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      Num dia como o de hoje mas de há cerca de 2500 anos atrás, nascia na China o filósofo conhecido como Confúcio, nome latinizado de Kung-Fu-Tse.

      Nasceu em 551 a.C. e morreu em 479 a.C.

      A sua doutrina teve uma forte influência não só na China mas também sobre toda a Ásia Oriental.

      São inúmeras as suas citações, como a que segue:

      «Se tiveres uma laranja e a trocares com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja, mas se tiveres uma ideia e a trocares com outra pessoa que também tenha uma ideia, então cada um ficará com duas.»

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      Num dia como o de hoje (25 de agosto) do ano de 1900, isto é, há 112 anos, morria Friedrich Nietzsche, um dos maiores e controversos filósofos do século XIX.

      Crítico da cultura ocidental, das suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã, Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna.

      Nietzsche considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo”.

      Até cerca de onze anos antes da sua morte, Nietzsche não cessa de escrever a um ritmo sempre crescente, terminando de forma abrupta em Janeiro de 1889 com uma “crise de loucura” com a qual passou, inicialmente, a considerar-se, alternativamente, figuras míticas: Dionísio e Cristo, expressando-se em bizarras cartas, afundando-se depois num silêncio quase total até à sua morte.

      Após a sua morte, a sua irmã Elizabeth falseou alguns escritos com o propósito de apoiar a causa anti-semita e o nacional socialismo (Nazismo) de Hitler, aproveitando-se este de alguns aspetos e interpretações para a sua ideologia e propaganda nazi, colagem esta que fez com que o cidadão comum viesse a considerar Nietzsche como mais um nazi, rejeitando os seus escritos sem sequer os ponderar. A irmã veio a ser bem tratada pelo regime fascista, morrendo confortavelmente.

      Friedrich Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do género humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceites; por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos, designadamente, a moral tradicional, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar.

      Nietzsche golpeou violentamente essa moral que impede a revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência. Essa traição ao “mundo da vida” é a moral que reduz a uma ilusão a realidade humana e tende asceticamente a uma fictícia racionalidade pura.

      Com efeito, Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras.

      A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência, vontade essa que não conhece pausas, e por isso está sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida; pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém as máscaras, segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.

      Não existe via média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu merismático júbilo.

      Na sua obra “O Anticristo” afirmava:

      «O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição aos instintos de conservação da vida saudável; e até corrompeu a faculdade daquelas naturezas intelectualmente poderosas, ensinando que os valores superiores do intelecto não passam de pecados, desvios ‘tentações’. O mais lamentável exemplo: a concepção de Pascal, que julgava estar a sua razão corrompida pelo pecado original; estava corrompida sim, mas apenas pelo seu cristianismo!»

      Num dia como o de hoje (13 de fevereiro) mas do já antigo e longínquo ano de 1633 (há 379 anos) Galileu era detido pela Inquisição (espécie de polícia e tribunal da Igreja Católica) devido aos seus estudos e conclusões científicas, designadamente sobre o heliocentrismo.

      Galileu Galilei (Galileo Galilei em italiano) (1564-1642) foi um físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada Revolução Científica.

      Desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito do referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana.

      Melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e as estrelas da Via Láctea.

      Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo.

      Galileu desenvolveu ainda vários instrumentos e propôs uma nova metodologia científica, introduzindo um método científico que constituiu um corte com o método aristotélico e é, por este motivo, considerado como o “pai da ciência moderna”.

      As publicações dos seus estudos e conclusões teóricas cedo lhe valeram reconhecimento mas também muita polémica.

      A Inquisição pronunciara-se já em 1919 sobre a sua Teoria Heliocêntrica, declarando que a afirmação de que o Sol é o centro imóvel do Universo, movendo-se a Terra em seu torno, estava “teologicamente” errada, proibindo assim que se falasse da teoria contrária que até então se considerava, o Geocentrismo, isto é, que a Terra estava parada no centro do Universo e que todos os outros corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor.

      Mantendo Galileu a sua ideia, foi julgado e condenado, proibindo-se os seus livros. A condenação obrigava-o a retratar-se publicamente sobre as suas teorias, afirmando que se enganara, e condenava-o ainda a prisão por tempo indefinido.

      No decorrer dos séculos, a Igreja Católica foi revendo a sua posição relativamente a Galileu, tendo iniciando em 1992, isto é, mais de 3 séculos após a sua condenação, um processo de revisão dessa condenação.

      O processo de revisão foi demorado e durou 7 anos!!!

      Em 1999 a Igreja Católica decidiu absolver Galileu da heresia cometida há mais de 3 séculos.

      Não, não te rias, porque isto é mesmo muito sério.

      «É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão.»

      Agostinho da Silva – in “Considerações”
      Filósofo/Poeta/Ensaísta (1906-1996)
      Português (porque cá nasceu e morreu) e também Brasileiro (porque lá viveu e deixou obra).

 

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      Num dia como o de hoje mas de há cerca de 2500 anos atrás, nascia na China o filósofo conhecido como Confúcio, nome latinizado de Kung-Fu-Tse.

      Nasceu em 551 a.C. e morreu em 479 a.C.

      A sua doutrina teve uma forte influência não só na China mas também sobre toda a Ásia Oriental.

      São inúmeras as suas citações, como a que segue:

      «Se tiveres uma laranja e a trocares com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja, mas se tiveres uma ideia e a trocares com outra pessoa que também tenha uma ideia, então cada um ficará com duas.»

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      Num dia como o de hoje (25 de agosto) do ano de 1900, isto é, há 111 anos, morria Friedrich Nietzsche, um dos maiores e controversos filósofos do século XIX.

      Crítico da cultura ocidental, das suas religiões e, consequentemente, da moral judaico-cristã, Nietzsche é, juntamente com Marx e Freud, um dos autores mais controversos na história da filosofia moderna.

      Nietzsche considera o Cristianismo e o Budismo como “as duas religiões da decadência”, embora afirme haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche “é cem vezes mais realista que o cristianismo”.

      Até cerca de onze anos antes da sua morte, Nietzsche não cessa de escrever a um ritmo sempre crescente, terminando de forma abrupta em Janeiro de 1889 com uma “crise de loucura” com a qual passou, inicialmente, a considerar-se, alternativamente, figuras míticas: Dionísio e Cristo, expressando-se em bizarras cartas, afundando-se depois num silêncio quase total até à sua morte.

      Após a sua morte, a sua irmã Elizabeth falseou alguns escritos com o propósito de apoiar a causa anti-semita e o nacional socialismo (Nazismo) de Hitler, aproveitando-se este de alguns aspetos e interpretações para a sua ideologia e propaganda nazi, colagem esta que fez com que o cidadão comum viesse a considerar Nietzsche como mais um nazi, rejeitando os seus escritos sem sequer os ponderar. A irmã veio a ser bem tratada pelo regime fascista, morrendo confortavelmente.

      Friedrich Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do género humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceites; por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos, designadamente, a moral tradicional, a religião e a política não são para ele nada mais que máscaras que escondem uma realidade inquietante e ameaçadora, cuja visão é difícil de suportar.

      Nietzsche golpeou violentamente essa moral que impede a revolta dos indivíduos inferiores, das classes subalternas e escravas contra a classe superior e aristocrática que, por um lado, pelo influxo dessa mesma moral, sofre de má consciência e cria a ilusão de que mandar é por si mesmo uma forma de obediência. Essa traição ao “mundo da vida” é a moral que reduz a uma ilusão a realidade humana e tende asceticamente a uma fictícia racionalidade pura.

      Com efeito, Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras.

      A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência, vontade essa que não conhece pausas, e por isso está sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida; pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém as máscaras, segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.

      Não existe via média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu merismático júbilo.

      Na sua obra “O Anticristo” afirmava:

      «O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição aos instintos de conservação da vida saudável; e até corrompeu a faculdade daquelas naturezas intelectualmente poderosas, ensinando que os valores superiores do intelecto não passam de pecados, desvios ‘tentações’. O mais lamentável exemplo: a concepção de Pascal, que julgava estar a sua razão corrompida pelo pecado original; estava corrompida sim, mas apenas pelo seu cristianismo!»

      «Na casa de um rico não há lugar para se cuspir, a não ser na sua cara.»

      Diógenes de Sínope (c. 404 a.C. – 323 a.C.)

      Filósofo da Grécia Antiga, também conhecido como Diógenes o Cínico.

      Tornou-se um mendigo que habitava as ruas de Atenas, fazendo da pobreza extrema uma virtude. Diz-se que teria vivido na rua, num grande barril, e deambulava pelas ruas com uma lamparina acesa, durante o dia, alegando estar a procurar um homem honesto.

      Durante a sua vida procurou o ideal de um tipo de vida que fosse natural e não dependesse das luxúrias da civilização. Por acreditar que a virtude era melhor revelada na ação e não na teoria, a sua vida consistiu numa campanha incansável para destruir as instituições e valores sociais que considerava constituírem uma sociedade corrupta.

      Nas reflexões desenvolvidas pelos filósofos cínicos pode-se reconhecer importantes princípios do anarquismo ainda na Grécia Antiga. Segundo o historiador inglês Donald R. Dudley, em particular no pensamento de Diógenes, podem ser identificados muitos elementos presentes no movimento anarquista da contemporaneidade.

      Na imagem abaixo está retratado o filósofo, que viveria no barril, acendendo a sua lamparina para, em pleno dia, procurar um homem honesto, acompanhado de cães vadios. A pintura é de Jean-Léon Gérôme, de 1860.


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