à noite a polícia deteve também o companheiro Charlie Veitch, bem conhecido da polícia, detenção que ocorreu sob a alegação de que estaria a organizar uma perturbação da cerimónia. A companheira de Veitch, Silkie Carlo, esclareceu que ele apenas planeava realizar alguns “comentários irónicos” através de um megafone. A polícia realizou em casa de ambos uma busca infrutífera. Carlo comentou que “isto torna-nos [a Grã-Bretanha] iguais à China”.

      Os detidos não foram acusados de nada e, após o vomitivo ato, foram libertados, impondo-lhes apenas uma condição: não voltarem durante o resto do dia de hoje à zona de Westminster.

      O aparato policial mobilizado para o local incluía 5.000 agentes, dos quais um milhar constituía uma força de reação rápida. As agências noticiosas referem cerca de um milhão de pessoas a assistir à passagem dos noivos num percurso de dois quilómetros, entre ao Palácio de Buckingham e a Abadia de Westminster.

      Assim, não foi possível concretizar qualquer tipo de ação com segurança em face do grande aparato policial presente que veio perturbar a necessária ordem que se pretendia estabelecer.

      As revoltas populares no mundo árabe contra os pesados e antigos governos despóticos não param, pois ao povo submisso um dia esgota-se-lhes a paciência e tomam a revolução nas suas mãos que, embora nuas de armas, têm um outro grande e maior poder: o poder da união; o poder do povo unido e determinado. É com essa poderosa arma de destruição maciça que destroem maciçamente governos e mudam a face dos países com ventos de liberdade, vencendo a força bruta dos poderes musculados com a polícia, os exércitos e a religião, apesar do povo simples só ter como arma a sua voz e vontade e, às vezes, uma pedra arrancada do chão.

      No Iémen, o presidente Ali Abdullah Saleh acaba de afirmar que deixará a presidência daquele país, presidência que ocupa há 32 anos, devido às manifestações populares que ocorrem há 4 (quatro) meses no país.

      Na Síria foi agora revogado o “estado de emergência” que vigorava no país há 48 anos. Atenção que o estado de emergência (ou estado de exceção ou estado de sítio) é um estado excecional decretado pelo governo de um país no qual as liberdades do povo ficam muito reduzidas, com legislação forte que suspende todas as garantias constitucionais dos indivíduos. O estado de emergência perdura por períodos de tempo necessariamente curtos, com vista à proteção do Estado contra alguma concreta agressão do mesmo. Na Síria parece que o Estado estava a ser agredido há 48 anos e que agora, com os protestos do povo na rua, deixou de estar. É o absurdo dos fascistas, pois seria agora que o estado de emergência deveria ser decretado, pois aqueles que o podem decretar estão em risco e estão nesse risco porque o decretaram durante 48 anos, tanto tempo durante o qual cercearam a liberdade daquele povo que tão pacientemente aguentou as bestas fascistas.

      As bestas morrem, lenta ou rapidamente, mas morrem!

  • In: SabeMais
  • Comentários Desativados em Xadrez: Disciplina Escolar Obrigatória

          Todas as crianças a partir dos 6 anos terão aulas obrigatórias de xadrez nas escolas, pois o governo da Arménia acredita que estas aulas vão estimular o desenvolvimento intelectual das crianças.

      Esta obrigatoriedade vai obrigar o governo arménio a investir mais de 1 milhão de euros para ensinar a modalidade a todas as crianças.

      Afirmam que esta medida vai ser colocada em prática porque existem vários estudos que comprovam que o xadrez desenvolve a inteligência e o raciocínio e que os estudantes que praticam a modalidade têm melhores notas na escola.

      Um dos estudos referidos é um que durante dois anos foi realizado nos Estados Unidos pelo mestre Stuart Marguilies, em crianças do ensino básico, e que veio demonstrar que a aprendizagem do xadrez melhorou os resultados dos exames das crianças, além de ter melhorado ainda o desempenho na leitura.

      A Arménia tem também uma relação muito especial com a prática do xadrez, que se encontra muito difundida e que é tão seguida como noutros países o é, por exemplo, o futebol.

      A Arménia tem 3,2 milhões de habitantes e tem grandes mestres de xadrez, já tendo derrotado jogadores de países como a Rússia, China e Estados Unidos.

      A seleção nacional de xadrez da Arménia venceu a medalha de ouro das Olimpíadas Internacionais em 2006 e em 2008.

      Uma investigação científica levada a cabo na Nova Zelândia vem indicar que as baleias corcundas, também conhecidas como baleia-jubarte, baleia-preta, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa (Megaptera novaeangliae), navegam milhares de quilómetros durante semanas, de forma tão precisa, numa linha reta, como se tivessem sistema GPS.

      O coordenador da investigação, Travis Horton, da Universidade de Canterbury, disse que os cetáceos são “surpreendentemente precisos” na sua navegação, não se desviando do seu percurso em mais de um grau de azimute.

      A capacidade de navegar em linha reta é partilhada por outros animais marinhos, como os tubarões ou os pinguins, mas o que distingue estas baleias, objeto do estudo, é a capacidade de manterem o rumo durante enormes distâncias e tempo, com elevada precisão.

      Travis Horton e a sua equipa seguem 16 baleias desde 2003, utilizando tecnologia via satélite, cobrindo as vias migratórias de mais de 6000 Km.

      Os cientistas acreditam que as baleias utilizem uma combinação de campos magnéticos da Terra e a posição do Sol ou de outros corpos celestes para se orientarem, tal como o fazem muitos outros animais, no entanto, certezas ainda não as há. O estudo ainda não pôde concluir como estes animais são tão precisos na navegação apesar de estarem sujeitos às correntes marinhas e diversas variações meteorológicas.

      Nestes oito anos de investigação os cientistas comprovaram ainda que são várias as vias de navegação utilizadas pelas baleias, seguindo estas distintas vias, desconhecendo-se também como é que as baleias têm conhecimento destas vias migratórias, se se transmitem de geração em geração ou se correspondem a alguma variação dos campos magnéticos terrestres, variações hormonais, ou qualquer outro fator.

      A última revolução ocorrida em Portugal, foi a Revolução do 25 de Abril de 1974, também conhecida como a Revolução dos Cravos, sendo uma original e calma revolução levada a cabo por um grupo de militares que, num só dia, sem resistência de relevo, derrubaram 50 anos de ditadura, trazendo a liberdade para o povo português e para os povos dos países africanos e asiáticos que na altura eram colónias portuguesas.

      O 25 de Abril é também chamado de Dia da Liberdade, por ter libertado o povo do peso do regime autoritário fascista.

      A revolução tem início com a passagem de duas canções em duas emissoras de rádio, canções essas que constituíam o sinal para o início das operações.

      Rapidamente os militares revoltosos obtiveram a adesão do povo que espontaneamente saiu à rua apoiando o golpe de estado e comemorando até a libertação, antes mesmo dela estar concluída, chegando mesmo a estorvar os militares que pontualmente tiveram que pedir à população entusiasta que se afastasse para os deixar concluir a revolução.

      Apesar das várias versões para a origem dos cravos na revolução, certo é que, espontaneamente, surgiram cravos na população e nos militares, que os colocaram nos canos das espingardas e nas lapelas dos casacos, assim colorindo de vermelho a revolução sem sangue.

      Vê o vídeo de reportagem televisiva da revolução em direto nas ruas de Lisboa. O cerco ao Quartel do Carmo.

      O vídeo abaixo tem a canção hino da Revolução, a Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.

      O vídeo abaixo tem o próprio Zeca Afonso cantando “A Morte Saiu à Rua”.

      O vídeo abaixo tem o próprio Zeca Afonso cantando “Os Vampiros”.

      No vídeo abaixo Zeca Afonso canta “Venham mais Cinco”.

      No vídeo abaixo visualizamos curtas entrevistas a Zeca Afonso, Maria de Medeiros, galegos diversos, Otelo Saraiva de Carvalho e, por fim, Vitorino que canta a canção do Zeca: “Traz Outro Amigo Também”, canção que esteve para ser a escolhida como sinal de arranque das tropas em vez da “Grândola”

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      Para o “capitão de Abril” Otelo Saraiva de Carvalho bastam 800 militares para derrubar um governo, mas, acredita que «um novo 25 de Abril» só deverá acontecer com a perda de direitos dos militares.

      Em entrevista, a propósito do livro recém-lançado “O dia inicial”, que conta a revolução do 25 de Abril «hora a hora», Otelo reconhece que, ao contrário da sociedade em geral, os militares não têm demonstrado grande indignação pelo estado do país.

      Justifica: «Os militares pertencem à classe burguesa, estão bem, estão bem instalados, têm o seu vencimento, vão para fora e ganham ajudas de custo, são voluntários e os que estão reformados ainda não viram a sua reforma diminuída». Mas, na perspetiva deste obreiro da “revolução dos cravos”, «a coisa começará a apertar, no dia em que os militares perderem os seus direitos» e «se isso acontecer, é possível que se criem as tais condições necessárias para que haja um novo 25 de Abril».

      Otelo Saraiva de Carvalho lembrou que o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por «razões corporativistas», nomeadamente quando «os militares de carreira viram-se de repente ultrapassados nas suas promoções por antigos milicianos que, através de um decreto-lei de um governo desesperado por não ter mais capitães para mandar para a guerra colonial, permite a entrada desses antigos milicianos».

      Otelo lembra que, «quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reacção foi o movimento de capitães», que culminou no derrube de um regime com 48 anos.

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