Sabe Mais

      Um pescador escocês acaba de pescar nas suas redes uma garrafa com uma mensagem que se encontrava à deriva no mar há quase um século.

      A garrafa com a mensagem foi lançada ao mar em 1914, isto é há 97 anos e fazia parte de um grupo de 1800 garrafas então lançadas ao mar nesse ano, ação inserida num estudo científico da época que se debruçava sobre as correntes marítimas à volta da Escócia. Dessas 1800 garrafas só foram recuperadas 315.

      Curiosamente, este pescador (Andrew Leaper) já havia pescado a anterior garrafa com mensagem mais antiga, nas redes do seu barco “Copious”, registo este que agora é batido em mais 5 anos de antiguidade, isto é, o pescador acaba de bater o seu recorde pessoal.

      A garrafa, encontrada após um século distava apenas 17 quilómetros do local de lançamento.

      A mensagem consistia num postal dos correios que pedia a quem o encontrasse para registar a localização, enviando-o por correio para a Escola de Navegação de Glasgow. Esta colaboração dava direito a uma recompensa de “six pence”, que valeria cerca de um euro hoje em dia.


Etiquetas:

      «Para livrar-se dos governos não é necessário lutar contra eles pelas formas exteriores, é preciso unicamente não participar em nada, basta não sustentá-los e então cairão aniquilados.»

      Liev Tolstoi, também conhecido como Léon Tolstói, Leão Tolstoi ou Leo Tolstoy, e de seu nome Lev Nikoláievich Tolstói (1828-1910), de nacionalidade russa, é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.

      Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias embatiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.

      Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples na Natureza.

      E no dia de hoje (9 de setembro) recordamos Tolstói porque foi precisamente num dia assim do ano de 1828 que ele nascia na localidade russa de Yasnaya Polyana.

      A fotografia abaixo é a única a cores que existe do escritor.

Etiquetas: ,

      Garimpeiros brasileiros massacraram cerca de 80 índios da tribo Yanomami. Este massacre poderá ter dizimado uma aldeia inteira da tribo que ocupa um vasto território na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

       Os garimpeiros terão morto a população com tiros e dinamite.

      Apesar de muito feridos alguns índios sobreviventes (três) conseguiram chegar à aldeia Onkiola, na região de Auraris, no estado brasileiro de Roraima, contando que os garimpeiros (pesquisadores de ouro ilegais) invadiram a aldeia Irotatheri, já em território da Venezuela, e começaram a abusar sexualmente de índias, escolhendo as mais bonitas e jovens da tribo.

      Tentando proteger as famílias, os homens da aldeia reagiram mas, desarmados, foram presas fáceis para os garimpeiros, armados com revólveres, espingardas e explosivos.

      Segundo os relatos desses sobreviventes aos membros da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Amazónia (COIAM) e do Instituto Sócio-Ambiental, os invasores, enfurecidos por não conseguirem continuar a abusar das mulheres, dispararam em todas as direcções e balearam todos os habitantes, independentemente de serem adultos ou crianças.

      Depois, não satisfeitos com a barbárie cometida, serviram-se da dinamite, usada normalmente para destruir rochas, matando os poucos que ainda tinham um sopro de vida e derrubando as frágeis construções da aldeia, feitas de barro e palha.

      Segundo os sobreviventes do massacre, a matança ocorreu no dia 5 de julho, mas só agora foi conhecida. A aldeia Irotatheri fica no coração da selva amazónica, numa região extremamente isolada, e os índios, depois de ficarem algum tempo escondidos para se recuperarem e fugirem dos garimpeiros, ainda demoraram vários dias até chegarem à aldeia mais próxima, que tem comunicação via rádio com a Fundação Nacional do Índio do Brasil (Funai).

      Do ponto mais próximo onde há técnicos da Funai até ao local da tragédia são cerca de dez dias a pé pelo meio da selva, não havendo outra forma de chegar.

      As organizações indígenas do estado do Amazonas (Coiam) lamentaram a situação e afirmaram, em comunicado, que já desde 2009 que vêm denunciando agressões de garimpeiros contra as comunidades Yanomami, vítimas de violência física, ameaças, sequestro de mulheres e ainda de contaminação, designadamente da água com o mercúrio (usado para encontrar ouro).

      Há diversos grupos de garimpeiros explorando inúmeras minas artesanais de ouro e diamantes, localizadas em regiões recônditas do sul da Venezuela. Calcula-se que sejam mais de mil os garimpeiros que, para além de poluírem os rios e as florestas, especialmente com o mercúrio, cujo grau de toxicidade é enorme e tem consequências fatais e irreversíveis, ainda transmitem aos índios diversas doenças que lhes são fatais.

      Os Yanomami são uma das maiores tribos relativamente isoladas na América do Sul. Vivem nas florestas e montanhas do norte do Brasil e do sul da Venezuela. Como a maioria dos povos indígenas do continente, os Yanomami, provavelmente migraram pelo Estreito de Bering, entre a Ásia e a América, há cerca de 40.000 anos atrás, seguindo lentamente para a América do Sul. Hoje, a sua população total é de cerca de 32.000 índios.

      Com mais de 9,6 milhões de hectares, o território Yanomami no Brasil corresponde ao dobro do tamanho da Suíça. Na Venezuela, os Yanomami vivem na Reserva da Biosfera Alto Orinoco-Casiquiare, de 8,2 milhões de hectares. Juntas essas duas regiões formam o maior território indígena coberto por floresta em todo o Mundo.

      A imagem corresponde à vista aérea da “Cabana Grande”, dinamitada e queimada, onde residia a comunidade de 80 pessoas.


Etiquetas: , ,

      Num dia como o de hoje mas de há cerca de 2500 anos atrás, nascia na China o filósofo conhecido como Confúcio, nome latinizado de Kung-Fu-Tse.

      Nasceu em 551 a.C. e morreu em 479 a.C.

      A sua doutrina teve uma forte influência não só na China mas também sobre toda a Ásia Oriental.

      São inúmeras as suas citações, como a que segue:

      «Se tiveres uma laranja e a trocares com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja, mas se tiveres uma ideia e a trocares com outra pessoa que também tenha uma ideia, então cada um ficará com duas.»

Etiquetas: ,

      Num dia como o de hoje (6 de setembro), do ano de 1901, em Buffalo (estado de Nova Iorque; EUA) o anarquista individualista polaco Léon Czolgosz, dispara dois tiros de revólver ao presidente dos Estados Unidos William McKinley.

      O presidente viria a morrer uma semana depois, a 14 de setembro.

      Czolgosz foi condenado à pena de morte e executado nesse mesmo ano, em 29 de Outubro, na cadeira elétrica, tendo a sua execução sido na altura registada em filme pelo inventor Thomas Edison.

      Em 31 de agosto de 1901, Czolgosz deslocou-se a Buffalo, Nova Iorque, e alugou um quarto próximo da Exposição Pan-Americana que aí decorria, no teatro conhecido como Templo da Música e que ele sabia iria ser visitado pelo presidente dos EUA.

      No dia 6 de setembro foi à exposição com o revólver “Iver-Johnson” calibre 32 semi-automático (número de série #463344) que havia comprado no dia 2 de setembro por 4 dólares e 50 centavos. Com a arma encoberta por um lenço de bolso, Czolgosz aproximou-se da comitiva do presidente McKinley que cumprimentava o público. Czolgosz avançou e McKinley estendeu a sua mão para o cumprimentar. Czolgosz desviou-lhe a mão, empurrando-a para o lado e disparou duas vezes no peito do presidente, à queima-roupa.

      Os membros da comitiva e o público presente imediatamente subjugaram Czolgosz, antes da intervenção da Guarda Nacional. Czolgosz foi depois espancado tão duramente que muitos pensaram que não aguentaria tempo suficiente para ser julgado.

      Nos últimos anos da sua vida Czolgosz seria profundamente influenciado pelo pensamento de teóricos do anarquismo como Emma Goldman e Alexander Berkman, bem como pela ação direta violenta do alfaiate italiano Gaetano Bresci que um ano antes havia executado Umberto I, o monarca de seu país, com o mesmo modelo de pistola que posteriormente utilizado por Gzolgosz viria a utilizar.

      Czolgosz nunca foi aceite em nenhum grupo anarquista, devido ao seu fanatismo e às suas intenções violentas, que demonstrava, tendo até feito com que alguns grupos suspeitassem das suas reais intenções, pensando que poderia ser um agente infiltrado do governo e lançaram avisos, considerando-o um espião.

      Antes da execução as suas últimas palavras foram:

      «Matei o presidente porque ele era o inimigo da boa gente, dos bons trabalhadores. Não sinto remorso pelo meu crime.»

      Após a execução uma grande quantidade de ácido sulfúrico foi atirada para dentro do seu caixão para que o corpo ficasse completamente desfigurado resultando num processo de decomposição de apenas doze horas. As cartas que escrevera e trazia consigo no momento do atentado, assim como as suas roupas foram queimadas, com o propósito de que jamais ninguém conhecesse os seus argumentos.

      Emma Goldman também chegou a ser presa sob suspeita de estar envolvida no assassinato, sendo libertada por não haver qualquer evidência que confirmasse a suspeita.

      O local do atentado, o Templo da Música, foi imediatamente demolido (em Novembro de 1901) e hoje é apenas visível um marco no meio da rua Fordham, num bairro residencial de Buffalo no ponto aproximado onde o evento ocorreu.

      A arma de Czolgosz faz parte do acervo da Exposição Pan-americana da Sociedade Histórica do Condado de Erie, em Buffalo, Nova York.

      No Chile há um grupo anarquista denominado “Forças Autónomas e Destrutivas León Czolgosz”, o qual reivindicou a autoria de dois atentados com bomba, um contra a sede da Agência Nacional de Inteligência Chilena em 28 de janeiro de 2006, e outro contra a Embaixada do Reino Unido em 15 de julho de 2007, ambos os feitos ocorreram na cidade de Santiago do Chile.

      Em baixo podes ver o vídeo com o filme original realizado por Edison onde se apreciam os últimos momentos da execução de Czolgosz.

Etiquetas:

      O Ministério do Ambiente do Japão acaba de declarar extinta a sua lontra de água doce (lutra lutra whiteleyi), vista pela última vez em 1979, na cidade de Susaki (Shikokou).

      Esta subespécie única desapareceu devido à caça e perda de habitat pelo desenvolvimento das cidades.

      A extinção desta lontra ribeirinha é mais uma dura perda para os mamíferos endémicos do Japão, que tinha já perdido dois lobos, dois morcegos, uma raposa e um leão-marinho: os lobos de Honshu e Hokaido, o morcego anão de Sturdee, a raposa voadora de Okinawa e o leão-do-mar japonês.

      A lontra de água doce japonesa era muito comum no país até ao início do século XX, alimentando-se de peixes e camarões. Desde 1990 foram feitas várias expedições para encontrar o animal e ainda que alguns investigadores acreditem que ela ainda sobreviva, o Governo declarou-a agora extinta, uma vez que não se consegue demonstrar a sua existência desde 1979, isto é, há 33 anos, tempo que parece ser agora suficiente para que o Governo daquele país perceba de uma vez por todas que os animais se extinguem, não como os fósforos que ardem, que se extinguem por si próprios, mas que os animais se extinguem porque os humanos acabam com eles ou com as suas condições de vida, o que resulta no mesmo, isto é, se não o deixas viver, estás a matá-lo.


Etiquetas: , ,
      No vídeo abaixo está resumida toda a história do anarquismo, desde a Grécia Antiga até aos nossos dias, no Mundo em geral e na América Latina em particular, terminando com a biografia e pensamento de Daniel Barret (que também usava o pseudónimo de Rafael Spósito), sociólogo, jornalista, professor universitário e distinto militante anarquista uruguaio (1952-2009), cujo artigo “El mapa del despertar anarquista latinoamericano” serve de ponto de partida para este documentário.
      Daniel Barret dizia: «O anarquismo é minoritário, no entanto, tal facto nunca foi para nós motivo de impedimento. Os anarquistas sabemos aproximadamente o que queremos e quais os caminhos que nos podem levar nessa direção. Não temos a certeza quanto a um hipotético triunfo final, se é que existe um final, e isso nos paralisa? Evidentemente que não. Porquê? Porque a própria prática libertária é um objetivo em si mesma e o próprio facto de traçar um caminho próprio constitui uma meta e uma vitória.»

Calendário

Agosto 2017
S T Q Q S S D
« Set    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Visitantes já contados:

  • 80,731

Contacto por email:

infodiasms@gmail.com

O objectivo deste sítio é:

SabeMais no Twitter

[ Vota aqui sobre o conteúdo deste blogue e vê os resultados atuais ]

Facebook SabeMais e Info-Dia Sms

%d bloggers like this: