Sabe Mais

Posts Tagged ‘Investigação

      “Whale Song Project” é o nome da iniciativa que cientistas marinhos do Reino Unido e da América do Norte lançaram para contar com a ajuda de amantes da vida selvagem em descodificar sons emitidos por baleias.

      Tanto as baleias-piloto como as orcas têm repertórios sonoros complexos e os investigadores querem descobrir novas frases, sentidos e dialetos entre estes animais.

      Na “Whale Song Project”, pede-se aos participantes que estudem e comparem os diferentes sons de chamamentos feitos por famílias de baleias da mesma espécie em todo o mundo. Quem quiser ajudar terá assim de identificar padrões de ondas sonoras (espetrogramas) idênticas ou muito semelhantes e poderá repetir cada excerto de som para conseguir corresponder segmentos.

      Este novo projeto foi lançado pela revista “Scientific American” e pela organização “The Zooniverse”, mas é parecido com uma iniciativa anteriormente criada para descobrir novas galáxias com a ajuda de astrónomos amadores.

      Mais info em: http://whale.fm

      Até agora a maior velocidade conhecida era a da luz (definida em 299 792 458 metros por segundo, no vácuo). Tal velocidade sempre nos pareceu ser o limite do nosso conhecimento e constam da Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

      O centro Nacional de Investigação Científica (CNRS, sigla em francês) acaba de indicar que a velocidade da luz foi ultrapassada, embora ligeiramente, pela velocidade verificada nos neutrinos.

      Os neutrinos são partículas elementares da matéria, consideradas fantasma ou camaleão. O neutrino pode estar um milhão de vezes mais presente no universo do que cada um dos constituintes dos átomos, mas continua a ser incrivelmente difícil de detetar.

      O neutrino, que desde os anos 1960 intriga os físicos, é desprovido de carga elétrica, o que lhe permite atravessar paredes. A cada segundo, 66 mil milhões das suas partículas fantasmagóricas atravessam o equivalente a uma unha humana. No entanto, um neutrino emitido pelo Sol tem apenas uma hipótese em cem milhões de chegar à Terra.

      Emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, os neutrinos podem ser criados pela radioatividade dita beta, como a das centrais nucleares. Assim que um protão se transforma num neutrão (eletricamente neutro) ou um neutrão se transforma num protão, esta mutação sucede acompanhada pela emissão de um eletrão negativo ou positivo e de um neutrino (ou de um anti-neutrino).

      “A existência de um modelo que pudesse explicar porque o neutrino é tão pequeno, sem se dissipar, teria profundas implicações na compreensão do nosso universo: como era, como evoluiu, e como eventualmente, morrerá”, explicou António Ereditato, físico do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália.

      Caso seja confirmada esta medição por outras experiências, este “resultado surpreendente” e “totalmente inesperado” face às teorias formuladas por Albert Einstein poderá abrir “perspetivas teóricas completamente novas”, sublinha o CNRS.

      As medições efetuadas pelos especialistas desta investigação, a que se chamou Opera, concluíram que um feixe de neutrinos percorreu os 730 quilómetros que separam as instalações do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300 006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quilómetros por segundo à velocidade da luz.

      Pese embora a teoria de Albert Einstein estivesse tão bem confirmada, este exemplo vem uma vez mais chamar-nos a atenção para o facto da Ciência não ser nenhuma religião, pelo que as verdades que possui são-no apenas na época em que existem com os conhecimentos detidos mas sempre prontas a serem derrubadas por novas verdades, igualmente provisórias até que uma nova verdade se venha a comprovar. Einstein já deitara por terra as teorias de Newton, que também foram verdades inabaláveis, e agora, uma vez mais – e como sempre deve ser –, tudo parece indicar que as teorias de Einstein também cairão por terra.

      Uma equipa da Universidade de Liverpool, coordenada por um investigador português (João Pedro Magalhães), conseguiu a primeira sequenciação do genoma completo do Heterocephalus glaber, vulgarmente conhecido como rato-toupeira-nu, um animal que possui uma inusitada resistência à dor, às doenças – tal como o cancro – e à velhice, já que vive mais de 30 anos [considerada uma vida longa por comparação com outros roedores]., sendo o único mamífero capaz de reparar danos no seu ADN.

      Este roedor é normalmente encontrado no sul da Etiópia, Quénia e Somália e é famoso por ser o rato mais feio do mundo e viver em ambientes adversos. No entanto, as restantes características, que o distinguem dos demais, captaram a atenção da equipa coordenada pelo cientista português, especialmente pela sua longevidade e metabolismo, cujo trabalho gira em torno da genética do envelhecimento.

      É um animal com falta de sensação de dor na pele e tem um metabolismo muito baixo que lhe permite viver no subsolo, com níveis de oxigénio limitados.

      O cientista explica que “Dedicamo-nos à biologia e genética do envelhecimento e estamos, sobretudo, interessados no rato-toupeira pela sua longevidade. Vive mais de 30 anos e é um animal bastante pequeno” – o que o torna mais cativante, dada a relação entre o tamanho e a longevidade –, “por exemplo, mamíferos grandes, como as baleias e os elefantes, vivem muito mais tempo do que animais de volume menor, tal como os roedores”. O rato-toupeira-nu é uma exceção à regra e consegue ser mais pequeno do que um rato comum. Por todas estas razões, “temos um enorme interesse em estudar os mecanismos de envelhecimento e a sua enorme capacidade de resistência a doenças e ao cancro”.

      Concluiu o cientista que “A sua capacidade de reparação de danos de ADN e de resistência a doenças tem como objetivo final ser usada a favor dos seres humanos em doenças do envelhecimento, como Alzheimer e outras”.

      Uma investigação científica levada a cabo na Nova Zelândia vem indicar que as baleias corcundas, também conhecidas como baleia-jubarte, baleia-preta, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa (Megaptera novaeangliae), navegam milhares de quilómetros durante semanas, de forma tão precisa, numa linha reta, como se tivessem sistema GPS.

      O coordenador da investigação, Travis Horton, da Universidade de Canterbury, disse que os cetáceos são “surpreendentemente precisos” na sua navegação, não se desviando do seu percurso em mais de um grau de azimute.

      A capacidade de navegar em linha reta é partilhada por outros animais marinhos, como os tubarões ou os pinguins, mas o que distingue estas baleias, objeto do estudo, é a capacidade de manterem o rumo durante enormes distâncias e tempo, com elevada precisão.

      Travis Horton e a sua equipa seguem 16 baleias desde 2003, utilizando tecnologia via satélite, cobrindo as vias migratórias de mais de 6000 Km.

      Os cientistas acreditam que as baleias utilizem uma combinação de campos magnéticos da Terra e a posição do Sol ou de outros corpos celestes para se orientarem, tal como o fazem muitos outros animais, no entanto, certezas ainda não as há. O estudo ainda não pôde concluir como estes animais são tão precisos na navegação apesar de estarem sujeitos às correntes marinhas e diversas variações meteorológicas.

      Nestes oito anos de investigação os cientistas comprovaram ainda que são várias as vias de navegação utilizadas pelas baleias, seguindo estas distintas vias, desconhecendo-se também como é que as baleias têm conhecimento destas vias migratórias, se se transmitem de geração em geração ou se correspondem a alguma variação dos campos magnéticos terrestres, variações hormonais, ou qualquer outro fator.

      A revista científica norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences”, publica um estudo no qual se conclui que até 2050, mais de mil milhões de pessoas, isto é, 1.000.000.000, ficarão sem água potável, com maior incidência nas que vivem nas grandes cidades.

      Os cientistas afirmam que se a tendência atual da urbanização continuar, em 2050, cerca de 993 milhões de habitantes das cidades terão acesso a menos de 100 litros de água por dia para viver. Essa quantidade corresponde ao volume de um banho por pessoa e o consumo de 100 litros diários é considerado pelos analistas como o mínimo necessário a um indivíduo para as necessidades de bebida, alimentação e higiene.

      Os cientistas advertem ainda que se forem acrescentados os efeitos prováveis das mudanças climáticas, cerca de outros 100 milhões de pessoas não terão acesso a esse volume de água.

      De acordo com o estudo, atualmente cerca de 150 milhões de pessoas consomem menos de 100 litros diariamente mas um cidadão médio que viva nos Estados Unidos, consome aproximadamente 376 litros de água por dia.

      A revista científica “Oncogene”, acaba de publicar um estudo levado a cabo por um grupo de investigadores portugueses que descobriram um mecanismo que trava o crescimento e a capacidade invasiva das células tumorais, o que permitirá uma nova estratégia para o tratamento do cancro.

      Os investigadores explicam que o papel de um gene, o “LRP1B” trava o crescimento e a invasão das células tumorais, fazendo-o de “uma forma pouco convencional, isto é, remove os fatores do meio que circunda as células que, de outra forma, seriam cruciais para as células tumorais”, referem Paula Soares e Hugo Prazeres, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).

      De acordo com os investigadores, “esta descoberta revela-se particularmente interessante porque consubstancia um novo mecanismo de supressão de tumores e aponta uma nova estratégia para tratar o cancro”, uma vez que trava o funcionamento das células que desenvolvem a capacidade invasiva, capazes de penetrar nos tecidos vizinhos, destruindo-os, fazendo com que o tumor se espalhe.

      Os investigadores salientam que o impacto desta descoberta “pode ser significativo”, já que se perspetiva “que este mecanismo possa ser encontrado em vários tipos de cancro de grande incidência, incluindo o cancro do pulmão e do esófago”.

      A revista “Science” publica resultados de estudo que analisou mais de 6500 dentes fósseis de cavalos selvagens, alguns com mais de 55 milhões de anos, que confirmam a hipótese evolutiva da selecção natural de Darwin (Teoria da Evolução).

      Confirmou-se ainda a evolução do processo de adaptação de hábitos alimentares a novos ambientes provocados pelas alterações climáticas.

      A investigação analisou o desgaste dos molares fósseis, desde há 55 milhões de anos até há 10 mil anos, incluindo registos de toda a sequência evolutiva do dente de cavalo selvagem. Os dentes de cavalos selvagens analisados correspondem a 222 terras distintas e a grupos de diferentes zonas geográficas.

      Os últimos cavalos selvagens originários das planícies norte-americanas, que foram extintos nos Estados Unidos há aproximadamente 10 mil anos após o último período glacial, eram dotados naquela época com dentes muito mais arredondados e desgastados do que o cavalo atual. Já as primeiras populações de cavalos viviam na selva tropical com muito calor e alimentavam-se de frutas, portanto os dentes eram afiados e pouco desgastados.

      Os investigadores comprovaram que as modificações dos dentes não são imediatas, demoram pelo menos um milhão de anos para afiarem depois de um episódio de alteração climática, o que se traduz numas 100 mil gerações.


Calendário

Agosto 2017
S T Q Q S S D
« Set    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Visitantes já contados:

  • 80,731

Contacto por email:

infodiasms@gmail.com

O objectivo deste sítio é:

SabeMais no Twitter

[ Vota aqui sobre o conteúdo deste blogue e vê os resultados atuais ]

Facebook SabeMais e Info-Dia Sms

%d bloggers like this: