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      Num dia como o de hoje (28 de agosto) mas de 1963 (há 49 anos), terminava em Washington (EUA) a grande marcha pela igualdade dos direitos cívicos, com cerca de 200 mil pessoas, onde Martin Luther King profere o seu famoso discurso intitulado: “I Have a Dream” (Eu tenho um sonho).

      «A liberdade nunca é voluntariamente cedida pelo opressor; deve ser exigida pelo oprimido.»

      Martin Luther King (1929-1968)

      Foi um dos mais importantes e incontornáveis líderes mundiais do movimento dos direitos civis, especialmente dos negros nos Estados Unidos, com uma campanha de não-violência e de amor ao próximo. King era seguidor da ideia lançada por Gandhi da desobediência civil não violenta.

      Acertadamente previu que as manifestações organizadas e não violentas contra o sistema de segregação predominante no sul dos Estados Unidos, apesar de atacadas de modo violento pelas autoridades racistas, detinham uma ampla cobertura dos meios de comunicação de massas, o que permitia criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis e assim orientou a sua luta, acendendo o debate acerca dos direitos civis e tornando-o até o principal assunto político nos Estados Unidos a partir do começo da década de 1960.

      Organizou e liderou marchas pelo direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos. A maior parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à lei geral dos EUA com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).

      O protesto não violento irritava as autoridades racistas dos locais onde se davam os protestos e, invariavelmente, tais autoridades, retaliavam sempre de forma violenta.

      Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou no seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis.

      Dezoito anos depois da sua morte, em 1986, foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King (sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King). Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

      Luther King foi a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz, em 1964, pouco antes de seu assassinato.

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      Cerca de 200 mineiros, de capacete na cabeça e lanternas acesas, chegaram a Madrid, após dois meses de greve, 19 dias de caminhada em que percorreram mais de 400 Km, formando a “marcha negra” sobre a capital espanhola.

      Em frente à sede do Governo espanhol, gritaram: “Se isto não se resolve, guerra, guerra!”

      A marcha era composta por dois grupos de mineiros, uma coluna vinda do Norte (das Astúrias e León) e outra vinda do Sul (de Aragão).

      “Se fecharem as minas não teremos mais nada”, disse Francisco Martim, mineiro de 35 anos.

      “Devemos fazer o Governo tomar consciência de que as localidades mineiras devem sobreviver”, disse António Risco, de 52 anos, 22 deles passados no fundo da mina.

      Os mineiros saíram à rua para protestar contra o corte, por parte do Governo, do financiamento à indústria do carvão, que já este ano rondará os 63%, de 301 milhões de euros para 111 milhões de euros, mas para além deste corte, e por decisão de Bruxelas, o apoio ao setor mineiro deve terminar em 2018, o que, segundo vários sindicatos espanhóis, irá pôr em causa cerca de 30 mil empregos, direta ou indiretamente.

      Jorge Garcia, de 42 anos, acabados de fazer na estrada, está há 17 anos numa mina em Laciana, León e, em entrevista ao jornal espanhol “El Mundo”, criticou os cortes ao setor mineiro, dizendo: “O trabalho é duro, mas é a única opção que temos nos sítios onde vivemos. Se fecharem as minas vão desaparecer muitas povoações”. Também contesta quem diz que os mineiros usufruem de vários privilégios: “Ganhar 1000 a 1300 euros por mês por um trabalho de nove horas em condições duríssimas é um privilégio? E a reforma aos 45 anos tem uma justificação, o corpo não aguenta mais”.

      À chegada a Madrid os mineiros obtiveram o apoio e a junção de milhares de pessoas e, bem assim, da polícia que causou, com a sua intervenção, 73 feridos, destes sendo 40 manifestantes e 33 polícias.

      Há 20 dias que os mineiros das Astúrias (província espanhola) ocupam as minas e barricam estradas, enfrentando a polícia com originais armas de sua própria construção, como os “rockets” que lançam usando tubos metálicos e foguetes pirotécnicos.

      Os cortes de estradas ocorrem em estradas nacionais e autoestradas, não conseguindo a polícia desbloqueá-las dada a grande força de enfrentamento dos mineiros.

      Os cortes nas linhas ferroviárias ocorrem de igual modo e, tendo sido desbloqueada a barricada e reposta a circulação, logo cortaram a linha elétrica, o que obrigou a novo corte de circulação.

      Os mineiros invadiram ainda o Congresso dos Deputados, vestidos de camisolas negras, protesto que foi aplaudido pelos deputados da oposição e obrigou à suspensão dos trabalhos do plenário.

      Os mineiros protestam pelo plano de fecho de todas as minas de carvão que está a ser implementado até ao ano de 2019, altura em que todas as minas deverão estar encerradas. As minas de extração de carvão são o principal empregador das Astúrias, sem elas a população não terá emprego.

      Nos últimos dias, várias sedes do Partido Popular (que atualmente governa em Espanha) foram atacadas na região das Astúrias, tendo sido deixado um saco de carvão.

      A greve dos mineiros é por tempo indeterminado.

      Estão em risco 25 mil postos de trabalho (diretos e indiretos).

      O protesto dos mineiros espanhóis, estimados em cerca de 8.000, iniciou-se no final de maio, com uma manifestação em Madrid.

      Ontem, enquanto a polícia tentava desbloquear uma estrada, os mineiros enfrentaram a polícia, resultando em quatro polícias que tiveram de receber tratamento hospitalar, com diagnóstico reservado.

      Sante Gerónimo Caserio (1873-1894), foi um anarquista italiano que apunhalou e matou o presidente francês, com um único golpe.

      Sante mandou fazer um punhal de propósito para o ato, com cabo em cobre e listras intercaladas de veludo negro e vermelho.

      Em junho, após um banquete, dirigindo-se o presidente francês, em carruagem aberta, a um baile de gala, Sante saltou para a carruagem e, de um só golpe, apunhalou o presidente, cravando-lhe o punhal entre o pescoço e o peito.

      No julgamento, Sante, veio a ser condenado à pena de morte, por guilhotina, tendo recebido o veredicto com um grito de “Viva a Revolução”.

      As suas últimas palavras no tribunal foram:

      «Se os governantes podem usar contra nós espingardas, correntes e prisões, nós devemos; nós os anarquistas, para defendermos nossas vidas, devemos nos ater às nossas premissas? Não. Pelo contrário, a nossa resposta aos governantes será a dinamite, a bomba, o estilete, o punhal. Numa palavra, temos que fazer todo o nosso possível para destruir a burguesia e o governo.»

      No cadafalso, segundos antes de morrer, Caserio gritou à multidão que assistia: «Coraggio compagni e viva l’Anarchia.» (Coragem Companheiros e viva a Anarquia [o Anarquismo]).

      Tinha 22 anos de idade.


      Começa hoje em diversas cidades europeias, e também um pouco por todo o Mundo, a segunda volta dos movimentos dos “indignados” que há um ano acampavam e ocupavam as praças principais das também principais capitais europeias e do Mundo.

      O movimento denomina-se “Primavera Global” e está confirmado para decorrer em mais de 250 cidades em todo o mundo, incluindo sete cidades portuguesas, todos em protesto contra a crise e as medidas de austeridade.

      O movimento reclama uma “democracia real”, mais justiça social, distribuição da riqueza e ética pública, entre outras questões.

      Em Portugal, onde a manifestação de 12 de Março de 2011 da «geração à rasca» inspirou as concentrações em Espanha no mesmo ano, os desfiles, debates e assembleias populares vão realizar-se em Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Lisboa, Évora e Faro.

      Na Grécia, onde a população está sujeita a drásticas medidas de austeridade e onde ainda se espera a formação de um novo governo, está prevista uma concentração na Praça Sintagma (Praça da Constituição) frente ao Parlamento, organizada pelo Fórum Ágora de Atenas.

      Em Espanha, os «indignados» têm previstas manifestações, reuniões e assembleias em diversas cidades do país, destacando-se a concentração marcada para hoje na praça Puerta del Sol em Madrid, onde no dia 15 de Maio de 2011 começou um acampamento de protesto e que deu origem ao movimento 15M e que juntou milhares de pessoas.

      Na Alemanha, em Berlim, os manifestantes vão tentar formar uma estrela de cinco pontas que parte depois para cinco pontos da cidade vindo mais tarde a reagrupar-se na Fonte de Neptuno, em Alexanderplatz e estão ainda marcadas manifestações em Dusseldorf, Frankfurt, Munique, Hannover, Gotinga, Erfurt e Bochum.

      Em França, a manifestação dos indignados tem como mote: «Um vento de indignação corre por todo o mundo». No centro de Paris, onde os manifestantes já difundiram a mensagem de que «votar não basta» vão realizar-se assembleias e debates sobre educação, saúde, meios de comunicação social e justiça.

      No Reino Unido, o movimento “Occupy London” convocou para a Praça de S. Paulo, na city londrina uma manifestação que vai percorrer toda a zona onde estão localizadas instituições bancárias que, de acordo com os «indignados britânicos», constituem um por cento da população que provocou a crise económica e que continua a beneficiar da atual situação. O movimento londrino apelou aos simpatizantes para levarem tendas e assegurou que os métodos de protesto vão ser «pacíficos e criativos».

      Na Irlanda, o grupo “Real Democracy Now Ireland” convocou manifestações em Dublin e em Cork e está a pedir, através das redes sociais, a ocupação pacífica das ruas durante uma jornada que vai decorrer sob o lema «Não somos nem propriedade dos políticos nem dos banqueiros».

      Em Itália, os «Indignados» convocaram uma manifestação em Roma a que chamam “Olimpíada dos Direitos”, junto às ruínas do Coliseu onde vai realizar-se uma assembleia e debates de reflexão sobre o estado da democracia e o estado da economia.

      Na Europa Central e de Leste estão planeadas concentrações, hoje, nas principais praças de Viena, Budapeste, Bratislava, Bucareste, Belgrado e Sofia.

      Nos Estados Unidos, há marchas previstas em Detroit, Chicago e Nova Iorque, cidade onde em 2011 mais de 10.000 pessoas se manifestaram nas ruas do centro financeiro exigindo que a banca pagasse a crise que ela própria provocou.

      Em Portugal, iniciou-se esta tarde, pouco depois das 15H00, uma marcha protesto, em Lisboa, com centenas de pessoas, percorrendo o percurso do Rossio ao Parque Eduardo VII, onde pretendem permanecer até à próxima terça-feira.

      Os manifestantes portavam cartazes com diversos apelos como: «Sê a mudança que queres ver no mundo» ou «A lutar vencemos; a precariedade não é solução».

      Mais info em: http://primaveraglobalpt.info

      Perante a crise do capitalismo e as suas medidas brutais sobre o mundo do trabalho, qual tem sido a resposta dos trabalhadores para se oporem a esta ofensiva?

      Tem sido a reivindicação do direito ao trabalho e as suas pequenas conquistas de benefícios próprios e particulares ao longo do tempo, mas sempre dentro do quadro capitalista, sem pôr em causa o sistema burguês de exploração.

      A luta e a resistência dos trabalhadores passa essencialmente por manifestações de desagrado, como as que hoje ocorrem (primeiro de maio) mas são, no entanto, insuficientes, ou mesmo inócuas, para travar a brutal ofensiva do capitalismo que procura resolver a sua crise à custa dos trabalhadores, para quem a tal crise é completamente alheia.

      Se alguns setores vêm contestando o sistema capitalista, a grande massa trabalhadora não o contesta, esperando que a resolução dos seus graves problemas de trabalho, de vida e de sobrevivência, ocorra dentro do próprio sistema capitalista.

      Devemos estar atentos, ativos e não na expetativa, aguardando por soluções caídas do céu ou da cabeça dos capitalistas. Dentro das nossas possibilidades, devemos participar nas lutas, grandes ou pequenas, intervindo e denunciando sempre o sistema capitalista, a sua exploração e as suas fabulosas falcatruas, incentivando os trabalhadores a não aceitarem, de forma alguma, esta ordem injusta que sempre (mais tarde ou mais cedo) a todos nos prejudica.


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      O Espaço-projeto “Es.Col.A” (Espaço Coletivo Autogestionado), no Porto, que havia sido ocupado há cerca de um ano, foi desocupado há cerca de uma semana (no passado dia 19) e eis que ontem, dia 25 de abril, voltou a ser ocupado.

      Cerca das 17:45 horas, centenas de pessoas rumaram à escola do Alto da Fontinha. Eram centenas de pessoas solidárias com o movimento Es.Col.A, a maioria a fazer uma ocupação pela primeira vez, e ultrapassaram as barreiras impostas pela polícia, cortaram os cadeados e reentraram nas instalações, gritando bem alto: «a Escola é nossa!»

      Para além dos ativistas ocupantes, as centenas de populares que participavam nas comemorações da Revolução do 25 de abril, não hesitaram em mostrarem-se solidários e ocupar a escola, seguindo os ativistas da Es.Col.A.

      Os ocupantes e cidadãos depois de quebrar os cadeados que impediam a entrada, retiraram as placas de metal que impediam o acesso ao espaço e hastearam uma bandeira preta. Entretanto, os populares, já dentro, no pátio, cantam, dançam e batem com testos de panelas.

      Esta reocupação do estabelecimento de ensino neste dia 25 de abril foi uma das medidas decididas num plenário realizado logo no dia seguinte ao do despejo.

      «A resistência não é um objetivo em si, é um meio para conseguir manter o projeto Es.Col.A. O importante é que a resistência foi necessária para garantir um espaço para servir a comunidade e as pessoas de fora», disse Johan Diels, um belga que emigrou para Portugal e participa no projeto do Es.Col.A desde o início da primeira ocupação, há 1 ano, e disse ainda que «Temos provavelmente de alterar o modelo de resistência para conseguirmos dar continuidade ao projeto Es.Col.A». Afirmou ainda que a quantidade de pessoas que compareceram excedeu todas as expetativas: «Acho que alguns dos elementos da organização ficaram assustados de forma positiva com esta gente que apareceu hoje».

      Mais info na ligação permanente da “Es.Col.A” na coluna dos “Sítios a Visitar”.


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