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Archive for Novembro 2009

«I know not what tomorrow will bring.»

    Nota escrita, em inglês, por Fernando Pessoa no dia anterior à sua morte (Tradução: “Não sei o que o futuro me reserva ou o que o amanhã me trará.”)

Foi num dia assim, como o de hoje, corria o ano de 1935 (há 74 anos) que morria aquele que é considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa.

    Fernando Pessoa (13-06-1888 – 30-11-1935)

    Há cinco anos atrás uma fábrica de confecções situada na vila dos Arcos de Valdevez (Norte de Portugal) que aí já laborava há cerca de 15 anos entrou numa suposta “crise” anunciada pelos patrões alemães, colocando em perigo os 89 postos de trabalho que detinha.
    Precisamente num dia como o de hoje, 29 de Novembro do ano de 2004, as 89 trabalhadoras da fábrica de confecções apercebem-se que, já fora do horário laboral, os patrões estão a retirar as máquinas da fábrica e que pretendem afinal a deslocalização da fábrica para a República Checa.
    As trabalhadoras mobilizaram-se de imediato e impediram que os patrões levassem a cabo a retirada das máquinas.
    A partir daquele dia as trabalhadoras montaram vigílias nocturnas nas instalações da fábrica, revezando-se durante longos meses, de forma a impedir a retirada das máquinas.
    Os patrões nunca mais foram vistos e os trabalhadores continuaram a trabalhar normalmente, sem entidade patronal, por estar desaparecida.
    Alguns meses depois as trabalhadoras conseguiram que os patrões, dois empresários alemães, lhes vendessem a fábrica em troca dos ordenados, tendo formalizado a venda por tão-só um euro.
    Desde então a fábrica nunca mais parou de laborar, é autogestionada pelas trabalhadoras, manteve todos os postos de trabalho e, pasme-se, veio a admitir mais trabalhadores, mantendo actualmente 115 trabalhadores e, pasme-se de novo, tendo triplicado, isto é, aumentado três vezes mais, a facturação da fábrica.
    Conceição Pinhão, a trabalhadora-administradora diz que 90 por cento da produção se destina à exportação e com a actual crise de 2008/2009, a produção ressentiu-se um pouco mas estando já a trabalhar em pleno.
    Não houve necessidade de despedimentos, reestruturações, suspensões, etc.
    Conceição diz «Hoje, voltaria a fazer tudo de novo, não estou arrependida de nada. Queriam-nos deixar de mãos a abanar, atirar 90 pessoas para o desemprego, mas não conseguiram».
    Aqui ficam os contactos:
    A fábrica chama-se: “Afonso, Produção de Vestuário, Lda.”, a trabalhadora-administradora é a já citada Maria da Conceição Pinhão (foto abaixo), situa-se na Zona Industrial de Paçô, Lote 11, em Arcos de Valdevez (Código Postal: 4970-249), Telefone: (+351)2858480060, Fax: (+351)258453095, email: cadafonso@mail.telepac.pt
    e fabrica todo o tipo de vestuário.


Hoje comemora-se o Dia da Independência da República Democrática de Timor-Leste, um dos países mais jovens do Mundo.

    O território foi colónia portuguesa até 1975 altura em que se tornou independente e foi invadido e ocupado pela Indonésia, apenas 3 dias após a sua independência.

Os grupos que lutavam durante a ditadura portuguesa pela libertação de Timor passaram a lutar pelo mesmo motivo agora contra a ditadura indonésia.

    Em 1999 foi realizado um referendo no qual 80% do povo timorense optava pela independência.

A capital é Dili, as línguas oficiais são o Português e o Tétum, tendo Timor pouco mais de 1 milhão de habitantes.

    “A Escravidão Moderna” (“De La Servitude Moderne”) é um filme de 52 minutos complementado por um pequeno livro de 25 páginas, ambos disponíveis gratuitamente no sítio que abaixo se indica e em 4 línguas: Francês, Inglês, Castelhano e Italiano.

Jean-François Brient, coadjuvado por Victor León Fuentes conceberam e disponibilizaram estas duas obras em:
http://www.delaservitudemoderne.org

    Entras, escolhes a língua e vês ou descarregas o livro (em ficheiro pdf) e o filme mas o filme está também inserido abaixo, no fim deste artigo.

Nestas obras alerta-se para o facto de existirem escravos modernos neste denominado sistema mercantil totalitário que os esconde sob formas diversas de mistificação que ocultam essa condição servil.

    Considera o autor que neste imenso campo de batalha de guerra civil mundial, a linguagem constitui uma das nossas armas, pelo que deve ser usada com correcção, chamando as coisas pelos seus nomes próprios, daí denominações como a de “escravos”, “sistema mercantil totalitário”, “guerra civil mundial”, etc.
    «A Escravidão Moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela massa de escravos que se arrastam à face da Terra. Eles próprios compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles próprios procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é concedido se demonstrarem estar suficientemente amansados. Eles próprios escolhem os amos que querem servir.

Para que esta tragédia absurda possa ter lugar foi necessário despojar esta classe da consciência da sua exploração e alienação.
Eis aqui a estranha modernidade da nossa época.

    Da mesma forma que os escravos da antiguidade, que os servos da Idade Média e que os operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia em frente de uma classe totalmente escravizada, só que não o sabe, ou melhor; não quer saber.

Eles ignoram a rebelião que deveria ser a única reacção legítima dos explorados. Aceitam, sem discussão, a vida lamentável que lhes foi planeada. A renúncia e a resignação são a fonte da sua desgraça.

    Mostrar a realidade tal como é e não como a apresenta o poder, constitui a subversão mais genuína.
    Só a verdade é revolucionária.»

Extracto de “De La Servitude Moderne” de Jean-François Brient, seleccionado e traduzido por Anarquinfo.

    Vê o Filme seguindo o “link” abaixo:

Vê abaixo a curta-metragem da campanha “LA TIERRA ES NUESTRA” da organização ACSUD.

    Esta campanha tem por objectivo dar a conhecer a realidade dos povos indígenas, denunciando os ataques que sofrem os seus territórios e os seus recursos naturais ao mesmo tempo que mostra as alternativas que põem em movimento para a sua defesa e autogestão sustentável.

No próximo dia 29 de Novembro, os Suiços irão votar em referendo se concordam ou não com a interdição das licenças de exportação de armas e material de guerra.

Foi esta tarde lançado, quando eram as 16H49 em Portugal continental, o foguetão russo “Proton”, desde o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, transportando a bordo o satélite europeu “Eutelsat W7” que começará a funcionar em Janeiro de 2010.

    O satélite de comunicações europeu separar-se-á do foguetão amanhã.

Este foguetão já deveria ter sido lançado ontem mas desentendimentos entre a Rússia e o Cazaquistão motivaram o adiamento. O Cosmódromo de Baikonur situa-se no Cazaquistão e está arrendado à Rússia que ainda não possui uma plataforma de lançamento de aparelhos espaciais no seu território.

    Este satélite Eutelsat W7 é o mais potente de todos os anteriormente lançados e vai permitir duplicar os serviços de telecomunicações prestados, designadamente, levando a televisão digital à Rússia e à África do Norte, alargando ainda o mercado de vídeo e telecomunicações na Europa, Ásia, África Central e Médio Oriente.

Vê o lançamento no vídeo abaixo, bastando com ver o primeiro minuto, porque depois apenas se vê um ponto de luz no céu.


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